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sábado, maio 24, 2008

Duas confissões

Letra pequena pois digo muito em segredo:

Manda uma espécie de imperativo categórico que confesse que, para além do obrigatório e fundamental kaos eu leio, vejo, ouço e farto-me de rir ao ler, ver e ouvir o blog Braganza mothers (antes vicentinas) agora Arrebenta e os cavalheiros do apocalipse. Estes são mais claros nos posts ( vídeos) que o Arrebenta que às vezes encripta as mensagens, tornando a compreensão mais difícil para quem, como eu, não tem a respectiva "gramática", pois não lê os jornais todos, raramente assiste a um telejornal completo e quase nunca vai a foruns na net.

Apesar de não ser necessário,
nunca me atreveria a criticar esse tipo de blogues. Nem mesmo anónima. Por medo, confesso, e esta é a segunda confissão. Traumas da educação salazarista....

O vídeo dos cavalheiros do apocalipse ("o fim da tortura nas aulas"), que já foi visto por meio milhão de pessoas, está maravilha. Mas melhor ainda é o "gandas oportunidades".

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Educação em debate


Exemplos de redacções para estimular a meritocracia desde o primeiro ciclo do ensino básico:

Quando for grande eu quero ser um vencedor.... e vestir uma camisa rosa e usar uma gravata rosa choque e dizer a todos como tudo deveria ser organizado.

Quando for grande eu quero ser um vencedor e dizer a um qualquer agricultor perdedor que me não quisesse apertar a mão que fosse dar uma curva e chamar-lhe imbecil.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Titulares aspirantes a titulares

De acordo com o novo ECD os titulares que se queiram deslocar de escola terão que o fazer na qualidade de professores, o que é uma boa notícia, pois já tínhamos percebido que o concurso que decorreu não era coisíssima nenhuma a nível de nada que não seja fazer a avaliação dos profs da pior forma possível o mais depressa possível a ver se fogem muitos para a reforma e desimpedem o OGE... O mais giro é que vai então haver titulares aspirantes a titulares, muito em breve, pois é melhor fazer a "aspiração" a titular para o caso de se ter que mudar de escola e poder-se talvez vir a ser também titular nessa outra escolinha para lá ou para cá do Marão onde obviamente mandam os titulares que lá estão....

quarta-feira, setembro 19, 2007

Prós e contras: Ministra no seu melhor

Palavras para quê?
A ministra esteve bem na primeira parte, podia subscrever quase tudo o que disse sobre o ensino profissional. Continuo, assim, sem saber e adoraria ter a informação sobre quem e por que razão queria acabar com o CEF, de tipo 6: o lamentável é que em algumas escolas a estratégia do telefone e do boato teve sucesso, havendo debandada dos alunos inscritos.
Na segunda parte, estalou o verniz e foi o que foi. A capacidade da ministra dialogar com o outro e aceitar a diferença é de facto muito reduzida.
Quanto aos silenciosos e em low profile (e ainda bem) senhores secretários de Estado apenas há a dizer que o rosa choque em nada favorece um deles (embora seja difícil saber que cor o favoreceria) e ao outro fica-lhe mal o risinho (até porque desse esperávamos maior compostura).
Os sindicatos estiveram bem, muito compostos e serenos, faltou explicar os pormenores tétricos do concurso a titular, a maioria das pessoas não sabe da tábua rasa feita a uma vida de trabalho , contando apenas a vida a partir de 99. A maioria não sabe que nada no concurso garantia que fossem os ditos "melhores" os seleccionados. Mas era muito "técnico", era demais para a audiência de treinadores de bancada, especialistas de tudo e de nada, julgadores de praça do peixe, exigentíssimos sobretudo quando se trata da profissão dos outros em que nos tornámos pela mão deste governo socialista.

terça-feira, setembro 11, 2007

Rentrée na educação: de volta a propaganda

O caso mediático Maddie calha bem ao governo, absorve todas as atenções e exacerba certo nacionalismo unificador da massa. Assim o arranque das aulas parece rodar sem problemas e o primeiro ministro pode voltar ao sistema da propaganda, sem que ninguém coloque questões parvas como de que forma conseguiu aumentar a população escolar, que malabarismos executou para concluir que os resultados na educação estão melhores do que há dois anos e de que forma pretende resolver o problema do desemprego de muitos milhares de professores que considerou dispensáveis precisamente quando aumenta a população escolar.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Parecer do provedor: a classe na governação

-Parecer da provedoria? Não recebemos! Só lemos nos jornais.
Donde se conclui que os CTT são os culpados. De resto, cartas enviadas por professores que anteciparam o não provimento (fazendo contas) claro que os CTT as não entregaram. E não há uns recibos de registo, uns avisos de recepção? Esta desculpa pega, agora vai ser assim? Extravio de correspondência de um cidadão ainda vá que não vá, agora entre instituições do Estado? Entre a instituição de moderação e fiscalização por excelência chamada Provedoria de Justiça e um ministério? E se isto agora pega?
Solidariedade não se nota muita nos locais de trabalho agora muito esvaziados. Os veraneantes terão alguns acessos de insónia mas fora isso, nada mais, e em Setembro lá estarão todos obedientemente graxando os novos titulares e destilando raivas em cima dos putos... agora é que vão começar os problemas mais sérios dentro das salinhas...
ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE? Nas antecipações de compras por via da previsão do descongelamento e da expectativa de finalmente abocanharem o vencimento correspondente ao índice do tão desejado 10º escalão... é aí que está a solidariedade....
Greves? Fizeram greve um dia e no outro estavam a substituir professores grevistas. É isto a classe e a "governante" está bem para os governados... digo eu.
Náusea e desgosto por um governo que assim faz, desprezando princípios elementares de justiça, discriminando à descarada rindo-se alvarmente dos direitos humanos e da lei constitutiva do Estado de direito e mostrando o traseiro à regras da União Europeia... é esta a classe de gente que nos governa!!!
Náusea! Nojo imenso!

sexta-feira, julho 27, 2007

É só telefonar isto já se arranja

Um boato, um telefonema, a circulação de um boato é quanto basta para boicotar matrículas em determinado curso que ande a tirar freguesia aos anos zero dos politécnicos, ou a outros lobbies. O curso CEF tipo 6 rouba clientela à negociata dos anos zero, e a a outras negociatas (quem sabe lá) rouba sim, indeed..
Quem tem unhas toca guitarra.
Um dia sobre isto falarei. Com o meu nome próprio , nos jornais.
Novas oportunidades sim, está visto ou ver-se-á para quem...

sexta-feira, julho 20, 2007

Prof2000 em manutenção-será mesmo?

O prof2000.pt encontra-se em manutenção- será mesmo isso? Ou estarão a fazer a revisão de blogs e foruns? Já nem sei que pense.

Leis? Para quê?

Tudo indica não ser necessário mudar leis neste país o governo opera na plena ilegalidade - o despacho conjunto do Ministério da Educação e do Trabalho que deu origem aos cursos de Educação e Formação continua em vigor e já por duas vezes esses cursos foram ameaçados. O mesmo se está a fazer com o ensino tecnológico. Não é necessário alterar leis, basta que as escolinhas saibam qual a intenção do governo-obedecem sem discussão. Que certos documentos legais (como a reforma curricular do ensino secundário) tenham já anos e sejam até criações originárias de governos PS, não interessa nada. O que interessa é proteger os lobbies mais bem colocados que as ditas escolinhas para influenciarem secretários de Estado. Falta-lhes freguesia? É simples, vão buscá-la assim: proibindo as escolas públicas de oferecerem certos cursos.

quarta-feira, julho 18, 2007

E não se pode dilui-los?


Erros nos exames nacionais? Mas exames, há muitos, erros graves dois. O problema, mais uma vez dilui-se. Responsáveis? Não há. A colocação da questão da responsabilidade é espúria. Há tantos responsáveis que a responsabilidade se encontra também diluída.
Grande fenómeno da física, este da diluição. Está ele na base da homeopatia, mas as proporções são muito diferentes. Deixar passar um erro nos exames nacionais em cada vinte anos, poderá ter maior eficácia do que a ausência total de erros durante uma eternidade se o objectivo for uma salutar aversão ao dito. Pelo contrário, a repetição de erros muito próximos no tempo, sem nenhuma consequência para quem os comete, provoca antes uma banalização e com ela uma auto indulgência ou mesmo uma validação do hábito de cometê-los, naqueles que estejam bem posicionados para escapar às consequências. Quem "corrige" o erro não é quem o comete. Quem sofre as imperfeições do erro e da emenda acaba por se cansar e resigna-se.

As correcções introduzidas são discutíveis. E o tempo que se perdeu durante a prova a tentar entender o impossível?
Assim é noutras situações... perde-se um tempo louco a tentar perceber a lógica de certas altas decisões que se apresentam vestidas com a indumentária da "criação de emprego", do "progresso tecnológico" , da "modernização", das "reformas necessárias" , da "defesa do ambiente" e até da "defesa do Estado social"; quando se descobrir que as decisões nada têm a ver com aqueles conceitos ou objectivos, já se perdeu um tempo doido. Não há factor de correcção que reponha o mal feito. E a responsabilidade também está diluída, ninguém nos mandou ser burros. Há quem tenha visto logo ....

E continuam, na boa, mais responsáveis e menos responsáveis por erros graves de governação, de estilo de gestão e de linguagem, estão todos de pedra e cal. Não há nem uma pequena remodelação. Não se pode dilui-los?

quarta-feira, julho 11, 2007

Especificidades regionais?

Parece haver na Porcalândia uma organização regionalizada da educação. Assim um secretário de Estado da Porcalândia, oriundo de uma região, instigado por grupos de interesses da mesma região, terá telefonado à organização regional de onde terá conseguido que saísse a ordem telefónica para as escolinhas suspenderem matrículas de cursos terminais profissionalizantes. Na capital nada consta e esses cursos estão para continuar. Parece assim confirmar-se uma certa tendência para que nas metrópoles não se possa governar através de um blup* telefónico mas através de procedimentos legais como um despachozinho escrito.
Entretanto, não nos foi possível ainda saber que grupos de interesse estariam envolvidos.


*blup é um excreção cerebral muito frequente nos porcúnculos

sábado, julho 07, 2007

Alguns desafios aos cidadãos e responsáveis da Porcalândia

-Pessoas interessadas na blogoesfera- para quando a criação de meta blogues que optimizem informação e reunam pessoas para a acção política?
-Europeístas convictos- para quando a defesa da donzela (embora já pouco) Europa e o que ela significa ou significou como espaço de democracia e de segurança social enquanto ganho de civilização?
-Bloco de Esquerda (Fernando Rosas e outros)-para quando uma explicação sobre a diferença entre os conceitos de "deriva neo-liberal" e "política de direita"?
-Ministra da educação- para quando a demissão do seu secretário de Estado Vale-te Demos que a arrastará ao declínio político pela mediocridade e ilegalidade de todas as decisões por ele aconselhadas e finalmente ao atoleiro da lama do clientelismo de prepotência de onde ele vem e de onde a senhora ministra quero crer que não vem e onde provavelmente não gostará de se ver incluída quando se fizer a História dos ministros da educação deste país?


Disclaimer-continuamos no domínio da ficção

sexta-feira, julho 06, 2007

Concluir os estudos: CEF tipo 5 e 6

-Outra vez essa questão dos CEFs, senhor secretário de Estado? Mas eu já disse nos media que as escolas responderam ao desafio e criaram muitos cursos de educação- formação e profissionais acho que agora é tarde, para o ano é melhor, depois do 2º concurso a titular... está a receber pressões? Das finanças para reduzir pessoal docente? De outros lados? Os CEFs tipo 5 e 6 estão a roubar freguesia aos anos ZERO dos politécnicos e aos centros de formação privados? Pois das finanças já sei que o meu colega quer reduzir ainda mais o orçamento mas então vai-se gastar no politécnico ainda mais, se calhar os professores são mais bem pagos. Mas isso realmente não me diz respeito. Ah que maçada e então como vamos fazer? Agora acabar com os CEFs de tipo 5 e 6, deixe-me pensar... mas não vamos tarde demais? Acho que já os tínhamos aprovado há dois meses, sabe que o PRODEP funciona com prazos apertados e temos as candidaturas aprovadas e a rede definida. E as escolas já foram informadas e até já estão anunciados no roteiro das novas oportunidades. Acha que sim? Proibimos as inscrições? E isso é legal senhor secretário de Estado? Olhe que não sei. Veja lá o que me vai arranjar. Mas está bem, se diz que as escolas já não têm força nenhuma..-como já se viu com o estatuto, pois foi isso fácil. Têm medo aos processos disciplinares, claro, é bom que tenham, mas há os tribunais, sabe. Não é matéria constitucional? Pronto, ok, avance, avise a DREs por mim que eu tenho agora os exames e problemas que já me chegam.

Disclaimer: Conversa telefónica imaginária de uma ministra com o seu secretário de Estado num país chamado Porcalândia, situação inspirada por uma meditação profunda sobre as diversas dimensões do conceito de "novas oportunidades". Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

sexta-feira, junho 22, 2007

Antena 1: entrevista - a arte católica da falácia

Pois eu é que sei, o Tribunal Constitucional não.
Pr'ó ano há mais vagas para comendadores. A adesão foi boa. E os comendadores nada ganham com isso, só mais trabalho. Assiduidade? Pois, mas nunca esteve em causa a protecção do trabalhador na doença, mas há o dever de assiduidade.
E temos agora muitos muitos muitos cursos profissionais p'rós jovens.
E fizemos a rede escolar do 1º ciclo: temos escolas novas p'ra todos os alunos.
Até temos almoços, Inglês e outras coisas...e escola a tempo inteiro.
Violência? Não temos , eu já disse que não temos, temos é indisciplina aqui e ali.
Pr'ó ano é que vai ser: video-vigilâncias (por causa dos assaltos externos, claro). E vai haver preocupação com os espaços escolares, os equipamentos...
Remodelação? O primeiro-ministro é que sabe, mas dependendo de mim, estou até ao fim.
Críticas? Quem está contra mim não sabe do que fala, quem está por mim está informado.



Este é o resumo que faço do discurso falacioso de quem diz fazer das escolas locais de estudo ao mesmo tempo que despreza, ignora, teme e humilha os seus próprios trabalhadores-colaboradores, profissionais diplomados, com muitos anos de serviço e provas dadas, muitos deles com tantos graus académicos como ela,muitos deles com um conhecimento de política educativa bem mais profundo do que o dela, tratando-os como os patrões de antanho tratavam (será que o tempo verbal está correcto? espero que sim) as operárias do têxtil, vestuário e calçado!
Esta antiga anarco-sindicalista convicta (nunca o desmentiu) mudou muitíssimo. E este estilo de gestão reproduz-se em muitas escolinhas onde muitas peruas e perus põem em prática o mesmo estilo primário e arrogante de mandar.

A FENPROF esteve bem desta vez.
Mário Nogueira desta vez falou claramente do concurso a comendador. Ficou clara finalmente a não aceitação de TODO o concurso. E explicou a "adesão" ao concursinho.

Disclaimer (agora tem que se fazer uma coisa assim parecida, aprendi no portugalprofundo mas a minha é diferente).
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que seja. Nem mesmo se confirma que o dono do IP esteja de acordo com este conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de opinião quanto a figuras públicas.

quinta-feira, junho 14, 2007

Pessoas "relativamente feias"?

Margarida Moreira parece estar a ser influenciada pelo estilo Pinto da Costa: dá entrevistas aos jornais quando sente que a opinião pública está a virar . Só falta a TV. E eu pergunto: quem é esta senhora? Pinto da Costa, ao menos, sei quem é.
Serve tudo isto para reforçar os anticorpos que estou a ganhar em relação à FENPROF, que me parece agora relativamente muito feia, pois a dita pessoa foi, alguns anos, membro da direcção, a fazer fé no que dizem. Nem me parece haver incoerência, provavelmente a pessoa sempre foi autoritária revendo-se portanto, muito bem no estalinismo e tendo a democracia impedido o uso da menina dos 5 olhos, teria tido, agora e finalmente, a oportunidade de aplicar a arte. Possivelmente pretenderia calar em definitivo as pessoas . Mas parece ter metido água com esta última vítima que está bem ancorada. Espero que esta não se cale, já que das outras vítimas ninguém ouviu a voz.
Durante a semana manda fechar escolas e suspende profs. Porque não vai no fim de semana às manifestações contra o fecho de escolas e pela liberdade de expressão onde antes ia ou mobilizava para ir?
Pessoas assim , de coerência aparentemente nula e de carácter talvez relativamente duvidoso o que torna essas pessoas, a meu ver, relativamente feias, dá-me ideia de que haverá várias nas estruturas do ME e até nas escolinhas. Pessoas provavelmente cheias de frustrações derivadas do facto de, quiçá, sentirem que os profs dos ciclos mais adiantados não reconhecem o mesmo estatuto aos do 1º ciclo, pelo facto de talvez não serem amadas ou bem vindas nas escolas onde estão, por onde passaram em lide sindical ou de onde saíram, pelo facto de que talvez estivessem nos últimos lugares na lista do concurso nacional das colocações, cujos critérios parecem odiar e que finalmente desintegraram com esta talvez trafulhice chamada concurso para professor titular. Calculo que tenham tirado um dia para concorrerem, já que ninguém sabe o dia de amanhã.

Os termos em itálico estão a mostrar que ando a treinar o discurso adequado em democracia de maioria absoluta, com "dirigentes" que parecem muito azedos com muita coisa do passado pelo qual aparentam não querer responder e que tudo parece indicar, embora me possa enganar, estarem a projectar e transferir (na nomenclatura freudiana) nos e para os seus subordinados, esmagando-os e humilhando-os, sempre que podem, matando-lhes as perspectivas, a motivação e até, nalguns casos, matando-os civilmente, retirando-lhes o emprego e com ele todos os meios de recorrerem à justiça que, como sabemos não é gratuita.

Assim, nada de ofender , só colocar hipóteses, mera literatura, ninguém se pode ofender. Aconselhável a todos os funcionários públicos. Comecem a treinar, é relativamente fácil. Treinem com exemplos simples, como:- posso estar enganado(a) , mas parece-me que (a)o senhor(a) é uma pessoa que não diz a verdade ou -Posso não estar a ver bem mas quer-me parecer que não se pode confiar em nada do que diz.-Talvez seja erro grosseiro meu mas parece-me haver fortes indícios de que o(a) senhor(a) é incompetente. - Talvez haja erro de visão e muito mau gosto da minha parte mas o (a) senhor(a) afigura-se-me relativamente feio de carácter.
Mas nada de ofender a família, que normalmente não teve culpa nenhuma, se queremos referir-nos ao ADN, devemos dizer qualquer coisa como -tem a certeza que a senhora sua mãe é sua mãe natural ? Com o pai já não podemos dizer o mesmo pois estaremos a chamar nomes à mãe. Assim é, pois num país dominado por preconceitos árabes, temos sensibilidades extra a respeitar. Cuidado com as expressões do Norte e outros regionalismos, nem todos são Pintos das Costas, Valentins, Jardins ou outros (e outras) a dizer e fazer o que bem entendem quando e onde querem, como por exemplo mandar padres vereadores voltarem à sacristia...

E o país está a ficar cada vez mais relativamente feio.

domingo, junho 10, 2007

Cálculos para a pensão de reforma

Surgem ideias interessantes de entre as vinhas da ira, como a seguinte, de autoria incerta e já circulando nas salas de profs :
Os cálculos para as pensões de reforma deveriam também incidir sobre os últimos sete anos- apenas por uma questão de coerência do sistema jurídico e de simetria democrática na relação do Estado com os seus servidores...

quinta-feira, maio 24, 2007

Cultura de excelência actual na educação ou as virtudes da tentativa-erro




E estas tentativas na "reforma" da educação, se correrem mal, como se corrigem? Este concurso a comendador, se se vier a verificar que foi uma coisa má que deu ao ME, como se corrige ? Tiram-se as comendas aos comendadores depois de provarem o sabor do sangue? Temo que seja a desintegração irreversível de carreiras e de ambiente de trabalho saudável e cooperativo.
É assim, quando se trabalha por tentativa-erro.
É assim quando a miopia dos responsáveis tem consequências irreversíveis a médio e longo prazo!!!!!!

domingo, maio 20, 2007

Não dito na educação V



Por que razão a "autonomia" do ensino superior é um dogma inatacável? Tema interessante de investigação.
Por que razão não se reconhece de vez que a "autonomia" é a mãe do aparecimento de "caciques" e de "coronéis"?
Por que motivo obscuro se não fala claro? A "gestão democrática" das escolas já não existe em quase todo o sistema público. Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se chama gestão democrática ao sistema que de democrático só tem o voto inicial e nada mais?
Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se pretende estender a autonomia às escolas básicas e secundárias ?
Por que motivo se defende a autonomia quando é ela a fonte do aparecimento do que de PIOR há no ser humano?
Tema a reflectir enquanto é tempo, se estivermos ainda em condições de evitar a disseminação de pequenos micro-cosmos concentracionários-clientelistas-fascizantes por tudo quanto é escola neste país.

quinta-feira, maio 17, 2007

Não dito na educação III

A última, que corre em zunzum: quem tem só CEFs não pode ir a comendador.
De onde surgirá este boato lindíssimo? Isso apanha alguns antigos docentes de "tecnologias" que escaparam à razia da reforma de 92 (salvo erro, acho que foi nessa altura). Mas não só. Apanha tudo quanto, como eles, foram mantendo ofertas de cursos profissionalizantes. Para escapar ao horário zero? Pois talvez tenha sido, como muitos que esfregam as mãos de contentes por terem ido, com o medo ao horário zero, para os conselhos executivos, no período certo. Alguns destes são já irreversivelmente "comendadores" no seu auto-conceito.
Será que vai haver mais um patamar? A carreira dividida em 3: os comendadores, os profs com cursos regulares e os profs com CEFs. Estamos a falar dos profs da carreira. Tudo o mais é "intocável", underdog. Assim, consegue-se mais um estatuto para escravizar pessoas com o medo à lista de excedentários.
"Só cá estás porque há PRODEP, muito juizinho", diz o chefe-comendador-executivo que, por acaso, pela lista "antiga" (já a liquidaram, a listinha da graduação dos concursos "normais"?) e mesmo pela nova (se calhar) estaria menos graduado que um dos tais que "só lá está porque existe PRODEP". Alguns desses que "só lá estão porque existe PRODEP" até deixaram para outros colegas menos graduados as cadeirinhas que tinham dos cursos "nobres" para apoiarem os CEFs (ou para não perderem mais esse combóio , como queiram), mas que ainda estariam com cursos "de primeira" se tivessem puxado dos galões da lista antiga. Uma vez que o despacho 453 permite a contratação na área tecnológica de "especialistas" externos, percebemos que alguns dos que "só lá estão porque existe PRODEP" também só lá estão porque os CE ainda não têm o poder de exonerar. Mas os CE podem já esvaziar horários de colegas, a pouco e pouco, para lá colocar um "especialista" sobrinho.
Que tal como reforço do saber tecnológico, que tal como choque tecnológico?
Que tal um governo que se prepara para dar todo o poder a estas pessoas exemplares que dizem estas "coisas" a um colega pela simples razão de que já "podem" fazê-lo ?
Que tal estes "istos" com o poder todo de decidir quem fica e quem sai?
Este filme de terror está a passar num cinema perto de si.

terça-feira, maio 08, 2007

Não dito na educação II

Temos mais um não dito na educação, o concurso para professores comendadores demora, e então há quem, muito diligentemente, ache que a escolinha deve resolver o problema ao ministério. Se não houver titulares empossados em Julho, escolhem-se para coordenadores os que se calcula que cheguem a titulares.
Uma classe genial de galináceos, se considerarmos que o cérebro dos galináceos não é muito grande e o respectivo mundo se resume a resolver questões muito práticas, pragmáticas, como gostam de dizer. E eu a pensar que o concurso não saía porque o Vale-te Demos estava para ser demitido. Se esta ideia peregrina e repugnante for geral, então não resta esperança nenhuma com uma classe assim; acho até que há por aí mais aves, mais perus e mais peruas do que se pensa a ansiarem pelo dia da tomada de posse dos poleiros disponíveis (a 1/3) a criar na capoeira.