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quinta-feira, outubro 04, 2007

Porcalândia: aspersões continuam

Palavra muito usada nas aspersões de mandrágora é "inovação". Mesmo que "a inovação" tenha sido apenas a compra de um software qualquer que torna os empregados redundantes e incómodos; "inovação" que a clique de porcúnculos aplica aos solavancos aqui e ali, com a fanfarra mediática a sugerir que foram os porcúnculos que desarrincaram a grande "inovação" dos seus cérebrozinhos minúsculos e minguantes. Entretanto, estudam meios de se libertarem dos "excedentes". As pessoas, sobretudo os trabalhadores do "monstro", que se atrevem a querer manter direitos e padrões de vida dignos, continuam a ser, para o governo da Porcalândia , uma espécie de problema judeu a pedir solução definitiva, lixo a reciclar ou incinerar juntamente com a constituição do país que atrapalha o desenvolvimento da Porcalândia.
Um pouco por todo o lado, os porcúnculos (em cooperação com os seus clientes e apaniguados) humilham, sempre que podem, a espécie humana: e podem cada vez mais, os humanos já desistiram de recorrer à justiça, também minada de porcúnculos...
As aspersões continuam regulares e muito produtivas, mantendo-se a maioria absoluta nas sondagens...

quinta-feira, julho 26, 2007

Senhores doutores, vão trabalhar!

A saga das reformas negadas continua- ver hoje no Portugal Diário.

Estes senhores das juntas médicas são médicos? Ou burocratas? Quantas horas de hospital têm feito ultimamente? São só perguntas, que me surgem por não querer crer que seja possível profissionais eticamente juramentados e regulados por uma Ordem fazerem afirmações que os deviam levar directamente à barra dos tribunais. Seja qual for a profissão julgava eu não ser permitido insultar pessoas...

Senhores doutores das "juntas médicas", vão trabalhar!



sexta-feira, junho 15, 2007

Aviso à canalhada prepotente

Nunca como agora o cidadão esteve mais desprotegido contra a prepotência, agora é que é bom mandar: com a TV, a publicidade e o marketing é outra coisa, o Salazar não tinha era TV, se tivesse nem precisava de polícia- pensam os tiranetes com os seus botões- os ditadorzecos - esses que mandam um pouco por todo o lado- não, não estou a atacar qualquer membro do governo mas cada qual que enfie a carapuça que melhor lhe convier .
Julgais mesmo que agora é que é bom mandar? Por quanto tempo?
Porcos medíocres, muitas das vossas várias vítimas ainda vivem e bem mais felizes do que vocês alguma vez serão capazes de ser e continuam a pensar, ou seja continuam vivas (apesar de vocês), falam com muita gente e têm memória.
Prepotentes cretinos, medíocres tiranetes, canalhada invejosa em posição de prejudicar terceiros: não esqueçam nunca este facto.
Enganai-vos quanto a Salazar. O ditador tinha razão quanto aos verdadeiros opositores de um regime: tereis sempre que os encerrar nas masmorras ou afinfar-lhes um tiro na nuca em plena rua, para os calar definitivamente, para não terdes, mais tarde ou mais cedo, de os encarar de frente .
E os vossos verdadeiros opositores são, antes de mais, a nobreza de carácter, a honestidade, a inteligência, a excelência -no sentido de exigência de rigor e qualidade, a excelência cuja demanda fingem ser o vosso supremo objectivo e a qual temeis mais do que tudo o resto já que sabeis que por ela serieis depostos de uma penada .
Quantos papalvos e por quanto tempo pensais poder enganar com a vossa retórica oca?

Disclaimer (agora tem que se fazer uma coisa assim parecida, aprendi no portugalprofundo mas a minha é diferente).
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

domingo, maio 20, 2007

Não dito na educação V



Por que razão a "autonomia" do ensino superior é um dogma inatacável? Tema interessante de investigação.
Por que razão não se reconhece de vez que a "autonomia" é a mãe do aparecimento de "caciques" e de "coronéis"?
Por que motivo obscuro se não fala claro? A "gestão democrática" das escolas já não existe em quase todo o sistema público. Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se chama gestão democrática ao sistema que de democrático só tem o voto inicial e nada mais?
Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se pretende estender a autonomia às escolas básicas e secundárias ?
Por que motivo se defende a autonomia quando é ela a fonte do aparecimento do que de PIOR há no ser humano?
Tema a reflectir enquanto é tempo, se estivermos ainda em condições de evitar a disseminação de pequenos micro-cosmos concentracionários-clientelistas-fascizantes por tudo quanto é escola neste país.

quarta-feira, abril 25, 2007

Relembrar Salgueiro Maia



Fonte: C.M. de Castelo de Vide

O filme uma vez mais na TV, a oportunidade de rever pormenores que escaparam na primeira vez. Salgueiro Maia arriscou ali a carreira toda, podia não ter corrido bem... Que tal de exemplo para quem faz da obediência canil( sem ofensa aos cães claro)a regra de vida? Seria bom interrogarmo-nos de vez em quando, se estamos bem com a nossa consciência no mais ou menos "penoso" caminho de singrar na carreirinha e na vidinha social, com a "limusina" à porta da casinha, que custam ambas (casa e limo) tanto a pagar que às vezes o preço é a alma...

Que a vida deste homem, na sua coragem, determinação, inteligência e verticalidade nos inspire... Ele e muitos outros, felizmente, entre os quais Zeca Afonso, demonstraram como aquelas qualidades se não compatibilizam com a futilidade da ambição, do narcisismo, da ânsia de protagonismo, do carreirismo.

sexta-feira, abril 13, 2007

Governo, PS, democracia e o modelo de crescimento

Com que então pressõezinhas sobre os media?! São estes os socialistas portugueses? Manter o poder a todo o custo e sobretudo à custa da máquina de propaganda, e para quê? O que me vem à ideia, não sei bem porquê, é que é para manter os privilégios deles, há muita gentinha a comer dos tachos governamentais e privados relacionados e muita outra gentinha que para tal se prepara. E todas as irregularidades, ilegalidades, crimes de corrupção, ganharam agora, também não sei porquê, uma relativização que quase os legitima... nojo, é o que sinto, um nojo imenso.
No sector da educação o silêncio dos sindicatos da FENPROF dá vómitos.
É assim, há dias cinzentos, de náusea matinal, deve ser por ser sexta-feira, 13, pois grávida não estou. Grávido está o país mas de um incubo - uma ditadura de engravatados medíocres cheios de retórica propagandística, usando amiúde termos como "sinergias", "mais/valias", "modernidade", "reformas" "tecnologias", "mérito", "qualidade","excelência", "certificação", "exigência", "inovação", "saltos/tecnológicos", "interface empresa/universidade" e outras palavras-chave de originalidade e conteúdo semelhantes, a sustentar a aplicação real e cega de um modelo de crescimento com base nas exportações, cujos pressupostos teóricos mal conhecem, marimbando-se literalmente para a busca de consensos na sociedade civil que os elegeu, modelo (seria melhor dizer conjunto de práticas e medidas avulsas) que se está a consubstanciar, na prática, num dos mais descarados, desumanos e prostituídos neoliberalismos semi-periféricos do mundo...


Talvez seja bom pensar numa IVG... com aconselhamento prévio, claro.

quinta-feira, abril 12, 2007

Resumo da Entrevista

"Não discutimos o Equilíbrio Orçamental nem o PEC e a sua virtude"
"Não discutimos o FMI, a OCDE, a Comissão Europeia, a Ota e a sua história"
"Não discutimos A Família Socialista (ou maçónica) e a sua moral"
"Não discutimos a Autoridade (do primeiro ministro) e o seu prestígio"
"Não discutimos a glória do trabalho precário e barato e o seu dever."

terça-feira, abril 10, 2007

O diploma e a persistência da dúvida

O diplomazito fazia bem aparecer por aí para recolocar a crítica no ponto certo. Não se chega a primeiro ministro por concurso documental e por graus adquiridos; para se ser professor o diploma conta muito, tanto que os bacharéis nem podem concorrer a comendadores, perdão, a titulares, mas a primeiro-ministro chega quem é bom político, mesmo pintor de paredes (sem desprimor, claro), chega lá quem tem uma ideia, berra bem e fala com convicção. E não foi o grau inventado ou não que o fez chegar a secretário geral do PS e a primeiro ministro. Nos politécnicos, sim, inventar um grau para chegar a coordenador mais depressa que o adversário, isso sim é criminoso. Mas, claro, mentir é sempre feio, muito feio e temos que saber, isto é, quem ainda não sabe tem o direito de ficar a saber se o primeiro ministro é mentiroso ou não.
Por que raio havia o homem de inventar uma licenciatura quando a não tem? Será que afinal é tudo fogo de vista, aquela auto-confiança, aquela pose de ditador iluminado? Será que os doutorados do conselho de ministros deprimiram a auto-estima do primeiro ao ponto de ter inventado uma licenciatura? Ó senhores professores, isso é feio, fazer o presidente do conselho sentir-se mísero bacharel, não se faz...
Enfim, em todo o caso, não é por antiguidade que se obtém um grau, o facto de ter estado 6 anos no ensino superior não dá licenciatura, se desse haveria muitos mais diplomados em Portugal, muitíssimos mais mesmo, devo dizer.
Amanhã saberemos mais na entrevista, entretanto, diplomas outros, mui gravosos, vão passando e o povo aplaude, e haverá despedimentos na função pública sob o beneplácito de todos... Esses diplomas, sim, esses e outros deveriam preocupar o espírito do cidadão esclarecido...

domingo, março 18, 2007

Os camelos e a auto-censura

Tendo tido numa destas noites um pesadelo, no qual o Zé Camelo tinha conseguido que passasse para todos os ministérios a lei da rolha dos militares, determinando que os funcionários públicos que escrevessem em blogues a atacar o governo, mesmo sob pseudónimo, seriam alvo de processo e antes do resultado do mesmo, preventivamente suspensos por 90 dias, achei prudente mudar os nomes de alguns personagens que têm sido alvo de posts. O Vale-te Demos percebe-se quem seja. E o Zé Camelo quem será? É elemento muito mais perigoso. Ele há muitos parecidos, por isso, cada qual deles saberá se deve enfiar a carapuça. Já aqui apareceu em posts anteriores e não, não era o Trocas-te , esse tem um currículo que não faz esperar nem melhor nem pior, não, não, o Zé Camelo vem do anti-fascista PCP depois passou-se para o PS, tem obviamente simpatia por regimes policiais e é muito bom a castigar as formiguinhas. E está muito bem colocado para as esmagar, está no sítio certo para o fazer. E mais não digo que ele já deve ter o ficheiro de todos os IPs suspeitos... Heil ! KGB ao poder! (sorry, não sei dizer heil em russo)
Moral da história: um bom estalinista, defenda ele a "renovação" ou não, esteja ele em que partido estiver, será sempre um bom estalinista .

Nota-A prática de suspensão preventiva de elemento opositor, antes mesmo de culpa formada em processo disciplinar (seguida de não renovação de contrato) foi já usada no politécnico mais famoso do país, conhecido pelas excelentes práticas internas "democráticas" : não, não foi por escrever em blogues, que é gravíssimo, foi por muito menos. O lucifer que lá manda tem (ou faz constar que tem) um percurso muito semelhante ao do Zé Camelo, mas não a mesma projecção e nem por sombras o mesmo prestígio. Por isso será designado de lucifer-fósforo, de ora em diante, já que Lucifer tem posto elevado na literatura, lucifer-fósforo tem a dimensão disso mesmo, de um fósforo, mas como sabemos um só fósforo pode fazer muitíssimo mal.

Nota ao censor: Senhor censor, inteligente como calculo que seja, à semelhança de todos quantos alguma vez foram incumbidos de censurar ou vigiar a produção alheia, calculo que nesta altura já deve ter forte desconfiança de que o autor é funcionário público.... mas será que é mesmo?

sábado, março 17, 2007

Limpidez e consistência das "reformas" de que o país precisa

A limpidez, consistência e estruturação sólida das reformas que propõe este governo nunca deixará de me espantar. Os grupos de estudo disto e daquilo vão debitando resultados, ora aqui, na educação, ora ali na saúde, os media ficam felizes porque têm assunto, a consistência de tudo aquilo escapa a qualquer ser pensante mesmo dotado de inteligência rara (acho até, e como exemplo, que nem o ministro da saúde, de cuja craveira não duvido, perceberá muito bem para onde exactamente está a conduzir o sector que dirige), ora acolá no ensino superior (que não é educação como todos sabemos, é ciência e tecnologia, sendo em abono da verdade o único ministério que parece pensar antes de anunciar) , ora acoli na defesa, ora (Deus nos ajude) na administração interna. Alguém terá uma ideia no governo de como todas estas medidas e anúncios de medidas se articulam?
Mas para quê articular tudo - dir-me-ão - o que é preciso é dar ideia de que se estão a fazer reformas profundas, se é para pior, isso numa primeira fase ficam só a saber as vítimas directas que em vão estrebucham face à fórmula de propaganda que, embora proveniente do mais primário senso comum, é o emblema deste governo, e que vem sendo insistentemente martelada nos media pelos excelentes fazedores de opinião: "é natural que haja resistência à mudança".
De facto, e peço desculpa por insistir nos fascismos, mas também Hitler encontrou fortes opositores às profundas "reformas" que fez, e os autorizados fabricadores de opinião de então também disseram que as medidas a tomar eram imprescindíveis para a sobrevivência e o desenvolvimento da nação! Estes senhores que temos no governo não falam em pátria nem em nação e acham que ficam dessa forma asseguradas a natureza democrática e a justeza das decisões que implementam sem qualquer hesitação, mesmo quando verificam que os seus opositores argumentam com base em conhecimento do sector que alguns dos implementadores nunca tiveram nem alguma vez terão. Os nossos governantes não falam em pátria nem em nação , dizem Portugal e país, mas misturam já liberdade com lealdade –esta da lealdade foram-na desenterrar aos arquivos do 24 de Abril para a aplicarem aos funcionários públicos e calá-los de vez.

A propósito deste calar a voz, é acabrunhante o que se passa no sector da educação não superior, em que simplesmente se cortou a palavra aos profissionais do terreno, calando sindicatos a respeito de política educativa, como vimos há uns meses acontecer no prós e contras. Não considero que os sindicatos representem muito bem a classe mas não especialmente em política educativa. O problema é que os profs não têm outros representantes enquanto profissionais. Se os sindicatos são ouvidos em direitos laborais , têm que ser ouvidos em política educativa. Não me parece que haja algum sindicato que não tenha também uma ideia de política educativa. Sabemos que essa ideia não reflecte de forma rigorosa o que pensa a classe, sobretudo nas suas diversas sensibilidades, conhecendo-se a pouca independência face aos partidos, no entanto, considero que quanto mais peso tiverem na definição da política educativa mais os sócios exigirão essa independência. Por que razão a ministra e os media com ela, retiraram a palavra aos sindicatos dos professores quando se discutia precisamente o conteúdo funcional da sua carreira? Consideram-se os profs como meros e broncos executores . Agora dá-se a "VOZ" aos conselhos executivos, como disse a ministra, a pensar numa espécie de conselho de reitorzinhos - e lá vão eles e elas todos contentes ao cabeleireiro para a reunião com a ministra, para tentarem o prémio das boas práticas. O resto da classe, fica no terreno, esperando as ordens que se seguem, obedientemente apinhada nas capoeiras, onde , segundo consta, desde o anúncio do concurso para peru titular, tem aumentado o número de ocorrências de biqueiradas entre virtuais concorrentes...

sexta-feira, março 16, 2007

31 da Bojarda ou 31 da Legião?

Pois, pois, fazer queixinhas é feio, pois claro, percebo-te... Raio de regime em que as pessoas se podem defender, dantes é que era bom, não é, ó 31? Os queixinhas não tinham a quem se queixar, e o regimezinho tinha uns informadores solícitos que mantinham devidamente informados os senhores do poder absoluto, esses não faziam queixinhas , claro, eles cumpriam o seu dever patriótico. Assim, sim, sabia-se de antemão quem se preparava para fazer queixinha em jornais clandestinos sobre os abusos do regime .Algumas vezes mesmo esses queixinhas atreviam-se a fazer queixinha nas instâncias internacionais a respeito do que se passava no país, gente muito pouco patriota, traidores, portanto. Era um regime muito ao gosto do 31 da bojarda, mas já acabou e então existe separação de poderes (até ver) e então as pessoas que são vítimas de abusos podem queixar-se a umas instâncias que são independentes dos senhores do regime (até ver) e que se chamam Tribunais e que até são órgãos de soberania e que (até ver) não dependem do Presidente do Conselho de ministros e que castigam quem abusou (até ver) e dão oportunidade à entidade acusada de provar que não abusou. O 31 da bojarda deveria achar muito bem o que o MAI está a fazer, pois isto das informações, no tal regime mui saudoso para o 31 da bojarda, era devidamente centralizado na Presidência do Conselho. Também os humoristas eram devidamente controlados pelos lápis dos mui diligentes observadores do "pluribus unum" de então . HEIL! ó 31 da bojarda!
Já me ía esquecendo, ele há outra coisinha que é diferente no regime actual, é que a lei geral, que é feita pela AR e não pelo Presidente do Conselho (até ver), assembleia que é eleita por voto universal (até ver), a lei, dizia eu, está acima das instituições militares e de todas as instituições tenham elas autonomia ou não("granda invenção" esta da autonomia) . Essas instituições têm que se submeter à lei geral democrática (até ver, claro está).
Para saber o hino do 31 consultar wikipédia
Ah, e afinal o post do bullying se calhar era só uma metáfora para a blogoesfera, talvez, mas então não percebo o que é fazer queixinhas na blogoesfera, será escrever em blogues? Mas escrever em blogues será, seguindo a analogia, "poder atirar baldes de areia com balde e tudo à cabeça do outro".
Pois pois, acho é que há no país muita confusão, nem sempre inocente, diga-se de passagem, a respeito do papel imprescindível da denúncia na reposição da justiça!O tempo de comer e calar já passou (até ver)!