Eficiência técnica das escolas secundárias
Estudo de Manuel Coutinho Pereira e Sara Moreira, sobre a "eficiência" das escolinhas secundárias.
Função de produção: notas de exames nacionais. Ficamos a saber o que produzimos, aliás já desconfiávamos, quando apareceram os primeiros rankings. Conclusão do estudo: privatizem-se, apliquem-se "as práticas da gestão privada" às escolinhas todas, despachem-se os professores a mais (em relação à OCDE), invista-se parte da poupança assim obtida em equipamentos. Lá pelo meio, parece que a idade dos profs não é irrelevante...mas há o factor ambiente e então um efeito absorve o outro... e não se sabe qual deles é o determinante. Isso do ambiente também medido de forma discutível, os próprios autores reconhecem. E isso de controlarem para o ambiente e o efeito desaparecer acontece-lhes com outras variáveis. Pois, pois, ocorrem estas coisinhas sobretudo quando se pretende medir o incomensurável.....
E eu que ia ao boletim do Banco de Portugal procurar o tal parecer ou relatório em que se insiste na nota "tem que se baixar salários e flexibilizar o mercado de trabalho e bla, bla, bla..." entretanto encontrei este artigo interessantíssimo e resolvi ler. Acho até que deveria ser distribuído nas reuniões de encarregados de educação (dada a sua competência para avaliar professores, poderão compreender o estudo sem qualquer dificuldade) para garantir uma verdadeira discussão pública antes de se liquidar de vez a escola pública...
Entretanto sabem que mais? Desisti de procurar a prosa do Constâncio...


