quinta-feira, janeiro 10, 2008
Al-cochette, O'ta e governação 2
Ah !Ah! Ah !
LOL LOL LOL
Que surpresa!!!
Que classe governamental ! Que coerência argumental! Que superioridade intelectual na fundamentação !
Uff Estou siderada!
Quem estará com inveja da piada monumental serão os gatos, nada nem ninguém supera o governo da nação nos números de humor, desistam...
Em post anterior já tinha previsto e devo ter sido só eu, LOL, quem poderia adivinhar, só mesmo com muita sagacidade ou com escuta telefónica, Ah Ah Ah LOL...
Que tristeza... façam algo que surpreenda uma percentagem razoável de Portugueses, não insultem a inteligência de um povo ignorante mas ainda capaz de somar dois com dois! Quem pensam enganar?
Resta saber se a viragem da Teixeira Duarte não terá também algo a ver com tudo isto e com o número de kms da nova ponte ...e o LNEC à mistura...jamais, honi soit qui mal y pense. No post seguinte terei que ilustrar com imagem da selva ... por agora, o texto.
Quanto ao tema: Embora Alcochete me pareça bem mais razoável, ficava-me mais perto a Ota, enfim. Quanto a investimentos nos passarinhos a voar ou a bailar, com o rabinho a dar a dar, não fiz e se possível gostaria de me poder recusar a pagar com o meu dinheiro de impostos as "contrapartidas" aos senhores do OESTE. Tenham santa paciência!!!!! Vão buscar o dinheiro às contas pessoais dos engenheiros (do inscrito e do não inscrito na Ordem) ...
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quinta-feira, julho 05, 2007
Drama? Claro que não, que ideia
Também nos enganamos, pois, é normal, somos como qualquer profissional... -disse a Ordem dos Médicos a respeito das juntas médicas que deram como aptos para o trabalho pessoas doentes em fase terminal. Acha então isso senhor doutor? Já agora tire o sorriso afinfado que lhe fica muito mal.
Ok pensemos no que disse: um maquinista não vê o sinal vermelho, há um comboio parado na estação, ainda trava, dá-se colisão , morrem duas pessoas. Não há drama? Há drama há, morreram duas pessoas que não deviam ter morrido, no entanto, neste caso e não se imaginando acto intencional, chamamos-lhe acidente. Mas não deixa de haver investigação a ver se foi falha mecânica ou falha humana.
Não há drama? O que aqui não houve foi acidente, uma leucemia é uma doença que ninguém inventa, não tem remissão senão em casos de transplante bem sucedido. Dá anemia. Será que a senhora foi lá depois de um transfusão mostrando a cor do sangue passageiro? Foi por isso que se enganaram?Fizeram análises? Pediram análises? Leram os relatórios?
A ordem investigou alguma coisa? Vai investigar? Porque razão um maquinista a quem acontece uma desgraça tem que sofrer durante meses temendo pelo seu emprego até ao resultado da investigação e estes senhores não têm nunca que responder, estão na boa e possivelmente nem remorsos terão? Porque têm ordem que os defende em vez de os regulamentar e disciplinar como é também sua função? E o Estado ? Não levanta processo de averiguações? TAMBÉM ACHA QUE NÃO HÁ DRAMA?OU TEM MEDO QUE AS JUNTAS CONFESSEM QUE RECEBERAM ORDENS PARA NÃO DAR A REFORMA A NINGUÉM? Foi acidente? Um cancro em remissão que mata em meses? Acidente? Perderam o relatório? Alguém trocou os resultados dos exames? Isso seria acidente mas na dúvida pediam outros exames. Houve negligência intencional, houve crueldade, que resultou quem sabe na aceleração da degradação da saúde daquelas pessoas cujas condições de final de vida estiveram nas mãos deles, configurando-se homicídio, eutanásia não pedida pelo doente se preferirem. Essas pessoas doentes eram profissionais que têm nome, como têm nome os médicos que sujaram as mãos nisto tudo. Têm os próprios nomes de baptizado e os respectivos apelidos e mais aqueles que me passa pela cabeça chamar-lhes. Todos esses que estão a pensar. Esses mesmos, os piores. Os mesmos que chamo aos responsáveis que deixam impune ou mesmo instigam este estado de coisas, dizendo agora na propaganda que vão mudar coisas para que se não repita. Nomes de responsáveis? Esses mesmos que estão a pensar. Nomes que lhes estou a chamar? Esses mesmos que estão a pensar. Os piores.
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sábado, maio 05, 2007
"Acabar os estudos" e adistribuição de tachos
Mais um "não dito" que os sindicatos não dizem nem dirão quando têm os sectores todos juntos-básico, secundário e superior- como a Fenprof.
Esta ideia do governo de fazer voltar à escola 1,5 milhão de Portugueses é boa, MAS A DIVISÃO POR CRITÉRIO IDADES PARA DISTRIBUIR OS TACHOS entre o ensino superior e as escolas secundárias, será correcta? O que foi anunciado foi que os cidadãos com com mais de 23 vão para as universidades, os com menos para o secundário. Porquê? Falta competência nas escolas secundárias? Falta espaço? Estamos só a falar dos cursos que implicam oficinas onde, de facto, o politécnico está bem melhor equipado que as secundárias depois da liquidação do ensino industrial pelas mãos do PCP e PS? Então tá bem, pague-se a preço de ouro uma formação que podia ser mais barata. E nos outros cursos, nos de contabilidade e comerciais, de informática... ou gerais como vai ser? Perguntaram às escolas secundárias? Há muitas escolas secundárias com cursos nocturnos. Escolas onde há professores todos os anos contratados com meio horário e sem saber o que lhes acontece no ano a seguir e que abraçariam a ideia com entusiasmo. As escolas secundárias têm e contratam todos os anos professores que têm o estágio pedagógico, estágio que a maioria dos profs da universidade e do politécnico NÃO TÊM. Onde foi isto negociado? Que prometeram os sindicatos aos despedidos do superior? E quem lhes garante que o trabalhinho vai para os despedidos e não para novos contratados amigalhaços do presidente e dos seus acólitos , sabendo-se da rebaldaria que vai no ensino superior politécnico? É que nas secundárias ainda é por concurso nacional, até ver. E é delas que vai sair o grosso dos excedentários do quadro - profissionais perante os quais o Estado tem OBRIGAÇÕES.
Quanto aos milhões que vêm para a formação profissional nem é bom falar, aí estão empresas em geral e empresas de formação em particular, babando-se todas...
sábado, março 17, 2007
Limpidez e consistência das "reformas" de que o país precisa
A limpidez, consistência e estruturação sólida das reformas que propõe este governo nunca deixará de me espantar. Os grupos de estudo disto e daquilo vão debitando resultados, ora aqui, na educação, ora ali na saúde, os media ficam felizes porque têm assunto, a consistência de tudo aquilo escapa a qualquer ser pensante mesmo dotado de inteligência rara (acho até, e como exemplo, que nem o ministro da saúde, de cuja craveira não duvido, perceberá muito bem para onde exactamente está a conduzir o sector que dirige), ora acolá no ensino superior (que não é educação como todos sabemos, é ciência e tecnologia, sendo em abono da verdade o único ministério que parece pensar antes de anunciar) , ora acoli na defesa, ora (Deus nos ajude) na administração interna. Alguém terá uma ideia no governo de como todas estas medidas e anúncios de medidas se articulam?
Mas para quê articular tudo - dir-me-ão - o que é preciso é dar ideia de que se estão a fazer reformas profundas, se é para pior, isso numa primeira fase ficam só a saber as vítimas directas que em vão estrebucham face à fórmula de propaganda que, embora proveniente do mais primário senso comum, é o emblema deste governo, e que vem sendo insistentemente martelada nos media pelos excelentes fazedores de opinião: "é natural que haja resistência à mudança".
De facto, e peço desculpa por insistir nos fascismos, mas também Hitler encontrou fortes opositores às profundas "reformas" que fez, e os autorizados fabricadores de opinião de então também disseram que as medidas a tomar eram imprescindíveis para a sobrevivência e o desenvolvimento da nação! Estes senhores que temos no governo não falam em pátria nem em nação e acham que ficam dessa forma asseguradas a natureza democrática e a justeza das decisões que implementam sem qualquer hesitação, mesmo quando verificam que os seus opositores argumentam com base em conhecimento do sector que alguns dos implementadores nunca tiveram nem alguma vez terão. Os nossos governantes não falam em pátria nem em nação , dizem Portugal e país, mas misturam já liberdade com lealdade –esta da lealdade foram-na desenterrar aos arquivos do 24 de Abril para a aplicarem aos funcionários públicos e calá-los de vez.
A propósito deste calar a voz, é acabrunhante o que se passa no sector da educação não superior, em que simplesmente se cortou a palavra aos profissionais do terreno, calando sindicatos a respeito de política educativa, como vimos há uns meses acontecer no prós e contras. Não considero que os sindicatos representem muito bem a classe mas não especialmente em política educativa. O problema é que os profs não têm outros representantes enquanto profissionais. Se os sindicatos são ouvidos em direitos laborais , têm que ser ouvidos em política educativa. Não me parece que haja algum sindicato que não tenha também uma ideia de política educativa. Sabemos que essa ideia não reflecte de forma rigorosa o que pensa a classe, sobretudo nas suas diversas sensibilidades, conhecendo-se a pouca independência face aos partidos, no entanto, considero que quanto mais peso tiverem na definição da política educativa mais os sócios exigirão essa independência. Por que razão a ministra e os media com ela, retiraram a palavra aos sindicatos dos professores quando se discutia precisamente o conteúdo funcional da sua carreira? Consideram-se os profs como meros e broncos executores . Agora dá-se a "VOZ" aos conselhos executivos, como disse a ministra, a pensar numa espécie de conselho de reitorzinhos - e lá vão eles e elas todos contentes ao cabeleireiro para a reunião com a ministra, para tentarem o prémio das boas práticas. O resto da classe, fica no terreno, esperando as ordens que se seguem, obedientemente apinhada nas capoeiras, onde , segundo consta, desde o anúncio do concurso para peru titular, tem aumentado o número de ocorrências de biqueiradas entre virtuais concorrentes...
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10:53 a.m.
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domingo, março 11, 2007
Concursos, quadros, graus e feminização da classe
Os sindicatos estão a cair na esparrela quando consideram o concurso para titular como um concurso para vagas do quadro. O que é um quadro de titulares numa escola ou agrupamento já com um quadro definido?? Não será que admitindo a existência deste quadro estão aceitando também à partida o que o ME se prepara para fazer aos professores conforme os anúncios de Teixeira dos Santos? É que dá a ideia que os sindicatos também concordam com novas regras para o concurso de nomeação embora digam que não...
Um professor do QND detém um lugar de nomeação definitiva e chegou ao escalão em que está por duas vias: ou tem o tempo de serviço ou tem graus. Se o professor do 10º não conseguir os pontos para esta fantochada de concurso a comendador, consideram-no o quê, um “apenas professor” que ganha indevidamente e por caridade do ME pelo índice de topo?
Falemos de graus: eles foram equiparados pelo anterior ECD a 4 e 6 anos para mestrado e doutoramento respectivamente, embora o máximo atribuível fosse 6. Acontece que, neste concurso, com os anitos valorizados a sete, teríamos 28 pontos ou 42 pontos e não 15 ou 30 pontos como propõe o ME. Aqui estão acumuláveis mas só sai com 45 pontos quem tem os dois graus, prejudicando quem, por ter nota de 16 na licenciatura, fez logo o doutoramento. Os graus obtidos devem ser valorizados a meu ver e sem sombra de dúvida. Se há muitos professores que não gostam de ver pontos atribuídos aos graus é porque os não tiraram.
Pois é, alguns não gostam que 15 pontinhos sejam atribuídos aos mestrados e outros não gostam de ver 18 pontos atribuídos a 2 anitos de presidente de directivo quando se sabe que alguns se candidataram às eleições para os executivos apenas para fugir aos horários zero que lhes caberiam por estarem no fim da lista de graduação para concurso. Acho que essa prática é legítima e até considero que o trabalho de direcção deve ser valorizado mas não na proporção proposta. É que acontece que os professores dão aulas e que as aulas devem ter qualidade científica e é também facto que alguns mestrados são mesmo mais valias na formação do professor do ponto de vista científico.
Há também os mestrados de pura pedagogia, alguns com teses em pedagogia da treta em desmultiplicação dos mestrados de Boston (conhecidos por outro nome) e que formaram os nossos magníficos dirigentes, cujas aplicações práticas contribuíram e continuam a contribuir para deprimir a inteligência da nossa juventude. Esses mestrados, penso eu e alguns como eu, têm valia discutível, no entanto, são esses mestrados em "educação" que serão provavelmente mais valorizados no final da discussão com os sindicatos. O sindicato reflectirá na negociação os sócios que mais peso tenham nas direcções. Sempre assim foi e continuará a ser.
Pois esta poeirada levantada pelos brilhantes dirigentes do governo que temos é óptima para eles, "tudo divididinho é que é...eu sou muito esperto" -pensará cada um desses cérebros- "sou muito bom nisto de mandar nas professoras... algumas dificuldades mas nada que não se abafe rapidamente com uns processozinhos ou a ameaça deles, o Teixeira dos Santos já vai anunciar a reforma da administração pública, é mesmo oportuno, fala-se lá em processo disciplinar e elas calam-se já com medinho". A maioria da classe é feminina e será talvez por isso que não reage aos insultos de cima, já estará habituada aos da sala de aula, e até quem sabe, aos de casa... é que oferecer resistência quando se está na cuba e alguém accionou a prensa de pisar vinho, requer alguma capacidade atlética...
E mais não digo , sai mais um chazinho de cidreira a ver se funciona, a valeriana faz um pouco de sono e nesta fase, estar alerta é necessário, não vá haver mais um anunciozinho dos nossos brilhantes governantes...
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sexta-feira, março 09, 2007
Direitos adquiridos?
"Mudar a constituição ? Eu cá não preciso, vocês (referindo-se ao Estado) é que têm esse problema, eu não" - estou a parafrasear Belmiro de Azevedo num programa de televisão, aqui há alguns meses.
Esta frase diz tudo sobre o que se está a passar neste país. O problema dos direitos adquiridos era esse o problema de que falava o empresário, aliás muito na mesma onda com o responsável do governo que já não sei quem era nem interessa, pois se calhar era mesmo Teixeira dos Santos ou alguém a seu mando.
Agora acham que descobriram finalmente como fazer para se livrarem de 75000 funcionários públicos, os tais parias ou "gafanhotos" (como lhes chamou o doutíssimo César das Neves) sem ser preciso tocar na constituição.
Também é interessante notar como a constituição não incomoda nada os empresários portugueses, pode ser até muito positivo, mas que dá que pensar, dá!
E mais não digo, vou ali fazer um chá de valeriana que a erva cidreira já dá pouco efeito...
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segunda-feira, março 05, 2007
O Demos e o Estado de direito: -estado de quê?
Mascaradas de concursos para colocar amigos? Que tem isso? -dirá ele-sempre se fez e faz, para isso é a autonomia...afirmará ele ainda, eu cá trabalhei tão bem que cheguei a secretário de Estado, não me dei muito mal... tão a ver? Estado de direito? Que é isso ? Estado sei o que é. Direito deve ser de eu mandar, com todo o mérito está bem de ver, por provas dadas lá na minha quintinha de Castelo Branco, melhor que eu nesta festa dos concursos públicos para dar aos amigalhaços só o outro de Leiria e, claro está, o Jardim, mas nenhum chegou ao governo da República, como eu. Profs descontentes? Os profs não percebem nada disto, se soubessem o que custa mandar só queriam obedecer...oops, alguém já disse isto mas nã ma lembra quem... bom, não interessa, já deve ter morrido há muito tempo, o dito já deve ser domínio público, já não terei de dar a referência bibliográfica... mas até que soa bem!
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Vale-te Demos e virtudes do primeiro ministro
Por que não cai Vale-te Demos? Porque o primeiro-ministro precisa de mostrar quem manda, digo eu, só pode. Assim, quanto mais inadmissíveis e ofensivos para os professores forem os abortos jurídicos que saiem do cérebro do secretário de Estado melhor: mais Sócrates pode ficar a conhecer a força que tem e confirmará o que já sabia: é do lado da classe docente que pode cortar a direito nas despesas. ELES DEIXAM. Só há que aprofundar o que já existe: a divisão, a inveja e isso consegue-se subvertendo todos critérios que têm estado na base da seriação de profs. Para o concurso a prof titular: faz-se tábua rasa dos currículos, só sete anos interessam: e tem sido nos últimos sete anos que tem chegado às direcções das escolinhas um grupo tíbio e obediente: premeiem-se esses docentes mesmo que não tenham dado uma única aula nos últimos aninhos*. Quanto aos cargos, quem os desempenhou antes dos últimos sete anos e que nem um pontinho leva estará pouco interessado em apoiar ou mesmo atacar o que quer que seja, estará desmotivado para sempre, será candidato a supranumerário de uma penada! Os outros, que normalmente e por feitio, não gostam de mandar, não suportam os gabinetes dos ministérios e execram os clubes e clubinhos mas gostam da sua profissão, não esperam já nada, têm ficado progressivamente mais desmotivados à medida que viram singrar nestes últimos 20 anos os dinâmicos fazedores de "clubes" e "projectos" e outras formas de tirar os meninos das maçadas da aula e da aprendizagem... São mais candidatos a irem para casa com 2/3 e um pouco depois 1/3 do ordenado. Poupança grande está bem de ver para as finanças públicas.
Nota: alterei o texto, é que afinal não é clara a lógica do ministério quanto aos professores destacados nos serviços do ME, é esse serviço equiparado ou não a serviço lectivo?
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sábado, março 03, 2007
Bolonha ou o fim da Europa enquanto centro de excelência
Não vou aqui discorrer sobre Bolonha, quem quiser que se informe nos sites devidos. Apenas lançar um canivetezinho. Depois de Bolonha, qual a motivação para fazer um doutoramento? Ficar igual a todos os outros diplomados? Isto quer dizer que o doutoramento já não distinguirá quem está ou não capaz de produção científica autónoma. Claro que não devemos culpar Bolonha disso, Bolonha é apenas o resultado do que se tem vindo a passar um pouco por todo o lado nas universidades europeias. A falta de população discente não é problema exclusivo de Portugal, existe em toda a Europa e tem levado a excelência a recuar em favor da mediania e mesmo mediocridade, para que as universidades não tenham que despedir parte do seu pessoal docente. Muitas velhas casas de renome em Portugal, têm visto alguns departamentos ocupados com uma geração de excelência muito duvidosa, como foi, não sei, sei da produção publicada, sei de algumas teses de doutoramentos com distinção e louvor que deveriam ter apenas bolas pretas se estivessem na faculdade ou no júri alguns dos que deram o nome à casa e aos mesmos departamentos e que se reformaram (ou quase) ou já faleceram. Da mediocridade ou mesmo maldade dos politécnicos nem é bom falar, dá mau carma agora de manhã... nem é bom pensar nos doutoramentos à pressão feitos pelo pessoal ou ex-pessoal do politécnico de Leiria, os ditos da Extrumadura, digo, da Extremadura, em três anos (ele há quem tente mesmo encurtar esse prazo, dois é bem melhor) grauzinho a obter indo lá de vez em quando de excursão a expensas do Estado, sendo que os hermanos cá vêm de quando em vez, calculo que a expensas do mesmo ente... Mas não, não é bom falar!
Por outro lado, não há Bolonhas do outro lado do Atlântico, há a excelência indiscutível de algumas casas, como Harvard (pelo menos por enquanto) e mesmo ao lado as casinhas que deram e dão os mestrados e doutoramentos (conhecidos por outro nome parecido com boston)aos nossos brilhantes dirigentes do ministério da educação, que estão mui doutamente apoiando a ministra... Há o MIT que não pode brincar aos cowboys a fingir que faz e aplica ciência, o mercado sabe bem quem é quem...
Quem são os nossos Harvard? Os nossos MIT? Se por todo o lado “a má moeda tem sido bem sucedida a expulsar a boa” ? O centro científico do globo manter-se-á por longos anos do outro lado do Atlântico...
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quinta-feira, março 01, 2007
O modelo da China e por cá está-se bem
Faz-se o elogio do privado , elegem-se os funcionários públicos como os bodes expiatórios e procede-se à liquidação massiva do Estado, sob os aplausos dos trabalhadores do sector não estatal . Quanto aos 700 000 funcionários estatais, é facilímo! Primeiro anuncia-se algo devastador, fazendo tábua rasa da lei constitucional e de muitas outras, depois assegura-se que não há despedimentos e ninguém acredita. O funcionário Santos, precariamente politizado, encheu-se de medinho e faz como sempre, pensa com os seus botões: "pode ser que eu escape, que saia o Silva, a Clara e o Martins, mas preciso ainda de dois pontinhos para estar à frente deles definitivamente. Injusto, já que a Clara está sempre grávida, o Martins anda a estudar à noite e vem pr'aqui dormir e o Silva já deu o que tinha a dar". Claro que o Martins acha que o Santos e o Silva são uns incapazes e que a Clara é um perigo, ainda chega a chefe e não vale a pena dizer o que pensa a Clara dos colegas... Posto isto, por aqui, a polícia e as prisões políticas quase não são precisas. Até nos passa pela cabeça que Salazar não foi um Pinochet* não por ser um ditador mais democrata, mas porque cá havia muitos mais eunucos...
De explorar divisões sabe o governo e temos que admitir que o fizeram e o fazem com uma tal mestria... uma tal habilidade que o Mefisto se rói todo de inveja! Os nossos gloriosos anti-fascistas (dizem eles e, espantemo-nos, alguns pensam mesmo que são) os nossos ditos socialistas são os campeões da manipulação da inveja e do medo... Falta o "nacional" antes da palavra "socialismo"? Vistas bem as coisas, para quê o nacional, se internacionalmente os ventos correm a favor do neoliberalismo mais radical, mais descarado e desumano sob o beneplácito dos governos sociais democratas, socialistas e até comunistas? Está tudo a favor, para quê mudar nomes e trazer assuntos à baila que podem dividir os senhores empresários? Estes últimos são os venerados sacerdotes do deus que domina o mundo e acontece que nunca, com tanta facilidade, dominaram o globo como actualmente e alguns, percebendo a direcção dos ventos com o dedinho molhado, tornaram-se europeístas. Os semi-deuses senhores empresários ou senhores gestores, algumas vezes também chamados "capitães de indústria" para torná-los mais românticos, concordam numa coisa: está-se bem por cá, com este governozinho e a sua política "corajosa"...
* Nota: Embora à primeira vista possa parecer que pouco tem a ver com o que aqui acabou de ser dito, será interessante ler este artigo sobre a China
http://www.prospect.org/web/page.ww?section=root&name=ViewWeb&articleId=12329
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sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Sic notícias: EDP, governo e experts: todos de acordo
Escrever na blogoesfera tem a grande vantagem de poder também ser uma espécie de pensar com os nossos botões sem grandes preocupações de documentação e de termos razão - as minhas interrogações e hipóteses acerca do financiamento do deficit tarifário na energia não se confirmam: não é o endividamento do Estado que o vai financiar, as próprias empresas vão pagar essa diferença com a renda das barragens que afinal era mais do que se pensava...Pois, serão mesmo as empresas que vão pagar essa diferença? Estamos a falar dA empresa ou há mais? Se ela vai pagar e não os consumidores que acontecerá aos lucros ? Ninguém, à excepção do jornalista, mencionou o tema lucros... então quem vai pagar, digam lá?
Interessantíssima a conversa entre os experts, tudo claríssimo, os raciocínios torpedeantes de Mira Amaral (a ter que explicar duas vezes mas talvez mais pela sua dicção do que pela falta de inteligência dos outros experts) explicando as descobertas brilhantes do ministro da economia, o outro expert (de que já não sei o nome) lançando referências vagas aos "outros custos" com cheiro a missão social e ambiental a justificar os preços altos que pagamos. Altos? Não tanto, pois abaixo do custo. Tudo limpidíssimo como água. Mas por falar em água, por que carga dela é que estes senhores passam a vida a falar de transparência, concorrência, flexibilidade de mercado e estão alegremente conversando acerca de como continuar tranquilamente a consumir energia abaixo do custo de produção, ao mesmo tempo dizendo que não, que aqui é tudo clarinho, que lá em Espanha é que é tudo escurinho e confuso. E como é que esta "taxa" que nos chega a casa que afinal serve para subsidiar tudo e todos não é definida em lei? Se pagamos mais que os outros, significa que todos na Europa subsidiam a energia. Estamos na época pós-Quioto, meus senhores...Mas pagamos mais 30% que os outros europeus... por causa dos custos disto e daquilo , eólicas e mais não sei o quê a cheirar a amizade ao ambiente...e eu a querer pôr as contas da luz na lei do mecenato em sede de IRS...
Sabem que mais? Eu, que não tenho acções da EDP nem a craveira de Mira Amaral, tenho sérias dificuldades em compreender a lógica de tudo isto. Então, não sei porquê, tenho esta impressão de que é desejável que venha o Mibel ou lá o que é: é que me dá a ideia de que serão melhores para o cidadão consumidor as soluções encontradas em Espanha mesmo na tal confusão entre entidade reguladora, blá blá, empresas, entidade legisladora, blá blá blá, mas onde as eventuais dificuldades são também repercutidas nas margens de lucros das empresas exploradoras da energia... mas pode ser uma impressão enganosa.
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sábado, janeiro 13, 2007
Inquietações várias para 2007
Pois... Já calculava que a EDP iria causar perplexidades não apenas no meu cérebro. Afinal é o contribuinte que paga a diferença entre o custo real e o preço de venda.E pagará duas vezes: na continha que vai sendo actualizada e nos impostos. Entretanto a EDP alegremente encaixa os lucros da operação anti-concorrencial.
Como resposta às interrogações da Comissão, temos a indiferença total e arrogante do menino porta-voz do governo. De onde lhes virá tanta displicência para não dizer arrogância? Talvez lhes venha do mesmo ente antes citado: o contribuinte que deu a maioria a este conjunto de iluminados.
Quanto a Paulo Macedo: deixem lá o homem e vigiem o trabalho desenvolvido em E.P.s e Institutos públicos vários por directores cujo trabalho é medíocre,demitam-nos ou reduzam-lhes os pagamentos e privilégios, libertem-se de assessores redundantes e, nos postos estratégicos, aluguem por bom preço (se tiver que ser) os bons mercenários cuja acção tem os holofotes em cima... O contribuinte aceitará o regime de excepção, desde que saiba que o contrato fica a depender da consecução de objectivos concretos.
Entretanto vindo do chão, um tremor já se sente, uma agitação frenética e quase secreta: não ouvem o rumor surdo das térmitas? A agitação de presidentes disto e daquilo a tentar manter o tacho e o inerente taco?
Agora mudam-se os estatutos dos politécnicos: será para garantir a democracia ou para assegurar a eternização no poder das cliques instaladas?
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quinta-feira, dezembro 07, 2006
Os doutores do piquete de avarias da PT
Avaria? Suas excelências do piquete parece que trabalham só das 9h às 13h e das 14h às 18h. São uns doutores, turnos nocturnos nem pensar. Espero que a OPA aconteça depressa, que o novo patrão lhes ensine o que é um serviço (público pois não há outro) de telecomunicações. De facto, infelizmente, a precarização terá frutos imediatos com gente que só sabe trabalhar assim: o monopólio tem permitido aos gestores borrifarem-se para o cliente que só tem como alternativa a comunicação móvel de impulso caríssimo, ou seja, a única alternativa é largar o fixo e comunicar o menos possível no móvel. Os meninos da arraia miúda que lá trabalham vão mamando de privilégios que pelo menos na EDP não existem, as equipas técnicas das avarias trabalham 24h.
Os 70 directores que lá estavam a mais chupavam o valor das horas mais caras do turno da noite? Mas eles agora não estão lá , os 70 claro. Ou será que os mandaram embora
para lhes poderem pagar indemnizações (encaixando salários futuros ) antes que se faça tarde?...
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segunda-feira, dezembro 04, 2006
Bons gestores e parecenças
Descobriram o filão: basta parecer bom gestor, não é preciso sê-lo, basta contratar marketeers que consigam fazer passar a ideia. Os tais gestores vão entretando mantendo o tacho, enquanto as campanhazinhas vão pesando nas continhas, com anúncios, logotipos , entrevistas, eventos vários . O que é certo é que eles até se vão parecendo fisicamente uns com os outros, esta camada de bons gestores, não tendo que prestar contas nunca, encaixando lucros que nunca se realizarão ou que realizarão por endividamento: lucros com endividamento corrente acumulando-se e crescendo é algo que faz lembrar the crooked E, a Enron de má memória. Como então, expliquem-me, por favor, se dá o caso da EDP apresentar lucros muito consideráveis ao mesmo tempo de que se fala de uma enorme factura a pagar? Como ? Que engenharia financeira consegue explicar isto como boa gestão??? Será porque a dívida pagaremos nós à força ou tiram-nos a luz? Venderam à fartazana, encaixaram lucros e afinal os lucros deles vamos nós pagar porque fomos nós que comprámos abaixo do preço. Afinal como é, se um dos hipermercados estiver a vender abaixo de custo, poderá encaixar lucros que não existem? Endividam-se e depois, através das nossas contas bancárias com que pagámos as comprinhas, obrigam-nos a pagar a diferença? Afinal fomos nós que comemos as mercearias, portanto hoje ou amanhã, lá vão à nossa continha ou pagamos ou nenhum super nos fornece, cortam-nos a luz também. É menos complicado do que parece, é uma questão de organização, os operadores das mercearias ainda não pensaram neste maná. É só fazer-nos pagar nas novas compras, todos aceitarão uma vez que só paga quem compra mercearias, quem conseguir viver do ar não paga nada.
Bons gestores que apenas conseguem resultados à custa da precarização do trabalho de milhares de indivíduos... Será que serão bons gestores só porque se parecem cada vez mais uns com os outros e se convenceram uns aos outros de que o são, fazendo todos a mesma pose de empresários de sucesso, tentando imitar os tiques dos C.E.O.s das multinacionais grandiosas (não esquecer que a Enron era uma delas) , subcontratando tudo por todo o lado, começando pelas empresas dos amigos, está bem de ver, como se tivessem descoberto a pólvora e chamando a esta operação "modernização"?
Nota: A crooked E ainda mexe http://www.enron.com/corp/pdfs/10032006_Release.doc
interessante a press release de Outubro sobretudo o aviso final que transcrevo:
"CAUTIONARY STATEMENT: Certain statements contained in this press release are "forward-looking statements" within the meaning of Section 27A of the Securities Act of 1933 and Section 21E of the Securities Exchange Act of 1934, as amended. Forward-looking statements include statements concerning plans, objectives, goals, strategies, future events or performance, and other statements that are other than statements of historical facts. Forward-looking statements are based on the opinions and estimates of management at the time the statements are made and are subject to certain risks and uncertainties that could cause actual results to differ materially from those anticipated in the forward-looking statements. Important factors that could cause actual results to differ materially from those in the forward-looking statements herein include, but are not limited to, political developments affecting federal and state regulatory agencies, and developments with respect to the bankruptcy of Enron. Except as required by law, Enron does not undertake any obligation to update any forward-looking statements"
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terça-feira, novembro 28, 2006
E a seguir?
Rezamos aos santinhos para que a avaliação estrangeira venha pôr ordem na casa? Tem esta maioria gente capaz de pensar a educação superior, haverá alguém no PS que esteja livre de hipotecas várias, que tenha a força de acabar com tachos e tachinhos e a coragem de mudar estatutos de autonomia para acabar com a autogestão desgovernada de muitas instituições públicas de ensino dito superior e sobretudo garantir que acabem os processos de recrutamento de docentes próprios do mais descarado clientelismo? Ou pensam que basta reduzir o débito da torneira do OGE? Esperam que o mercado seleccione? O mercado que absorve os melhores diplomados há muito que determinou uma certa forma de gerir nalgumas casas. As outras continuam, o mercado que as suporta é o das lealdades locais, das conivências várias entre as instituições locais cujo financiamento se faz à custa da tal torneira. Assim, haverá tendência a que variadas coligações de interesses se entendam na escolha da carga a aliviar borda fora: os que incomodam pela exigência num ambiente de facilitismo e mediocridade ou os que se dedicam a áreas do conhecimento de aplicabilidade e comerciabilidade duvidosa como as letras e as artes.
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sábado, novembro 25, 2006
Governo incomunicável
"Contacte o governo" diz no portal, mas depois de tentarmos enviar algo, mesmo palavras de apoio (porque não, aqui e ali até há coisas bem feitas), lá vem a mensagenzinha: "Lamentamos mas de momento não é possível satisfazer o seu pedido. Volte a tentar mais tarde". Ora bem, como sabem que era um pedido? Enfim, a fórmula das meninas do telefone, mais não é. O resto, é o estilo deste governo, a caixa deve estar há muito tempo atulhada e ninguém a vai despejar para o lixo, quanto mais ler o que quer que lá esteja. São assim os socialistas que nos regem. Revelando um respeito infinito pelos cidadãos...
Não tentei o PS e se calhar agora é assim, escreve-se para o PS sobre assunto de governo e talvez alguém leia. Nunca irão responder, está bem de ver, é tudo gente com empregos a sério, não têm tempo para ninharias, está tudo entretido a aumentar o conteúdo da sua bolsa, claro que o PIB não irá dar conta de nada, há muito advogado por lá, provavelmente declarando salários de 800 euros por mês. A ideia de colocar na net as declarações até que não era nada má... vêm depois os altos princípios da privacidade, da liberdade, etc, etc, claro a privacidade deles, a liberdade deles, a dos outros é para desaparecer sempre que a leizinha o permita. Veja-se o caso dos polícias reformados compulsivamente embora, neste caso, ache, no mínimo, estranho o silêncio que se seguiu.
Agora são os militares, andaram a filmá-los e a identificá-los à boa maneira do antigo regime. Será que agora há classes profissionais que não podem passear no mesmo dia? De futuro, terão que telefonar uns aos outros para não se dar o caso de se encontrarem todos, nos feriados de Junho, na feira do livro, por exemplo, e colocarem em risco a disciplina das FA do país. Ou então o ministro da tutela determinará superiormente os dias de passeio, unidade por unidade. É melhor assim, mais em consonância com a alta missão que a classe abraçou.
E os professores? Dada a alta missão da classe, têm no prelo um ECD que é uma espécie RDM sem abébias. Perdão, ainda têm abébias: podem passear todos no mesmo dia, não têm de ir à vez e até podem fazer greve: cheira-me que o próximo despacho da ministra vai ser que os professores em greve devem deixar o plano da aula, ou têm falta injustificada. Deve estar em estudo no gabinete dos juristas.
E a "hora Chavez" continua, e o pobo quer ver sangue (agora dos militares) e o pobo acreditou na história da carochinha dos arredondamentos da banca e o prime subiu no ranking, está bem de ver!
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Défice, cortes orçamentais, invejas e ódios- who cares?
Folgo em saber que há mais gente que compara este estilo de governar ao do governo nazi. De facto, senhores do governo, vocês deram o tom, infestaram a atmosfera com a filosofia nauseabunda de que o não rentável deve desaparecer, de que não deve sobrecarregar os que "produzem", os "rentáveis". Inquinaram as relações inter profissionais deste país, tornaram mais pequena a gente pequena deste país, fizeram da inveja e do ódio a principal motivação para os apoios de que precisavam e precisam para continuarem a agenda neoliberal agora em voga por toda a Europa!
Os mais velhos , os deficientes, os funcionários de serviços públicos-que não são produtivos pela simples razão de que pertencem aos sectores até agora considerados dos bens não comercializáveis, como são a educação e a saúde - todos eles apontados como os párias, os culpados da situação. Foram vocês, não foi a última coligação governamental PSD/CDS de Santana Lopes, que tentou também, mas não teve tempo. Não, não foram eles, foram vocês! Vocês tentaram convencer o povo empregado no sector privado de que ele "à que era/é produtivo"(1), e que os trabalhadores do sector público eram/são "uns párias, uns chulos", nem mesmo deveriam considerar-se "povo português". Foi isso que disseram, é isso que dizem, foi isso que fizeram/fazem pensar, usando a repetição à la Goebbels: senhores do PS foi isso que fizeram, é isso que fazem!!!!!!!!!!!!!!Entretanto alegremente, os maus gestores da coisa pública, de " institutos" vários por aí, politécnicos sobretudo mas não só, continuam gestores das chafaricas que dirigem, distribuindo cargos aos amigos medíocres -estes agora estão todos de fileiras cerradas, à volta do seu benfeitor, seriam muito bem capazes de suportar os Pol Pot deste mundo, falta-lhes apenas o contexto nacional, que lhes não é ainda favorável, para fazerem desaparecer fisicamente pessoas que os incomodam, tentam no entanto matá-los civilmente, tornando-os redundantes, perseguindo-os até ao despedimento(2). A esses "gestores" chamam-lhes "presidentes" e nada lhes acontece sobretudo se forem do PS ou se fizerem constar que o são, ou se conseguirem convencer o ministro da tutela da excelência da sua gestão e das instituições que dirigem, excelência que não têm nem nunca terão, precisamente porque são incompetentes e abusadores dos cargos que ocupam, promovendo alegremente os piores e desprezando os melhores ou perseguindo-os na mira de deles se livrarem!!!!!!!!!!!!! Que lhes interessa se ao fim de cinco ou dez anos o Estado tiver de pagar indemnizações a essas pessoas cuja vida profissional foi destruída? Não são nunca esses senhores gestores a pagá-las pessoalmente, do seu bolso. As indemnizações saem do mesmo saco : os impostos, e como ninguém sabe, essas coisas ninguém denuncia, os jornalistas só vão farejar coisas picantes, who cares????????
Notas
(1) Quem serão esses "produtivos", o que será rentável , e o que de novo se produz em Portugal é outra história que me não ocupa aqui e nem pensem que aqui vão encontrar algo sobre isso alguma vez , há quem viva e singre copiando as ideias dos outros sem ao menos fazer referência ao plagiado como mera fonte de inspiração!
(2) Estão aqui ausentes siglas de partidos, não significando que considere inocentes os não mencionados. A escola de alguns desses gestores, a cartilha que os formou é muitas vezes a cartilha estalinista, do PCP e de outros, cartilha e prática cuja eficácia e tenacidade na perseguição de quem não "convém" é também conhecida! Ai é? Está a pensar que defendo que acabem os partidinhos e a política? Desengane-se! O que eu acho é que os partidos são apenas mais uma arena mas nunca a única onde as pessoas de bem, com uma coluna vertebral, coerentes com uma ética intrinsecamente humanista podem e devem marcar a sua posição mesmo que tenham que sofrer a claustrofobia do "quadrado" de que falava Alegre quando o deixaram só. A coerência total é o nazismo, não é possível ao ser humano mas não exageremos na cobardia e no chafurdar na lama como estratégia de sobrevivência, não é fácil ser-se santo mas marcar posição encoraja-nos e permite-nos não fugir do espelho de nós e incentiva outros a não esmorecer, a continuar a defender alguns valores universais como única base de sustento possível para a forma de organização social a que chamamos democracia!
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5:22 p.m.
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sábado, novembro 04, 2006
Animais de estimação II
"Morcego atroz: Estes grandes voadores às vezes são criados para lutar um contra o outro, ou no ar ou aleijados e forçados a lutar em uma arena. Estas brigas repulsivas são a fonte de muitas apostas. Algumas comunidades drow utilizam morcegos atrozes treinados como corcéis voadores, embora tais vôos sejam perigosos e normalmente cidadãos comuns ou crianças drow (sempre cidadãos comuns) são forçados a montar os morcegos; desse modo, se os morcegos ou os cavaleiros forem mortos, não será nenhuma grande perda para a comunidade. Estes pares voadores são usados somente para espiar ou aborrecer os inimigos com dardos de besta envenenados. Treinar, para os morcegos, consiste em aprender como ser guiado com sela e rédea, e treinar, para o cavaleiro, consiste em aprender a segurar sobre a couraça do morcego para prevenir quedas. Morcegos atrozes são descritos no Livro dos Monstros."
ultimosdiasdegloria
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Défice e excedentes
Excedentes: porque não co-incinerá-los?
Heil, Teixeira von Heiligen!
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