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terça-feira, julho 24, 2007

Notícias da Porcalândia



A cultura da mandrágora continua florescente graças à chuva que tem sido generosa. As aspersões continuam regulares, via canais de TV. Continua a ser desconhecido o meio utilizado para controlar os canais noticiosos mas a continuidade e eficácia das aspersões parece estar assegurada, o que explicará a manutenção da maioria absoluta dos porcúnculos nas sondagens feitas na Porcalândia. Esta maioria terá aprovado recentemente, apesar de protestos vindos de quem acha que deve haver decência na Porcalândia, que os porcos meros licenciados docentes no ensino superior polisuínico que façam ou tenham já feito "provas pocilgais" são considerados "porcos especialistas" (mesmo que não tenham nem um mestrado) e passam estes "especialistas" a ser equiparados aos doutorados. As ditas provas teriam sido originariamente pensadas para áreas técnicas e nunca para disciplinas que constam de mestrados e doutoramentos nas universidades da Porcalândia. Alguns porcúnculos das cliques no poder nos institutos polisuínicos (o exemplo de Airiel é paradigmático) nem um mestradinho conseguiram tirar, isto em áreas declaradamente técnicas, como o Direito e a Gestão (áreas onde a oferta universitária de mestrados e doutoramentos é grande também na Porcalândia) . As provas pocilgais são feitas perante um júri escolhido e nomeado pelo porcúnculo no poder na data, via conselho ciensuínico.

terça-feira, julho 10, 2007

Mandrágora e magia negra

Dizem alguns que a mandrágora teria resultado da "ejaculação da morte" do ditador Sal e Azar*, mas estes mistérios são difíceis de comprovar. O que é certo é estar a dita planta de boa saúde, adubada devidamente à custa do erário público pago a suor e sangue pelos subordinados da Porcalândia como explicámos no post anterior. Também se confirma que as aspersões da mesma planta são diariamente executadas nos canais de TV ( disponíveis na Porcalândia por via aérea ou por cabo) e imperceptivelmente assimiladas pelos subordinados da Porcalândia, resultando num medo generalizado e traduzindo-se num silêncio nauseabundo e numa apatia disseminada e deprimida apenas entrecortada por episódios descontínuos como aquele (bem recente) em que um estádio inteiro se pôs a apupar os porcuncúlos, num rasgo de fúria protegida pelo anonimato da massa. Por engano, alguns canais passaram imagens que devem ter sido de imediato destruídas, em todo o caso, nunca mais repetidas.
Quanto ao processo de produção dos porcúnculos não é claro se da dita planta provêm ou do processo do ovo da galinha negra. Mas alguns sustentam que se tratará de ovo sim, mas de serpente (serpent´s egg) também negra, enterrado em esterco. A alimentação não teria incluído a lavanda mas apenas as lombrigas.

* Cf Fernando Pessoa