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quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gestão do capital humano

Num país onde caciques vários (com o poder de pôr e dispor pessoas em cargos e funções) se multiplicam em todas as instituições públicas em que a "autonomia" para seleccionar e promover o pessoal se casou com o regime eleitoral , o capital humano instalado vai lentamente sofrendo transformações que se podem resumir da seguinte forma: por todo o lado, deitou-se fora o menino e ficou-se com a água do banho de muitos dias, cocktail de bactérias e limos. É um processo lento, rastejante, viscoso...infelizmente, com reflexos em todo o lado.
Nesse mesmo país há outros sistemas sem autonomia, mas desde que chegaram ao poder os iluminati apareceram soluções maravilha: inventaram-se "títulos" e implementou-se o "concurso" para seleccionar os "titulares" e obter o mesmo resultado acima referido no tempo record de 1 ano.
De facto, a náusea provoca a debandada de um certo tipo de pessoas : precisamente aquelas que o "iluminado"pretendia eliminar como "obstáculo ao desenvolvimento"...
Devia haver prémios para os inventores de procedimentos inovadores na eficácia e rapidez de processos....

quarta-feira, novembro 21, 2007

Titulares aspirantes a titulares

De acordo com o novo ECD os titulares que se queiram deslocar de escola terão que o fazer na qualidade de professores, o que é uma boa notícia, pois já tínhamos percebido que o concurso que decorreu não era coisíssima nenhuma a nível de nada que não seja fazer a avaliação dos profs da pior forma possível o mais depressa possível a ver se fogem muitos para a reforma e desimpedem o OGE... O mais giro é que vai então haver titulares aspirantes a titulares, muito em breve, pois é melhor fazer a "aspiração" a titular para o caso de se ter que mudar de escola e poder-se talvez vir a ser também titular nessa outra escolinha para lá ou para cá do Marão onde obviamente mandam os titulares que lá estão....

quarta-feira, agosto 08, 2007

Parecer do provedor: a classe na governação

-Parecer da provedoria? Não recebemos! Só lemos nos jornais.
Donde se conclui que os CTT são os culpados. De resto, cartas enviadas por professores que anteciparam o não provimento (fazendo contas) claro que os CTT as não entregaram. E não há uns recibos de registo, uns avisos de recepção? Esta desculpa pega, agora vai ser assim? Extravio de correspondência de um cidadão ainda vá que não vá, agora entre instituições do Estado? Entre a instituição de moderação e fiscalização por excelência chamada Provedoria de Justiça e um ministério? E se isto agora pega?
Solidariedade não se nota muita nos locais de trabalho agora muito esvaziados. Os veraneantes terão alguns acessos de insónia mas fora isso, nada mais, e em Setembro lá estarão todos obedientemente graxando os novos titulares e destilando raivas em cima dos putos... agora é que vão começar os problemas mais sérios dentro das salinhas...
ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE? Nas antecipações de compras por via da previsão do descongelamento e da expectativa de finalmente abocanharem o vencimento correspondente ao índice do tão desejado 10º escalão... é aí que está a solidariedade....
Greves? Fizeram greve um dia e no outro estavam a substituir professores grevistas. É isto a classe e a "governante" está bem para os governados... digo eu.
Náusea e desgosto por um governo que assim faz, desprezando princípios elementares de justiça, discriminando à descarada rindo-se alvarmente dos direitos humanos e da lei constitutiva do Estado de direito e mostrando o traseiro à regras da União Europeia... é esta a classe de gente que nos governa!!!
Náusea! Nojo imenso!

terça-feira, agosto 07, 2007

Concurso a comendador: providos e não providos

Os resultados preto no branco aí estão, a dar alguns problemas de digestão a quem ainda acreditasse que certo tipo de injustiças não iriam nunca acontecer no Estado.... de um país democrático e blá blá blá...
Aí estão eles os providos e os não providos, a causar a náusea mais profunda... a discriminação pela idade nua e dura. Sr Dr. Fulano ou Sra Dr.ª Cicrana desempenhou muitos cargos? Pois mas isso agora não interessa nada se os não desempenhou depois de 1999, cala-te mas é, e baixa a bolinha e...toma lá "não provido" para aprenderes a não envelhecer e sobretudo a não seres estúpido(a) e a não largar os tachos e a não dar a oportunidade a outros...é que a vida é assim...
E pensam assim muitos dos "providos" - pois se fosses tu também não te importavas nada de me passar à frente... é preciso renovar... e cá estou eu provido(a) embora estivesse pela lista dos concursos nacionais 4 lugares abaixo de ti, mas isso agora não interessa nada..

E em situação titaniqueira:
-Ah desculpe, era a sua cara debaixo do meu pé? Nem reparei, com a pressa de subir para a lancha. Olhe que agora já não cabe no bote que é só para seis e já cá estão dez. Boa continuação... vai ver que vai tudo correr bem...e quando se reformar ou outra coisa qualquer, salvo seja, fazemos-lhe uma festa de homenagem de arromba!

quarta-feira, julho 25, 2007

Medo? Que ideia!

Alegre diz que sim, Almeida Santos diz que não. Cabe a cada um verificar em quem prefere confiar.
O arquivamento do processo Charrua é típico deste governo, um caso mediático muito incómodo, por isso cede aqui, mas aperta ali, onde não se vê. A senhora que dirige a DREN continua de pedra e cal orientando a casa com bufaria e prepotência. Jerónimo de Sousa é, já sabíamos, pelo tudo ou nada, quer o governo todo abaixo. Eu prefiro separar o trigo do joio. Quem gere mal deve ser substituído. Aliás, na legislatura da obsessão pela avaliação do mérito (vou fingir aqui que acredito que eles acreditam nisto, só para efeitos de raciocínio) pergunto eu: quem avalia esses chefes? Que nota terão? Que nota terá uma pessoa que gere uma casa pelo diz que disse nos corredores e ainda por cima faz saber que assim faz com processos disciplinares sobre quem disse o que disse nos corredores e gabinetes em conversas privadas? Eu chamo reuniões com actas ao que se diz em serviço, levantar um processo assim é lei da rolha e ignorância pura e dura quanto a princípios elementares de gestão ( há aí literatura que chegue). Por outro lado, eu acho que à frente de uma Direcção Regional de licenciados deveria sempre haver um licenciado. Será o caso? Bem, agora todos são licenciados depois daquelas formações complementares das ESEs e da Aberta. Em todo o caso, mais ou menos licenciada, aquela senhora nada parece saber de gestão. Ministra que não demita os seus subordinados imediatos por erros graves terá que assumir todo o resultado dos erros deles. Eu acho, contra Jerónimo de Sousa, que uma remodelação dentro do ME, mantendo a ministra, já era bom, melhoraria muito o ambiente, mas tinha que ser já, a tempo de corrigir o aborto jurídico do concurso de professor comendador, perdão, titular, implicando obviamente a demissão do seu secretário de Estado inspirador máximo, que todos sabemos quem é. Mais bem aconselhada, Lurdes Rodrigues seria melhor ministra, não tenho disso dúvida alguma.
Ainda ia a tempo. Quem distribuiu serviço nas escolinhas, não tinha que o fazer sem legislação. As férias sempre foram para os professores algo relativo, sempre fizeram reapreciações de exames nacionais em pleno período de descanso. Agosto é o mês de férias obrigatório dos profs, só os cidadãos não privilegiados podem escolher livremente o período de férias. Os profs sempre foram ver o serviço do ano que vem entre praia e campo. Os insultos a respeito das férias dos docentes resvalavam na couraça da indiferença da classe (antes de serem insultados por quem os deveria defender como colaboradores) e não os impediam de continuar usando fins de semana e férias para pôr em dia serviço. Por isso, nada de novo ir à escola em férias e seria por uma boa causa, digo eu.
Falando de férias, ontem finalmente o meu primeiro dia delas e tempo para ler algo interessante e relaxante. Na Super interessante, João Aguiar está magnífico! A não perder. Lúcia Lepecki inspirada como sempre. E na parte da tecnologia, há um artigo sobre electricidade de carvão limpo.... Injectar o CO2 na terra? E até conhecem bem os limites de tal solução... enfim. O lixo por baixo da carpete, uma vez mais...

Quanto a livros: As Farpas, de magnífica actualidade em muitos textos , noutros não tanto, mas sempre um prazer ler quem assim escreve.


Limitação de responsabilidade: em lado nenhum encontrarão neste blogue a admissão da minha profissão que não revelo embora deixe adivinhar. É enquanto cidadã do país que escrevo.

terça-feira, julho 17, 2007

Mário Nogueira- Antena 1

Levam certo tempo a chegar aos media os comentários de Mário Nogueira, já que não quero crer que a demora seja da responsabilidade da Fenprof. Hoje, a antena 1, finalmente, fez saber a opinião de Nogueira.
Responsabilização dos responsáveis no caso reformas negadas- punição dos mesmos, esclareceu.
Ilegalidades do concurso a professor titular. Fica a denúncia. Mais, duvido que aconteça.

sexta-feira, junho 22, 2007

Antena 1: entrevista - a arte católica da falácia

Pois eu é que sei, o Tribunal Constitucional não.
Pr'ó ano há mais vagas para comendadores. A adesão foi boa. E os comendadores nada ganham com isso, só mais trabalho. Assiduidade? Pois, mas nunca esteve em causa a protecção do trabalhador na doença, mas há o dever de assiduidade.
E temos agora muitos muitos muitos cursos profissionais p'rós jovens.
E fizemos a rede escolar do 1º ciclo: temos escolas novas p'ra todos os alunos.
Até temos almoços, Inglês e outras coisas...e escola a tempo inteiro.
Violência? Não temos , eu já disse que não temos, temos é indisciplina aqui e ali.
Pr'ó ano é que vai ser: video-vigilâncias (por causa dos assaltos externos, claro). E vai haver preocupação com os espaços escolares, os equipamentos...
Remodelação? O primeiro-ministro é que sabe, mas dependendo de mim, estou até ao fim.
Críticas? Quem está contra mim não sabe do que fala, quem está por mim está informado.



Este é o resumo que faço do discurso falacioso de quem diz fazer das escolas locais de estudo ao mesmo tempo que despreza, ignora, teme e humilha os seus próprios trabalhadores-colaboradores, profissionais diplomados, com muitos anos de serviço e provas dadas, muitos deles com tantos graus académicos como ela,muitos deles com um conhecimento de política educativa bem mais profundo do que o dela, tratando-os como os patrões de antanho tratavam (será que o tempo verbal está correcto? espero que sim) as operárias do têxtil, vestuário e calçado!
Esta antiga anarco-sindicalista convicta (nunca o desmentiu) mudou muitíssimo. E este estilo de gestão reproduz-se em muitas escolinhas onde muitas peruas e perus põem em prática o mesmo estilo primário e arrogante de mandar.

A FENPROF esteve bem desta vez.
Mário Nogueira desta vez falou claramente do concurso a comendador. Ficou clara finalmente a não aceitação de TODO o concurso. E explicou a "adesão" ao concursinho.

Disclaimer (agora tem que se fazer uma coisa assim parecida, aprendi no portugalprofundo mas a minha é diferente).
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que seja. Nem mesmo se confirma que o dono do IP esteja de acordo com este conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de opinião quanto a figuras públicas.

segunda-feira, junho 18, 2007

Mário Nogueira, o Professor e JPP

Mário Nogueira falou bem hoje, na Antena 1, mas nem uma palavra sobre o concurso a comendador. Porque será? Falta de tempo? A Associação dos Professores de Matemática é mais mediática, por isso foi referida? Eu acho que era uma oportunidade óptima para explicar duas ou três coisinhas sobre o aborto jurídico chamado dec-lei 200.
Ontem, o Professor Marcelo que, pelos vistos, tudo titula, e de tudo sabe, acha que nada tem que se objectar (juridicamente) a um concurso que apenas considera os últimos sete anos da vida profissional de um professor. Grave, para ele, só a alteração, a meio do concurso, das regras do mesmo. Esse aspecto é apenas a cereja em cima de um bolo em cuja massa aparentemente fofinha se pode encontrar de tudo: limalha de ferro, pedaços de vidro partido, pregos, parafusos e outros brindes semelhantes...
Tudo para o Professor Rebelo de Sousa é simples e partilha com Pacheco Pereira a clarividência oracular. Inveja, é o que eu tenho, no fundo, eu e não só eu, todos os simples mortais, com capacidades cerebrais vulgares, todos nós gostávamos muito de ser assim. Pessoas desangustiadas e sobre-dotadas, sempre com a análise pronta e as conclusões sistematizadas e com aquele tom de quem realmente está a ver a coisa (enquanto todos os outros pouco ou nada vislumbram) é disso que o país precisa, pois talvez algum dia, se conseguirmos que fiquem quietos durante 3h debruçando-se sobre apenas um assunto, aqueles cérebros produzam algo interessante sobre um ou outro problema concreto cuja resolução dependa apenas de nós (vão sendo cada vez menos) , aqui no cantinho.
Agora digo eu que não tenho poderes oraculares mas gosto também de dar os meus palpites:
Os próximos tempos vão ser interessantíssimos, dois pândegos no governo (em pastas-chave), a presidência da UE e a presidência da Comissão. Ui ui. Este pequeno cantinho estava mesmo guardado para grandes destinos. Promete.

Disclaimer (agora tem que se fazer uma coisa assim parecida, aprendi no portugalprofundo mas a minha é diferente).
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

domingo, junho 10, 2007

Cálculos para a pensão de reforma

Surgem ideias interessantes de entre as vinhas da ira, como a seguinte, de autoria incerta e já circulando nas salas de profs :
Os cálculos para as pensões de reforma deveriam também incidir sobre os últimos sete anos- apenas por uma questão de coerência do sistema jurídico e de simetria democrática na relação do Estado com os seus servidores...

sábado, junho 09, 2007

Bolsa de pontos

Quanto à bolsa de pontos, não podemos falar de cotações dado que o mercado está em regime de leilão- uma vez que cada comprador estará em posição de oferecer mais ou menos, consoante a sua situação financeira actual e o valor presente de todos os diferenciais de salários futuros que poderá perder, o ponto é arrematado à melhor proposta de preço. Ao que sabemos, a base de licitação é de 100 euros por ponto.
Há uma grande assimetria neste mercado, já que o vendedor nada perde se ceder o seu excesso enquanto que o custo de oportunidade é muito grande para quem compra. Do lado da procura, a competição é renhida , fazendo subir a cotação, embora, do lado da oferta haja quem queira dar pontos a preço zero- mas a procura prefere comprar, dado saber por experiência que aceitar ofertas se paga muito mais caro do que comprar os serviços.
Por outro lado, a fluidez do mercado encontra-se seriamente comprometida pelas dificuldades processuais associadas à transferência de pontos. Mais uma rigidez a liquidar pelo simplex, dado que o preenchimento e alteração por mútuo acordo de registos biográficos deve ser simplificado (como era usual fazer-se na UI, facilitando a vida a alunos e docentes).

FENPROF- Providência cautelar?

Não sou jurista e deve ser por isso que todo este processo me parece algo estranho:
A plataforma sindical estava a considerar não interpor providência cautelar?
A inconstitucionalidade do concurso- ao não considerar a carreira no seu conjunto- não chega para o fazer? A inconstitucionalidade que fere o concurso desde o seu enquadramento-o decreto 200- não chega, é matéria só para o provedor?

quinta-feira, junho 07, 2007

Concurso a comendador: vendem-se e dão-se pontos

Alguns candidatos ao lugar onde pensavam que já estivessem, ou seja, os profs no 10º escalão descobriram que têm pontos a mais.
Sugere-se ao ME que seja dada a possibilidade de serem transaccionados pontos, dado que se verificam situações surrealistas de pessoas com curriculum vitae incontestavelmente bom, com experiência de todos os cargos previstos e bem cotados no concurso que não têm pontos suficientes ou têm poucos já que esses cargos, desempenharam-nos antes de 1999; depois de 1999, deram lugar aos boys que vão "apanhar" na boa os lugarzinhos tão cobiçados. Há até candidatos com excedente de pontos no 10º escalão que os davam só para atenuar as injustiças gritantes e acalmar os vómitos estomacais que têm já (e vão ter muitos mais quando chegar a avaliação), ao verem gentinha medíocre nos primeiros lugares das listas que irão sair graduadas dos profs do 8º e 9º escalões, ultrapassando profissionais que todos sabem serem muito melhores!!!!
Uma vez que o próprio sindicato (FENPROF) andou a dizer para o pessoal concorrer pois andaram a espalhar a ideia de que- "a sair alguém, não vão ser os titulares", passa-me pela cabeça que o ME lhes pagou para espalhar o medo e impedir a classe de ter brio - assegurando assim, com o medo à lista dos excedentários, a inviabilidade da ideia de NÃO CONCORRER NINGUÉM. Claro que para fazerem isso, os professores precisariam de unidade e espírito de classe que não têm e de uma organização que os defendesse e representasse, que também não existe. . . Brio também vão tendo cada vez menos, pois já vão fazendo coisas, por medo, que pensavam nunca ter de vir a fazer.
Um concurso cuja motivação é o medo está inquinado à partida. O concurso para titular tem um conteúdo funcional de jure e de facto. "Logo se vê" -diz o prof, referindo-se à avaliação de colegas- "depois se contorna a coisa".
Silêncio nos media quanto ao que de facto fez Mário Nogueira, se esta fantochada a que chamam concurso para professor titular está ou não a ser contestada pelos sindicatos que, à falta de melhor e e apesar de tudo, não deixam de ser os representantes dos professores.
O cantinho no seu melhor, digo eu!!

domingo, junho 03, 2007

Concurso a comendadores

Pata-garra-show (critérios)


1 point

2 points
3 points
6 points

8 points
9 points





-Se eu tenho adivinhado, há sete anos....
-pois eu também!
-até eu!....

quinta-feira, maio 24, 2007

Cultura de excelência actual na educação ou as virtudes da tentativa-erro




E estas tentativas na "reforma" da educação, se correrem mal, como se corrigem? Este concurso a comendador, se se vier a verificar que foi uma coisa má que deu ao ME, como se corrige ? Tiram-se as comendas aos comendadores depois de provarem o sabor do sangue? Temo que seja a desintegração irreversível de carreiras e de ambiente de trabalho saudável e cooperativo.
É assim, quando se trabalha por tentativa-erro.
É assim quando a miopia dos responsáveis tem consequências irreversíveis a médio e longo prazo!!!!!!

quarta-feira, maio 23, 2007

Contagens para vagas de comendadores

O tal boato referido em post anterior provirá então de uma solicitação superior às escolas acerca da estatística dos profs do 10 º escalão sem contar com os que só têm CEFs....
No comment...

segunda-feira, maio 21, 2007

Concurso a comendador


-Então e eu? Tenho que esperar que morras?
-Mas se eu morrer não liberto vaga, esse aí é que liberta vaga ...

quinta-feira, maio 17, 2007

Não dito na educação III

A última, que corre em zunzum: quem tem só CEFs não pode ir a comendador.
De onde surgirá este boato lindíssimo? Isso apanha alguns antigos docentes de "tecnologias" que escaparam à razia da reforma de 92 (salvo erro, acho que foi nessa altura). Mas não só. Apanha tudo quanto, como eles, foram mantendo ofertas de cursos profissionalizantes. Para escapar ao horário zero? Pois talvez tenha sido, como muitos que esfregam as mãos de contentes por terem ido, com o medo ao horário zero, para os conselhos executivos, no período certo. Alguns destes são já irreversivelmente "comendadores" no seu auto-conceito.
Será que vai haver mais um patamar? A carreira dividida em 3: os comendadores, os profs com cursos regulares e os profs com CEFs. Estamos a falar dos profs da carreira. Tudo o mais é "intocável", underdog. Assim, consegue-se mais um estatuto para escravizar pessoas com o medo à lista de excedentários.
"Só cá estás porque há PRODEP, muito juizinho", diz o chefe-comendador-executivo que, por acaso, pela lista "antiga" (já a liquidaram, a listinha da graduação dos concursos "normais"?) e mesmo pela nova (se calhar) estaria menos graduado que um dos tais que "só lá está porque existe PRODEP". Alguns desses que "só lá estão porque existe PRODEP" até deixaram para outros colegas menos graduados as cadeirinhas que tinham dos cursos "nobres" para apoiarem os CEFs (ou para não perderem mais esse combóio , como queiram), mas que ainda estariam com cursos "de primeira" se tivessem puxado dos galões da lista antiga. Uma vez que o despacho 453 permite a contratação na área tecnológica de "especialistas" externos, percebemos que alguns dos que "só lá estão porque existe PRODEP" também só lá estão porque os CE ainda não têm o poder de exonerar. Mas os CE podem já esvaziar horários de colegas, a pouco e pouco, para lá colocar um "especialista" sobrinho.
Que tal como reforço do saber tecnológico, que tal como choque tecnológico?
Que tal um governo que se prepara para dar todo o poder a estas pessoas exemplares que dizem estas "coisas" a um colega pela simples razão de que já "podem" fazê-lo ?
Que tal estes "istos" com o poder todo de decidir quem fica e quem sai?
Este filme de terror está a passar num cinema perto de si.

terça-feira, maio 08, 2007

Não dito na educação II

Temos mais um não dito na educação, o concurso para professores comendadores demora, e então há quem, muito diligentemente, ache que a escolinha deve resolver o problema ao ministério. Se não houver titulares empossados em Julho, escolhem-se para coordenadores os que se calcula que cheguem a titulares.
Uma classe genial de galináceos, se considerarmos que o cérebro dos galináceos não é muito grande e o respectivo mundo se resume a resolver questões muito práticas, pragmáticas, como gostam de dizer. E eu a pensar que o concurso não saía porque o Vale-te Demos estava para ser demitido. Se esta ideia peregrina e repugnante for geral, então não resta esperança nenhuma com uma classe assim; acho até que há por aí mais aves, mais perus e mais peruas do que se pensa a ansiarem pelo dia da tomada de posse dos poleiros disponíveis (a 1/3) a criar na capoeira.

sábado, março 17, 2007

Limpidez e consistência das "reformas" de que o país precisa

A limpidez, consistência e estruturação sólida das reformas que propõe este governo nunca deixará de me espantar. Os grupos de estudo disto e daquilo vão debitando resultados, ora aqui, na educação, ora ali na saúde, os media ficam felizes porque têm assunto, a consistência de tudo aquilo escapa a qualquer ser pensante mesmo dotado de inteligência rara (acho até, e como exemplo, que nem o ministro da saúde, de cuja craveira não duvido, perceberá muito bem para onde exactamente está a conduzir o sector que dirige), ora acolá no ensino superior (que não é educação como todos sabemos, é ciência e tecnologia, sendo em abono da verdade o único ministério que parece pensar antes de anunciar) , ora acoli na defesa, ora (Deus nos ajude) na administração interna. Alguém terá uma ideia no governo de como todas estas medidas e anúncios de medidas se articulam?
Mas para quê articular tudo - dir-me-ão - o que é preciso é dar ideia de que se estão a fazer reformas profundas, se é para pior, isso numa primeira fase ficam só a saber as vítimas directas que em vão estrebucham face à fórmula de propaganda que, embora proveniente do mais primário senso comum, é o emblema deste governo, e que vem sendo insistentemente martelada nos media pelos excelentes fazedores de opinião: "é natural que haja resistência à mudança".
De facto, e peço desculpa por insistir nos fascismos, mas também Hitler encontrou fortes opositores às profundas "reformas" que fez, e os autorizados fabricadores de opinião de então também disseram que as medidas a tomar eram imprescindíveis para a sobrevivência e o desenvolvimento da nação! Estes senhores que temos no governo não falam em pátria nem em nação e acham que ficam dessa forma asseguradas a natureza democrática e a justeza das decisões que implementam sem qualquer hesitação, mesmo quando verificam que os seus opositores argumentam com base em conhecimento do sector que alguns dos implementadores nunca tiveram nem alguma vez terão. Os nossos governantes não falam em pátria nem em nação , dizem Portugal e país, mas misturam já liberdade com lealdade –esta da lealdade foram-na desenterrar aos arquivos do 24 de Abril para a aplicarem aos funcionários públicos e calá-los de vez.

A propósito deste calar a voz, é acabrunhante o que se passa no sector da educação não superior, em que simplesmente se cortou a palavra aos profissionais do terreno, calando sindicatos a respeito de política educativa, como vimos há uns meses acontecer no prós e contras. Não considero que os sindicatos representem muito bem a classe mas não especialmente em política educativa. O problema é que os profs não têm outros representantes enquanto profissionais. Se os sindicatos são ouvidos em direitos laborais , têm que ser ouvidos em política educativa. Não me parece que haja algum sindicato que não tenha também uma ideia de política educativa. Sabemos que essa ideia não reflecte de forma rigorosa o que pensa a classe, sobretudo nas suas diversas sensibilidades, conhecendo-se a pouca independência face aos partidos, no entanto, considero que quanto mais peso tiverem na definição da política educativa mais os sócios exigirão essa independência. Por que razão a ministra e os media com ela, retiraram a palavra aos sindicatos dos professores quando se discutia precisamente o conteúdo funcional da sua carreira? Consideram-se os profs como meros e broncos executores . Agora dá-se a "VOZ" aos conselhos executivos, como disse a ministra, a pensar numa espécie de conselho de reitorzinhos - e lá vão eles e elas todos contentes ao cabeleireiro para a reunião com a ministra, para tentarem o prémio das boas práticas. O resto da classe, fica no terreno, esperando as ordens que se seguem, obedientemente apinhada nas capoeiras, onde , segundo consta, desde o anúncio do concurso para peru titular, tem aumentado o número de ocorrências de biqueiradas entre virtuais concorrentes...

quinta-feira, março 15, 2007

Concurso a peru titular

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-Pensavas que estavas à minha frente? Pois a ministra é que sabe quem deve ser titular, bem fiz eu em ser-lhe obediente em tudo e em aplicar tudo o que ela mandou, muito direitinho, na minha escolinha. Fui, aliás, um Conselho executivo de boas práticas!
- Não perdes pela demora, vou já tirar uma pós-graduação em administração escolar, e pró ano candidato-me eu!

Nota: Fica, assim, assegurada a neutralidade de género nos posts de hoje.