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sábado, maio 24, 2008

Duas confissões

Letra pequena pois digo muito em segredo:

Manda uma espécie de imperativo categórico que confesse que, para além do obrigatório e fundamental kaos eu leio, vejo, ouço e farto-me de rir ao ler, ver e ouvir o blog Braganza mothers (antes vicentinas) agora Arrebenta e os cavalheiros do apocalipse. Estes são mais claros nos posts ( vídeos) que o Arrebenta que às vezes encripta as mensagens, tornando a compreensão mais difícil para quem, como eu, não tem a respectiva "gramática", pois não lê os jornais todos, raramente assiste a um telejornal completo e quase nunca vai a foruns na net.

Apesar de não ser necessário,
nunca me atreveria a criticar esse tipo de blogues. Nem mesmo anónima. Por medo, confesso, e esta é a segunda confissão. Traumas da educação salazarista....

O vídeo dos cavalheiros do apocalipse ("o fim da tortura nas aulas"), que já foi visto por meio milhão de pessoas, está maravilha. Mas melhor ainda é o "gandas oportunidades".

terça-feira, dezembro 18, 2007

Balanço positivo ...

-Ai foi tão positivo, correu tudo tão bem, estava tudo tão bonito, somos os máiores!
-Ai que somos tão bons que conseguimos assinar o tratado, já prévia e devidamente negociado por Merkel, mas isso agora não interessa nada, o que conta é a assinatura. Fomos nós, os Grandes, sob a batuta do Grandessíssimo *. O Grande... é assim mesmo, não precisa de mais nada, tal como Pedro , o Grande...e mais ainda, portanto, Grandessíssimo.
-Até agora, tudo a correr sobre rodas, só a Irlanda vota, mas essa vai dizer que sim, pá, encharcamo-la em euros se for preciso, pá e está tudo no papo, pá. Quanto ao poveco, só nós, os bons, os inteligentes, os maiores é que sabemos o que lhe convém. O povo, como sabemos, é um pouco bruto e não qualificado mas nós, os maiores, vamos qualificá-lo até às eleições, vão ver... mas para isto do tratado continuarão burros... . Portanto, o referendo é pura perda de tempo, como bem diz o Grande industrial, tão grande que até sabe perdoar a nossa sabotagem da sua negociata, ele sabe ver quem são, de facto, os verdadeiros amigos dos empresários.

*ou grandíssimo? já não sei fazer este superlativo

terça-feira, julho 24, 2007

Notícias da Porcalândia



A cultura da mandrágora continua florescente graças à chuva que tem sido generosa. As aspersões continuam regulares, via canais de TV. Continua a ser desconhecido o meio utilizado para controlar os canais noticiosos mas a continuidade e eficácia das aspersões parece estar assegurada, o que explicará a manutenção da maioria absoluta dos porcúnculos nas sondagens feitas na Porcalândia. Esta maioria terá aprovado recentemente, apesar de protestos vindos de quem acha que deve haver decência na Porcalândia, que os porcos meros licenciados docentes no ensino superior polisuínico que façam ou tenham já feito "provas pocilgais" são considerados "porcos especialistas" (mesmo que não tenham nem um mestrado) e passam estes "especialistas" a ser equiparados aos doutorados. As ditas provas teriam sido originariamente pensadas para áreas técnicas e nunca para disciplinas que constam de mestrados e doutoramentos nas universidades da Porcalândia. Alguns porcúnculos das cliques no poder nos institutos polisuínicos (o exemplo de Airiel é paradigmático) nem um mestradinho conseguiram tirar, isto em áreas declaradamente técnicas, como o Direito e a Gestão (áreas onde a oferta universitária de mestrados e doutoramentos é grande também na Porcalândia) . As provas pocilgais são feitas perante um júri escolhido e nomeado pelo porcúnculo no poder na data, via conselho ciensuínico.

sexta-feira, julho 13, 2007

Avaliação de profs

O coordenador de departamento é eleito. Se houver 3 titulares nada impede que seja escolhido o menos graduado. Sua excelência irá ser avaliado pela inspecção. Depois, avaliará titulares mais graduados*, na boa. Giro. Se houver poucas horas para perfazer horários, mais giro ainda.
Cada cavadela...


*A graduação por pontos é ridícula , pensava no tempo de serviço, nota profissional, graus. Há quem goste dos pontos mas também pode acontecer o mesmo.

quinta-feira, julho 12, 2007

Eles vivem mas temem também

É vê-los passeando-se, evitando as pessoas que já os toparam, mudando de direcção nos corredores e nas ruas. Eles é que temem.
A lembrar vivamente o filme de Carpenter "Eles vivem". Filme interessantíssimo enquanto metáfora, de final aberto, acho eu.
Tenho esperança no indivíduo e apenas nele mas ele sozinho pode pouco. É esse o grande problema a resolver.
Venham mais cinco. Cinco, dez, quinze,... 1005... e depois? A dada altura têm que se organizar: e o aparelho consegue engolir, transformar e transfigurar até à desfiguração da alma este e mais o outro e toda a gente....

domingo, julho 08, 2007

Censura na Porcalândia

« Numa entrevista dada a António Ferro, em 1932, ao assumir a presidência do Conselho de Ministros, Salazar disse ao seu interlocutor que compreendia a irritação provocada pela existência de Censura, dado que não havia “nada que o homem considere mais sagrado que o seu pensamento e do que a expressão do seu pensamento” - Salazar contou que ele próprio já havia sido “vítima da censura”, confessando que chegara mesmo, por isso, “a ter pensamentos revolucionários”. Hipocritamente, afirmou que o aparelho de Censura era “uma instituição defeituosa, injusta, por vezes, sujeita ao livre arbítrio dos censores, às variantes do seu temperamento, às consequências do seu mau humor”.

No entanto, à pergunta de Ferro, por que não revogava então a Censura, esclareceu que não o faria, pois não considerava “legítimo, por exemplo, que se deturpassem os factos, por ignorância ou por má fé, para fundamentar ataques injustificados à obra dum governo, com prejuízo para os interesses do pais”. Nesses casos justificava-se a censura, «como elemento de elucidação, corno correctivo necessário». Observando que a imprensa outrora existente em Portugal dava “a triste imagem dum saguão: intrigas, insultos, insinuações, pessoalismos, provincianismos, baixa intelectualidade”. Salazar disse que o objectivo de um jornal era ser “o alimento espiritual do povo” e, por isso, devia “ser fiscalizado como todos os alimentos”.

Para evitar, porém, “o mais possível”, o “trabalho da censura”, o novo presidente do Conselho afirmou estar a pensar criar "um bureau de informações a que os jornais" poderiam recorrer; para se munirem, de elementos necessários à análise, e até à crítica, da obra do governo". A criação de tal gabinete não acabaria, no entanto, com a Censura, dado que, segundo Salazar, esta também tinha um "aspecto moralizador", ao intervir necessariamente nos “ataques pessoais e nos desmandos de linguagem”. Além desse aspecto "moralizador", a Censura também era chamada a intervir "no aspecto doutrinário", pois ela acabava por ser a “função natural dum regime de autoridade”, ao ter que actuar contra a doutrina subversiva. À sugestão de Ferro de que isso poderia ser resolvido com uma lei de Imprensa, Salazar cha­mou a atenção para o facto de os tribunais não darem "um rendi­mento necessário em delitos dessa natureza". O certo é que, pouco tempo depois de assumir o seu novo cargo, Salazar emitiu, em 23 de Dezembro de 1932, uma circular, a determinar a reorganização geral dos Serviços de Censura.

Noutra ocasião, ainda em conversa com António Ferro, Salazar repetiu a afirmação de que a Censura constituía "a legítima defesa dos Estados livres, independentes, contra a grande desorientação do pensamento moderno, a revolução internacional da desordem" ».

Irene Flunser Pimentel (2007), “A censura”, in João Madeira, Luís Farinha, Irene Flunser Pimentel, Vítimas de Salazar, Esfera dos livros, Lisboa


Qualquer semelhança com a realidade actual na Porcalândia é pura coincidência.

Nota de comentário crítico à prosa- Para quê estragar um trabalho documental válido com advérbios de modo como "hipocritamente" que apenas estragam o efeito? Para quê adjectivos e advérbios destes? O leitor é burro? É pena.

sábado, julho 07, 2007

Porcalândia: o governo dos lobbies com baba

Lobbies do Governo da Porcalândia:
-o sector "empresarial" todo que se baba pelo paraíso da flexi-insegurança.
-sectores empresariais vários que se babam pelos subsídios da união europeia.
-sectores empresariais vários que se babam pelos domínios exclusivos do Estado para as abébias da concessão exclusiva.
-sectores empresariais vários que se babam pelo espaço resultante da retirada do Estado da sua função social na saúde e na educação.
-empresários que se babam pela sacrossanta declaração de "interesse público" para poderem rebentar com o que resta de território protegido.
-capitalistas puros que se babam pela bolsa-casino e off-shores associados.
-amigalhaços de lides partidárias que se babam pela manutenção dos tachos resultantes do assalto do Partido ao aparelho de Estado, da administração central à local não esquecendo as empresas municipais, os politécnicos e institutos públicos vários.

Os governados que se insurgem são apelidados de lobbies, corporações, grupos de pressão, grupos de interesses corporativos, forças de bloqueio, obstáculos ao desenvolvimento- pelos jornalistas-cães-de-fila da propaganda à la Goebbels do Partido Único do Governo da Porcalândia.

sexta-feira, julho 06, 2007

Direito à revolta e à procura da felicidade

In Congress, July 4, 1776

"The unanimous Declaration of the thirteen united States of America

When in the Course of human events, it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another, and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them, a decent respect to the opinions of mankind requires that they should declare the causes which impel them to the separation.

We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just Powers from the consent of the governed, — That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn, that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable, than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new guards for their future security — Such has been the patient sufferance of these Colonies; and such is now the necessity which constrains them to alter their former Systems of Government. — The history of the present King of Great Britain is a history of repeated injuries and usurpations, all having in direct object the establishment of an absolute Tyranny over these States. To prove this, let facts be submitted to a candid world."

Nota: texto destacado por mim

Foi esta semana o Independence Day e não queria deixar de saudar o grande dia dos EUA, é só isso, mais nada, longe de mim pensar na subversão quanto mais escrever a instigá-la...ui ui... dizer umas coisinhas críticas ainda vai mas nada de revoltas e até as coisinhas críticas só na esquina do café com menos de 2 amigos que três já é proibido e dentro do café nem pensar que pode haver um bufo a ouvir e a mandar sms aos directores gerais (e por aí acima)...


sexta-feira, junho 15, 2007

Aviso à canalhada prepotente

Nunca como agora o cidadão esteve mais desprotegido contra a prepotência, agora é que é bom mandar: com a TV, a publicidade e o marketing é outra coisa, o Salazar não tinha era TV, se tivesse nem precisava de polícia- pensam os tiranetes com os seus botões- os ditadorzecos - esses que mandam um pouco por todo o lado- não, não estou a atacar qualquer membro do governo mas cada qual que enfie a carapuça que melhor lhe convier .
Julgais mesmo que agora é que é bom mandar? Por quanto tempo?
Porcos medíocres, muitas das vossas várias vítimas ainda vivem e bem mais felizes do que vocês alguma vez serão capazes de ser e continuam a pensar, ou seja continuam vivas (apesar de vocês), falam com muita gente e têm memória.
Prepotentes cretinos, medíocres tiranetes, canalhada invejosa em posição de prejudicar terceiros: não esqueçam nunca este facto.
Enganai-vos quanto a Salazar. O ditador tinha razão quanto aos verdadeiros opositores de um regime: tereis sempre que os encerrar nas masmorras ou afinfar-lhes um tiro na nuca em plena rua, para os calar definitivamente, para não terdes, mais tarde ou mais cedo, de os encarar de frente .
E os vossos verdadeiros opositores são, antes de mais, a nobreza de carácter, a honestidade, a inteligência, a excelência -no sentido de exigência de rigor e qualidade, a excelência cuja demanda fingem ser o vosso supremo objectivo e a qual temeis mais do que tudo o resto já que sabeis que por ela serieis depostos de uma penada .
Quantos papalvos e por quanto tempo pensais poder enganar com a vossa retórica oca?

Disclaimer (agora tem que se fazer uma coisa assim parecida, aprendi no portugalprofundo mas a minha é diferente).
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

quinta-feira, junho 14, 2007

Pessoas "relativamente feias"?

Margarida Moreira parece estar a ser influenciada pelo estilo Pinto da Costa: dá entrevistas aos jornais quando sente que a opinião pública está a virar . Só falta a TV. E eu pergunto: quem é esta senhora? Pinto da Costa, ao menos, sei quem é.
Serve tudo isto para reforçar os anticorpos que estou a ganhar em relação à FENPROF, que me parece agora relativamente muito feia, pois a dita pessoa foi, alguns anos, membro da direcção, a fazer fé no que dizem. Nem me parece haver incoerência, provavelmente a pessoa sempre foi autoritária revendo-se portanto, muito bem no estalinismo e tendo a democracia impedido o uso da menina dos 5 olhos, teria tido, agora e finalmente, a oportunidade de aplicar a arte. Possivelmente pretenderia calar em definitivo as pessoas . Mas parece ter metido água com esta última vítima que está bem ancorada. Espero que esta não se cale, já que das outras vítimas ninguém ouviu a voz.
Durante a semana manda fechar escolas e suspende profs. Porque não vai no fim de semana às manifestações contra o fecho de escolas e pela liberdade de expressão onde antes ia ou mobilizava para ir?
Pessoas assim , de coerência aparentemente nula e de carácter talvez relativamente duvidoso o que torna essas pessoas, a meu ver, relativamente feias, dá-me ideia de que haverá várias nas estruturas do ME e até nas escolinhas. Pessoas provavelmente cheias de frustrações derivadas do facto de, quiçá, sentirem que os profs dos ciclos mais adiantados não reconhecem o mesmo estatuto aos do 1º ciclo, pelo facto de talvez não serem amadas ou bem vindas nas escolas onde estão, por onde passaram em lide sindical ou de onde saíram, pelo facto de que talvez estivessem nos últimos lugares na lista do concurso nacional das colocações, cujos critérios parecem odiar e que finalmente desintegraram com esta talvez trafulhice chamada concurso para professor titular. Calculo que tenham tirado um dia para concorrerem, já que ninguém sabe o dia de amanhã.

Os termos em itálico estão a mostrar que ando a treinar o discurso adequado em democracia de maioria absoluta, com "dirigentes" que parecem muito azedos com muita coisa do passado pelo qual aparentam não querer responder e que tudo parece indicar, embora me possa enganar, estarem a projectar e transferir (na nomenclatura freudiana) nos e para os seus subordinados, esmagando-os e humilhando-os, sempre que podem, matando-lhes as perspectivas, a motivação e até, nalguns casos, matando-os civilmente, retirando-lhes o emprego e com ele todos os meios de recorrerem à justiça que, como sabemos não é gratuita.

Assim, nada de ofender , só colocar hipóteses, mera literatura, ninguém se pode ofender. Aconselhável a todos os funcionários públicos. Comecem a treinar, é relativamente fácil. Treinem com exemplos simples, como:- posso estar enganado(a) , mas parece-me que (a)o senhor(a) é uma pessoa que não diz a verdade ou -Posso não estar a ver bem mas quer-me parecer que não se pode confiar em nada do que diz.-Talvez seja erro grosseiro meu mas parece-me haver fortes indícios de que o(a) senhor(a) é incompetente. - Talvez haja erro de visão e muito mau gosto da minha parte mas o (a) senhor(a) afigura-se-me relativamente feio de carácter.
Mas nada de ofender a família, que normalmente não teve culpa nenhuma, se queremos referir-nos ao ADN, devemos dizer qualquer coisa como -tem a certeza que a senhora sua mãe é sua mãe natural ? Com o pai já não podemos dizer o mesmo pois estaremos a chamar nomes à mãe. Assim é, pois num país dominado por preconceitos árabes, temos sensibilidades extra a respeitar. Cuidado com as expressões do Norte e outros regionalismos, nem todos são Pintos das Costas, Valentins, Jardins ou outros (e outras) a dizer e fazer o que bem entendem quando e onde querem, como por exemplo mandar padres vereadores voltarem à sacristia...

E o país está a ficar cada vez mais relativamente feio.

sexta-feira, maio 25, 2007

Perfil: Mestre Eng. Mário Lino Soares Correia, o gracejador das obras e o Professor Doutor Eng. Nunes Correia, o curador do AMBIENTE

Do perfil de Mário Lino no Portal do Governo:
"Concluiu a parte escolar e foi aprovado no exame para obtenção do grau de Doutoramento em Hidrologia e Recursos Hídricos pela Universidade do Estado do Colorado (USA), em 1972"

O que quererá isto dizer? Que foi admitido na pré-selecção dos que queriam um dia vir a ter o grau de doutoramento na universidade do Colorado, mas nunca o obteve ? Hão-de concordar que é dúbio, muito dúbio. O colega deste senhor, colega de governo, do Colorado, de ISTécnico e de LNEC e sobretudo do cluster ÁGUA (não sei se também das lides sindicais, da Caminho e do Avante, mas cheira-me que não e não consta no portal) o Professor Doutor Francisco Carlos da Graça Nunes Correia, que tem a pasta do ambiente, tem o grau da mesma casa, no Colorado e tem mais.
Mas não estão em causa os curricula, apenas registar coincidências interessantes. E constatar que é pena que nenhum dos curricula (o do professor melhor que o do outro, claro está, apesar do registo na Ordem dos Eng.) é pena, dizia eu, que nenhum tenha produzido grande coisa no governo. O país e o ambiente, o território definido como de reserva ambiental, mesmo o território de domínio absoluto e reservado do Estado, leitos de rios, linhas de água, arribas e costas, tudo a saque, ao sabor dos interesses inconfessos da especulação OTÁRIA, ao sabor do mando e desmando dos caciques do poder local, que passam licenças com o beneplácito do Ministério do ambiente, para destruir matas nacionais históricas, linha costeira de defesa, reservas ambientais, recursos hídricos e tudo o mais que puderem- a mãe, o pai, o avô e a avó, e de caminho, os avós egrégios também, o futuro da prole dos próprios e sobretudo da prole dos outros, enfim, tudo o que lhes estiver à mão e soe ao vil metal.
Não acreditam? Venham ver o que vem acontecendo à linha costeira do centro, por exemplo, a sul de S. Pedro de Muel, venham ver o que tem vindo a acontecer à mata NACIONAL de D.Dinis, à beira da estrada mais ocidental que a atravessa, paralela ao mar (partindo de S.Pedro, direcção Nazaré). Câmaras envolvidas? Marinha Grande e Alcobaça pelo menos, depois haverá outras a sul e a norte que o fenómeno é, infelizmente, contínuo e generalizado. Ministério envolvido? O do ambiente, neste caso , noutros também o das Obras.
Na verdade, a "paisagem" é esta, a Sul e a Norte do Tejo... Quanto à água, não duvido que ambos sejam profundos conhecedores da mesma, sobretudo na arte de "a meter"....
Eng. Lino, vá de passeio
(por exemplo para a Holanda) aprender qualquer coisinha que bem precisa quanto a localizações aeroportuárias e não diga mais disparates. Para isso tínhamos um especialista: o ministro da Economia. Cada macaco no seu galho.


Disclaimer ( não tenho tempo para responder nos tribunais sumários do regime do regime facho- socialista. Tenho medo pois)
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Linos há muitos Correias ainda mais. O que está nos links foi o governo que escreveu. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

domingo, maio 20, 2007

Não dito na educação V



Por que razão a "autonomia" do ensino superior é um dogma inatacável? Tema interessante de investigação.
Por que razão não se reconhece de vez que a "autonomia" é a mãe do aparecimento de "caciques" e de "coronéis"?
Por que motivo obscuro se não fala claro? A "gestão democrática" das escolas já não existe em quase todo o sistema público. Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se chama gestão democrática ao sistema que de democrático só tem o voto inicial e nada mais?
Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se pretende estender a autonomia às escolas básicas e secundárias ?
Por que motivo se defende a autonomia quando é ela a fonte do aparecimento do que de PIOR há no ser humano?
Tema a reflectir enquanto é tempo, se estivermos ainda em condições de evitar a disseminação de pequenos micro-cosmos concentracionários-clientelistas-fascizantes por tudo quanto é escola neste país.

domingo, maio 13, 2007

Eça , Campanha Alegre

«Junho 1871

Há muitos anos que a política em Portugal apresenta este singular estado:

Onze ou quinze homens, sempre os mesmos. alternadamente possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder …O poder não sai de uns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar num rumor de risos.

Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião, e os dizeres de todos os outros que lá não estão — os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do País!

Os outros, os que não estão no poder, são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais— os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, e os interesses do País.»

Eça de Queiroz, Uma campanha Alegre (“As Farpas”)


domingo, maio 06, 2007

Questões de género no dia da mãe

Apesar de tudo é ainda a blogoesfera o espaço onde cada um, mulher ou homem, pode dizer. Dizer. Não interessa o quê. Mas as mulheres aí não têm que esperar pelo que pensa o marido. Elas dizem.
Normalmente não há sensibilidade disseminada para as questões de género. As mulheres normalmente são as últimas a fazer a estatística de género de uma sala de reuniões. Sobretudo as da geração da revolução, habituaram-se a ver o mundo por uma lente ideológica em que há pessoas antes de haver homens ou mulheres, e nem reparam no que entra pelos olhos dentro a passo e força de retro-escavadora: as manchas de fatos negros em todo o lado, por todo o lado neste país que se diz europeu. Por exemplo, a reunião das entidades não sei de quê do Oeste, em defesa da Ota e lá estavam eles, todos de gravata, todos dizendo coisas, decidindo coisas. Não é assim nos bancos das universidades, não é assim nos bancos das escolas secundárias: elas são escolarmente melhores que eles, e por isso também não é assim na função pública dos serviços de educação e saúde onde o acesso se faz por concurso documental: no entanto, nas estruturas de decisão lá estão ELES.
Eles tomam a palavra antes delas, eles não a largam tão cedo, mesmo que o que digam seja palha, seja pouco, seja nada. E eles são os primeiros a fazer a estatística, a lembrar a pertença de género quando se sentem em minoria e aí cheios de humor do mais original, dizem cá estou eu entre as mulheres e falam também eles em primeiro, eles em último, eles durante. E o tempo infinito que se perde com a retórica deles é acabrunhante.
Não, infelizmente, não sou feminista, digo infelizmente porque assim, como penso, estou sozinha, mas prefiro assim, a omitir parte do que penso. Já explico porquê. Não posso deixar de achar que elas fazem frequentemente um óptimo negócio. Eles que tenham as chatices, elas ficam sempre com a casa e a pensão de alimentos, para quê ainda estarem-se a preocupar muito com isto de, em todo o lado, serem eles a tomar todas as decisões, e as deixem em casa a tomar conta da prole e a ver a telenovela? E elas são melhores tecnicamente em muitas áreas, no entanto, são eles que apanham os lugares de decisão. Oh, pensam elas, venha o salariozinho de decisor para casa, e está-se bem. Eles tomam ainda conta do IRS e afins. Elas preferem não ser muito visíveis, até porque eles são tanto mais rudes quanto mais visíveis elas forem e lembrar-lhes-ão, mais cedo ou mais tarde, que são reles mulheres. Aconteceu com Manuela Ferreira Leite, com Lurdes Rodrigues, para citar alguns exemplos. Sobretudo com a última, não a vou defender, mas não gostei de algumas formas claramente sexistas com que foi atacada .
É isto que penso e por isso, acho que seria expulsa mais cedo ou mais tarde, como blasfema, de qualquer organização feminista.
Mas não deixo de pensar também que este estado de coisas tem consequências graves para o país. É que eles , coitados, são assim, e decidem 10 estádios para o país, pois atão...e agora a OTA pois atão... e faz-se tarde para ver a bola, meus senhores vai falar o Senhor Ministro de .... e o Sr Presidente de... e o Senhor Vereador de... o Senhor Presidente do Conselho de Administração de ......... e depois vamos todos ver a bola. E vão para casa pensando: e que bons que nós somos, que bem que eu falei, está no papo, agora é irreversível, somos mesmo bons nisto.
Talvez a blogoesfera ajude a combater este estado de coisas pois aí elas estão muito presentes e activas e talvez lhes venha o gosto pela visibilidade. É que aí podem calar os insultos à velocidade de um simples click.
Disse.

sexta-feira, maio 04, 2007

Génios, marionetas, chicos espertos e imperativo categórico II

Repito:
Não sendo o caso de Lisboa, não estando minimamente interessada na política da capital se não nas suas implicações políticas nacionais, a reflexão que hoje faço NADA tem a ver com Lisboa e a sua câmara.

Uma pessoa, seja de que partido for, deve poder contar com os sindicatos que têm por missão defender todos, para isso lhe pagam os associados, mas os partidos são organizações com visões do mundo próprias, com propostas de poder diferentes uns dos outros! E é óbvio que exposições de princípios aos grupos parlamentares são formas legítimas de defesa, quando se trata de questões de regime. Não é disso que falo no post anterior.
A missão externa deste blog, se é que a tem, é esta, a de descobrir as carecas da consciência daqueles que aqui se reconheçam, perante si próprios sobretudo: este blog não é nem nunca quiz ser um blog de escândalos!
Com que autoridade falo? A mesma que me permite afirmar que nunca me lembraria de ir queixar-me ao CDS dos atropelos deste e daquele que eventualmente me prejudiquem, quando nunca votei naquele partido, nem tenciono alguma vez votar: portanto, nunca iria USAR os seus serviços para me defender! E obviamente pode até conhecer-se alguém desse partido e em conversa vir o desabafo, outra coisa diferente é apenas abordá-lo para intencionalmente o usar.
Que autoridade estará por detrás desta lógica? A de Kant? Talvez: é que me parece que há de facto, imperativos categóricos sem os quais não é possível aquilo a que chamamos civilização. A imprevisibilidade que alguns exibem como nota de originalidade é apenas o sinal do supremo desprezo que nutrem pelo outro e se todos assim fossem, não seria possível a vida social onde a confiança é pedra angular. E é essa confiança que obriga a que se leiam os programas dos partidos que não deveriam funcionar como grupos de amigalhaços e ou de oportunistas que se lhes juntem por circunstâncias variadas.

Génios, marionetas, chicos espertos e imperativo categórico I

Não sendo o caso de Lisboa, não estando minimamente interessada na política da capital se não nas suas implicações políticas nacionais, a reflexão que hoje faço NADA tem a ver com Lisboa e a sua câmara.

Apenas me quero referir ao problema que me preocupa hoje: o chico espertismo ou esperteza chica, como queiram. É que há, infelizmente, aqueles que denunciam situações apenas quando os imediatos prejudicados são eles próprios e aplaudem outros chicos espertos como se fossem génios, quando precisam deles e até ao momento em que deixam de precisar deles. Esses, que assim procedem, são também chicos espertos e acham-se muitíssimo inteligentes: o outro para eles existe apenas enquanto lhes serve e vêem-no enquanto marioneta de si próprios- chegam até a pensar que a vida do outro foi talhada pela sua manipulação genial. Incluem-se neste tipo de chicos espertos aqueles que nunca tendo votado à esquerda e nutrindo até simpatias pelo ditador Salazar (vendo-se a si próprios como pertencendo a uma elite que só existe na cabeça deles, de onde aliás excluem todos à excepção deles próprios e dalguns -poucos- de entre aqueles que estão no seu circulozinho) encontram lata para se dirigirem a um partido de esquerda, para conseguirem os apoios de Deus e do diabo, julgando que tiveram, com esta diligência, um rasgo de genialidade e que ninguém os topa... (continua)

Antena aberta: o povo (do PSD ) está... com o Carmona

E é assim, muitos cidadãos colocam-se do lado dos arguidos e dos que intrujam, o que é necessário é fazer a pose de vítima... será porque algures no tempo esses cidadãos já se venderam uma ou duas vezes por muito menos?
E telefonam a dizer mal do cônsul Marques Mendes. Eu acho que fez muitíssimo bem.
Resta a saber se não acontecerá como com os outros trapaceiros que continuam na boa; apresentaram-se ao povo e o povo apoiou-os e elegeu-os como apoia em certos sítios a morte do touro na praça e todos acatam as decisões e tradições do povo, e como a trapaça já é logotipo nacional, os trapaceiros riem-se a bom rir e continuam pondo e dispondo nas quintas municipais ou regionais onde mandam como se fossem as suas roças. Não é para admirar que tudo vá continuar assim, neste cantinho onde os tíbios, os eunucos, os chicos espertos, os alvares da contemplação de si próprios e os da contemplação da bola são, infelizmente, a maioria...
E claro ninguém acha bem a denúncia, mas dá jeito sempre a alguns vilões que alguém o faça quando o fartar vilanagem já não dá para dividir por todos os candidatos ao festim.
Meus senhores, um pouco mais de pudor!
Os que se não venderam, e denunciaram a marosca, que denunciaram a nojice, a porcaria, a chafurdice dos porcos na pocilga são heróis, são pessoas com ética. Felizmente ainda as há.

Necessário é que a esperteza chica(ou o chico espertismo) seja renomeada(o)- a esperteza chica é a imbecilidade alvar do porco obeso que mistura a merda com a comida e se deita na malga rebolando-se e pensando: assim os outros afastam-se e fica muito mais para mim...que esperto que eu sou, só quem tem unhas é que toca guitarra...

Nojo deste país onde mandam os chicos porcos alvares ( e algumas chicas porcas alvares também, infelizmente) com a mania que são espertos/as! Náusea imensa!!!


Disclaimer ( não tenho tempo para responder nos tribunais sumários do regime do regime facho- socialista. Tenho medo pois)
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

domingo, abril 29, 2007

Relendo Eça

“— Ando aborrecido! — é o coro geral. Os espí­ritos estão vazios, os sentidos insatisfeitos. Gra­dualmente, com a vontade doente, o corpo enfra­quecido, o homem só procura distrair, matar o tempo. Mas em quê? Na leitura?
Não se compra um livro de ciência um livro de literatura, um livro de história. Lê-se Ponson du Terrail—emprestado!
Ao teatro não se pede uma ideia: querem-se vistas, fatos, mutações. O espírito tem até pre­guiça de compreender um enredo de comédia; prefere-se olhar recostado, fazendo a digestão de um mau jantar, os bastidores pintados do Rabo do Satanás.
O Passeio Público é um prazer lúgubre. É uma secretaria arborizada, onde se vai estar, gravemente, em silêncio, do olhar amortecido, de bra­ços pendentes!
Os cafés são soturnos. Meio deitados para cima das mesas, os homens tomam o café a peque­nos goles ou fumam calados. A conversação extinguiu-se. Ninguém possui ideias originais e próprias. Há quatro ou cinco frases, feitas de há muito que se repetem. Depois boceja-se. Quatro pessoas reúnem-se: passados cinco minutos, murmuradas as trivialidades, o pensamento de cada um dos conversadores é poder-se livrar dos outros três.
Perdeu-se através de tudo isto o sentimento de cidade e de pátria. Em Portugal o cidadão desa­pareceu. E todo o Pais não é mais do que
uma agregação heterogénea de inactividades que se enfastiam.
É uma Nação talhada para a ditadura — ou para a conquista.”

Eça de Queiroz, Uma campanha alegre

quinta-feira, abril 26, 2007

Cultura de decência ou de denúncia?








Claro que devemos denunciar a trafulhice, com certeza, mas esta promoção da denúncia fica mal ao governo. Afinal que tem acontecido às queixas de muitos, que denunciaram por se sentirem prejudicados pela corrupção? Porque continuam à frente das respectivas Câmaras o Isaltino, a Fátima Felgueiras e o Ruas (este apelando à violência em directo, sem qualquer escrúpulo, para que o pobinho enxotasse à pedrada quem pudesse interferir nos seus projectos de obras)? Se eles continuam na boa, fazendo o que lhes apetece nas câmaras, o que se pretende com isto agora? O que se quer promover afinal? A guerra civil entre colegas, vizinhos e familiares, e entre as profissões? Quer-se ter a lista dos presumíveis culpados ou a lista dos perigosos denunciantes que possam prejudicar o bom andamento da corrupção? Ou trata-se, uma vez mais, de desviar a atenção da opinião pública para o judeu, perdão, para o funcionário público como o culpado de todos os males, para distrair as atenções da pouca vergonha que tem grassado, sem consequências para os responsáveis, no ensino superior PRIVADO e PÚBLICO? As trafulhices com concursos no politécnico de Castelo Branco estão provadas e o Valter Lemos continua Secretário de Estado da Educação, sem uma beliscadura!!!!!E uma pequena pergunta: terá sido reposta a justiça em Castelo Branco? Os prejudicados empossados ou indemnizados? Os beneficiados terão sido desempossados?
O que se pretende? Fomentar a inveja, o espírito de vingança sobre o igual, o vizinho, deixando em paz o cacique, o maioral, o ricaço à força de benesses e ilegalidades, o politicão sem escrúpulos?
"O senhor presidente da cambra, se lá chegou é porque o pobo o lá pôs, e fez as obras do chafariz, e até limpou a berma e até me deu um jeitinho na minha obra, o presidente á que sabe, mas esta puta da bizinha vai pagá-las, e mais o cabrão do cunhado* que levou mais nas partilhas, a esses é que vamos mostrar como é...já vais ver, cartinha na cambra com queixinha do casinhoto que fizeste, já vais ver que cá se fazem cá se pagam!!!! E o outro cabrão que apanhou o emprego na cambra e me tratou mal no ano passado quando foi da festa, ele agora é que vai ver, que eu sei bem que ele recebe por fora para dar um jeitinho nos processos de obras...Mas o senhor presidente está bem, deixem-no trabalhar, é home de palabra e tem feito muito bem cá na terra! "

Bonito, lindíssimo, para o dia 26 de Abril, dá gosto ver este governo socialista trabalhar na elevação do nível geral dos bons sentimentos do povo português e na preservação do espírito de solidariedade consubstanciado numa de "vigilância democrática".

Nota* - ou qualquer outro familiar com ADN mais ou menos parecido, ou completamente diferente, isso agora não interessa nada