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terça-feira, maio 01, 2007

Futilidades, blogues, pretenciosismos e afins

Hoje estão alguns de parabéns: é o dia do trabalhador- claro está que isso não inclui sanguessugas, logo os funcionários do Estado estão de fora, só aproveitam o feriado (sem ponte claro está) por se não poder criar uma lei que os discrimine; no caso dos professores, não é preciso lei, já que eles, por moto próprio, docil e diligentemente aproveitam para pôr coisinhas em dia. Mas eu cá estou numa de futilidades...
Quanto a blogs : nada de novo, que tenha visto, algumas trocas de lugares no portal, do qual desapareceu misteriosamente o nosso. Como habitualmente, o Abrupto mostra boa intuição na medição de tendências registadas no micro ou macro cosmos dos blogues .... Esteve mal quando quase reivindicou a ideia do update ao vivo dos blogues à medida que os acontecimentos ocorrem; enfim já que ele não toma água benta compensa na outra... No entanto, o blogue melhora quando o autor anda por outros lados (agora na Terra Santa) sempre fica menos mediano... é que é ele que lá está. E ele há tantos dizendo imensas coisas sobre terras que viram há anos, se não há décadas, ou que nunca viram mesmo...
Quanto à tv: estou a ver se vale a pena manter a caixinha do fox. Alguém saberá qual a especialidade do House e da sua equipa? Generalistas? Internistas? Cirurgiões? Tudo ao molho?
Enfim, aquilo não é bom exemplo, andam muitos por aí convencidos que são o house disto e daquilo, com aditivos e tudo, a dar ideia de excentricidade q.b. ... A mente humana é de facto um mundo, maior ou menor à medida do horizonte de cada qual, formatada pelo modismo da época, e ávida, babando-se por palmas... Pois claro que também gostava de ver o nosso bloguezinho listado no portal ainda que cá muito em baixo, mas cada qual na sua dimensão, era sempre um prazer vê-lo....Devo dizer em favor da blogoesfera, muitas vezes acusada de instigar o mal, que nela, ao menos, ao contrário da medioesfera, há, felizmente, biodiversidade, respira-se melhor, podem-se mandar umas bocas de crítica aos especialistas do nada e do tudo, e sobretudo, pode também ser-se especialista do nada e do tudo do alto da nossa tribunazinha.O ciberespaço é decididamente mais ventilado e mais democrático que o espaço dos media, sem dúvida alguma.
A caixinha descodificadora traz uma diversidade de canais, mas... qual deles o pior. Devo ainda avaliar os canais novos de ciência em Inglês, a ver vamos. O House sozinho não me convenceu e muito menos o interminável Lost que não passa do mesmo episódio há meses, já tendo sido ultrapassado em acontecimentos pelo igualmente interminável Prison Break...

quinta-feira, abril 12, 2007

Antena 1: isso agora não interessa nada

O pobinho aproveita para se desforrar dos verdadeiros diplomados que sempre invejou e diz que " deixem trabalhar o homem" e que "não tem importância nenhuma ele ter ou não ter sido favorecido, toca a andar e não humilhem o homem".
O olhar do senhor José Sócrates parece estar muito bem treinado para o polígrafo, resultou mesmo, as meninas convenceram-se com o olhar do primeiro ministro...
Coisinhas secundárias diz ela, a apaixonada pelo olhar do Sr Engenheiro pela Universidade Independente José Sócrates de Sousa.
Pois eu não gosto daquele sorriso falso que precisamente não é acompanhado pela limpidez do olhar, que é semelhante ao de Portas aliás. A única coisa que tenho em comum com o primeiro ministro é a idade mais coisa menos coisa.
Pois eu sei de processos de equivalências, no meu caso, do ISCTE para o ISEG, foi bem mais complicado conseguir equivalências ao 4º ano do curso de Economia que tinha quase completo, tive ainda que fazer duas cadeiras do 3º ano para conseguir a equivalência, não ao 4º mas ao 3º (que diabo, tratava-se do ISCTE , mas compreendi, que remédio não tinha eu, e o 4º ano no ISCTE foi igual a zero ...), pelo que tive que fazer todas as cadeiras dos dois últimos anos da licenciatura e sei bem como é difícil concluir uma licenciatura quando se interrompe o curso e se procura posteriormente concluí-lo em situação de trabalhador estudante. Custa muito, custa bem mais do que me pareceu ter custado ao nosso primeiro. Mas, claro, a minha licenciatura é do ISEG,Universidade Técnica de Lisboa, 1986, nunca pensei ter agora esta sensação, do valor que tem de facto e finalmente, a casa que passa o diploma (a data não é irrelevante também, não tenho uma licenciatura PREC e se não tivesse interrompido, teria terminado em 1977). Quando concluí o curso já a trabalhar, a média baixou de 14 para 13 e tenho andado toda a vida a pagar por isso, mesmo apesar de ter agora mais um grau, o de mestrado, também em Economia pela Universidade de Coimbra. Digo tudo isto porque ele insultou todos bloggers como se não fossem cidadãos de bem, como treinadores de bancada e especialistas de nada. Pois senhor engenheiro não é bem assim ... claro que se referia aos seus perseguidores dos "grandes" blogs, e eu até admito que sou "mirim" como diz Pacheco Pereira, mas enfim , sei umas coisinhas aprendidas nos mesmos bancos onde estudou Aníbal Cavaco Silva...
Tudo isto é bom para exorcisar fantasmas e frustrações... e é bom não ter aqueles esqueletos no armário embora sua excelência o pobinho ache que "isso agora não interessa nada".

sexta-feira, março 30, 2007

O abrupto, mirins e ditadores

De vez em quando há que ir aos "grandes" blogs. Para estar por dentro dos acontecimentos na blogoesfera. O abrupto no seu melhor paternalismo: então há por aí na blogoesfera uns malandrões a atacar a Odete? E avança Pereira na sua defesa.
Pois é, está-se sempre a aprender. Tive que ir ao dicionário. Não, confesso, não sabia o que era "mirim". "Mirim" quer dizer pequeno. Fiquei esclarecida quanto ao significado e quanto à origem da palavra que vem da língua tupi dos índios do Brasil. É bom enriquecer a língua portuguesa, que todos sabemos ser muito pobre em adjectivos. Quanto a Odete, se ela é assim tão boa como diz o Abrupto , não ocorrerá a P. Pereira que não precisará de defesa? Não lhe ocorrerá que às vezes o paternalismo é a pior forma de machismo? Digo desde já que não me ocorreu criticá-la mas já que se fala nisso, não gosto nada da forma gingona com que fala, nem fiquei nada bem impressionada com a pastilha ou lá o que era que mascava ao mesmo tempo que falava na defesa do seu ídolo, Álvaro Cunhal, acho até que o próprio não aprovaria aquela forma de estar. Mas não vinha falar disto, mas de uma certa forma de estar na blogoesfera. De facto, também acho horrível o baixo nível e o insulto, mas a blogoesfera é, também, o lugar onde muitos portugueses escrevem livremente e se confrontam com a presença do outro, do outro que não se pode eliminar e isso é sempre bom. Se houver um concurso de correcção na língua portuguesa ou na imagem, ou noutro critério qualquer, então sim, haverá necessidade de um júri. Achei o tom de Pereira tão paternalista em relação aos seus conterrâneos criticadores da donzela, que me pareceu também mirim...
Pena ele não vir aqui ver o post da manhã seguinte ao concurso de misters da RTP , tenho a certeza de que não aprovaria e também me chamaria mirim. Devo dizer que foi a primeira vez que usei uma imagem de nível duvidoso, mas não me arrependo, foi proporcional à fúria e na minha busca de manguitos fiquei a saber que a escultura existe mesmo, tendo provocado reacções quando foi exposta nos states.
Aproveito para acrescentar que acho que a História, se entretanto não desaparecer enquanto ciência, julgará , dirá se este indivíduo ou aquele foi mirim ou não, explicará por que razão há uns mirins que se tornam importantes sociologica e historicamente numa determinada altura enquanto noutra seriam completamente ignorados. Mas quanto às consciências, eu acredito que só o criador as poderá julgar e apesar da minha fúria contra os ditadores deste mundo, não acho que eu os possa julgar depois de mortos, se escaparam aos tribunais dos homens- o de Nuremberga por exemplo, que deveria ter prolongado as suas actividades para julgar os apoiantes de Hitler entre os quais se conta o "prestigiado" financista Salazar, e já agora também, os crimes de Estaline- quem sou eu para julgar quem quer que seja, mesmo monstruoso, depois de morto? Sou demasiado mirim para o fazer, mas como acredito que há um dia e uma hora em que teremos todos de prestar contas, essa hora já soou para eles e o cajado já não me pertence, sai fora da minha esfera de competências. O julgamento dos homens pode fazer-se a título póstumo, claro, mas será sempre isso mesmo, o julgamento dos homens.
Pois é, alguns mirins acreditam em Deus.