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domingo, janeiro 27, 2008

Notícias da Porcalândia

Nada de novo pela Porcalândia, alguns protagonistas recentes embora não muito novos fazem afirmações bombásticas que mais não são que uma compilação de casos de imprensa, onde foram falados nomes específicos omitidos agora pelo denunciante. Os casos mais recentes, não suficientemente ou mesmo ainda não mungidos pela imprensa vão talvez dar que falar, como o do edifício de Coincilga de 14 milhões de manhã e 20 à tarde....sobretudo porque o responsável não é do partido dos porcúnculos do poder. Não foi relembrado o freeporc...Vai haver investigação, não se percebe a quem se ao mensageiro ou à mensagem... E os olhares que estavam postos no caso Banco Comercial Porcalandês são desviados todos para outro lado... De resto pouco mais há a dizer, as aspersões de mandrágora continuam regulares, a última grande sessão de aspersão foi feita a propósito da localização do novo aeroporto internacional da Porcalândia no programa dedicado às ditas chamado pós e trongas. Para mostrarem que os salários principescos que os contribuintes desembolsam para manter os desbotados da nação se destinam a pagar representantes da mesma com a missão de controlar o governo (assim está pensado o sistema político na constituição da Porcalândia) alguns deles deixaram passar uns comentários sobre a arrogância dos ministros na relação com os desbotados do partido do governo, isto depois de terem já votado o grosso das "reformas" mais impopulares da Porcalância. Não há registo de nenhuma auto-demissão ou destituição de posto.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gestão do capital humano

Num país onde caciques vários (com o poder de pôr e dispor pessoas em cargos e funções) se multiplicam em todas as instituições públicas em que a "autonomia" para seleccionar e promover o pessoal se casou com o regime eleitoral , o capital humano instalado vai lentamente sofrendo transformações que se podem resumir da seguinte forma: por todo o lado, deitou-se fora o menino e ficou-se com a água do banho de muitos dias, cocktail de bactérias e limos. É um processo lento, rastejante, viscoso...infelizmente, com reflexos em todo o lado.
Nesse mesmo país há outros sistemas sem autonomia, mas desde que chegaram ao poder os iluminati apareceram soluções maravilha: inventaram-se "títulos" e implementou-se o "concurso" para seleccionar os "titulares" e obter o mesmo resultado acima referido no tempo record de 1 ano.
De facto, a náusea provoca a debandada de um certo tipo de pessoas : precisamente aquelas que o "iluminado"pretendia eliminar como "obstáculo ao desenvolvimento"...
Devia haver prémios para os inventores de procedimentos inovadores na eficácia e rapidez de processos....

quinta-feira, julho 26, 2007

Senhores doutores, vão trabalhar!

A saga das reformas negadas continua- ver hoje no Portugal Diário.

Estes senhores das juntas médicas são médicos? Ou burocratas? Quantas horas de hospital têm feito ultimamente? São só perguntas, que me surgem por não querer crer que seja possível profissionais eticamente juramentados e regulados por uma Ordem fazerem afirmações que os deviam levar directamente à barra dos tribunais. Seja qual for a profissão julgava eu não ser permitido insultar pessoas...

Senhores doutores das "juntas médicas", vão trabalhar!



terça-feira, julho 17, 2007

Mário Nogueira- Antena 1

Levam certo tempo a chegar aos media os comentários de Mário Nogueira, já que não quero crer que a demora seja da responsabilidade da Fenprof. Hoje, a antena 1, finalmente, fez saber a opinião de Nogueira.
Responsabilização dos responsáveis no caso reformas negadas- punição dos mesmos, esclareceu.
Ilegalidades do concurso a professor titular. Fica a denúncia. Mais, duvido que aconteça.

quinta-feira, julho 05, 2007

Drama? Claro que não, que ideia

Também nos enganamos, pois, é normal, somos como qualquer profissional... -disse a Ordem dos Médicos a respeito das juntas médicas que deram como aptos para o trabalho pessoas doentes em fase terminal. Acha então isso senhor doutor? Já agora tire o sorriso afinfado que lhe fica muito mal.
Ok pensemos no que disse: um maquinista não vê o sinal vermelho, há um comboio parado na estação, ainda trava, dá-se colisão , morrem duas pessoas. Não há drama? Há drama há, morreram duas pessoas que não deviam ter morrido, no entanto, neste caso e não se imaginando acto intencional, chamamos-lhe acidente. Mas não deixa de haver investigação a ver se foi falha mecânica ou falha humana.
Não há drama? O que aqui não houve foi acidente, uma leucemia é uma doença que ninguém inventa, não tem remissão senão em casos de transplante bem sucedido. Dá anemia. Será que a senhora foi lá depois de um transfusão mostrando a cor do sangue passageiro? Foi por isso que se enganaram?Fizeram análises? Pediram análises? Leram os relatórios?
A ordem investigou alguma coisa? Vai investigar? Porque razão um maquinista a quem acontece uma desgraça tem que sofrer durante meses temendo pelo seu emprego até ao resultado da investigação e estes senhores não têm nunca que responder, estão na boa e possivelmente nem remorsos terão? Porque têm ordem que os defende em vez de os regulamentar e disciplinar como é também sua função? E o Estado ? Não levanta processo de averiguações? TAMBÉM ACHA QUE NÃO HÁ DRAMA?OU TEM MEDO QUE AS JUNTAS CONFESSEM QUE RECEBERAM ORDENS PARA NÃO DAR A REFORMA A NINGUÉM? Foi acidente? Um cancro em remissão que mata em meses? Acidente? Perderam o relatório? Alguém trocou os resultados dos exames? Isso seria acidente mas na dúvida pediam outros exames. Houve negligência intencional, houve crueldade, que resultou quem sabe na aceleração da degradação da saúde daquelas pessoas cujas condições de final de vida estiveram nas mãos deles, configurando-se homicídio, eutanásia não pedida pelo doente se preferirem. Essas pessoas doentes eram profissionais que têm nome, como têm nome os médicos que sujaram as mãos nisto tudo. Têm os próprios nomes de baptizado e os respectivos apelidos e mais aqueles que me passa pela cabeça chamar-lhes. Todos esses que estão a pensar. Esses mesmos, os piores. Os mesmos que chamo aos responsáveis que deixam impune ou mesmo instigam este estado de coisas, dizendo agora na propaganda que vão mudar coisas para que se não repita. Nomes de responsáveis? Esses mesmos que estão a pensar. Nomes que lhes estou a chamar? Esses mesmos que estão a pensar. Os piores.