domingo, abril 13, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Educação em debate
Quando for grande eu quero ser um vencedor.... e vestir uma camisa rosa e usar uma gravata rosa choque e dizer a todos como tudo deveria ser organizado.
Quando for grande eu quero ser um vencedor e dizer a um qualquer agricultor perdedor que me não quisesse apertar a mão que fosse dar uma curva e chamar-lhe imbecil.
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quarta-feira, agosto 08, 2007
Parecer do provedor: a classe na governação
-Parecer da provedoria? Não recebemos! Só lemos nos jornais.
Donde se conclui que os CTT são os culpados. De resto, cartas enviadas por professores que anteciparam o não provimento (fazendo contas) claro que os CTT as não entregaram. E não há uns recibos de registo, uns avisos de recepção? Esta desculpa pega, agora vai ser assim? Extravio de correspondência de um cidadão ainda vá que não vá, agora entre instituições do Estado? Entre a instituição de moderação e fiscalização por excelência chamada Provedoria de Justiça e um ministério? E se isto agora pega?
Solidariedade não se nota muita nos locais de trabalho agora muito esvaziados. Os veraneantes terão alguns acessos de insónia mas fora isso, nada mais, e em Setembro lá estarão todos obedientemente graxando os novos titulares e destilando raivas em cima dos putos... agora é que vão começar os problemas mais sérios dentro das salinhas...
ONDE ESTÁ A SOLIDARIEDADE? Nas antecipações de compras por via da previsão do descongelamento e da expectativa de finalmente abocanharem o vencimento correspondente ao índice do tão desejado 10º escalão... é aí que está a solidariedade....
Greves? Fizeram greve um dia e no outro estavam a substituir professores grevistas. É isto a classe e a "governante" está bem para os governados... digo eu.
Náusea e desgosto por um governo que assim faz, desprezando princípios elementares de justiça, discriminando à descarada rindo-se alvarmente dos direitos humanos e da lei constitutiva do Estado de direito e mostrando o traseiro à regras da União Europeia... é esta a classe de gente que nos governa!!!
Náusea! Nojo imenso!
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1:19 p.m.
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quinta-feira, maio 24, 2007
Cultura de excelência actual na educação ou as virtudes da tentativa-erro
E estas tentativas na "reforma" da educação, se correrem mal, como se corrigem? Este concurso a comendador, se se vier a verificar que foi uma coisa má que deu ao ME, como se corrige ? Tiram-se as comendas aos comendadores depois de provarem o sabor do sangue? Temo que seja a desintegração irreversível de carreiras e de ambiente de trabalho saudável e cooperativo.
É assim, quando se trabalha por tentativa-erro.
É assim quando a miopia dos responsáveis tem consequências irreversíveis a médio e longo prazo!!!!!!
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11:05 p.m.
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domingo, maio 20, 2007
Não dito na educação V
Por que razão a "autonomia" do ensino superior é um dogma inatacável? Tema interessante de investigação.
Por que razão não se reconhece de vez que a "autonomia" é a mãe do aparecimento de "caciques" e de "coronéis"?
Por que motivo obscuro se não fala claro? A "gestão democrática" das escolas já não existe em quase todo o sistema público. Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se chama gestão democrática ao sistema que de democrático só tem o voto inicial e nada mais?
Que interesses DE FACTO se estão a defender quando se pretende estender a autonomia às escolas básicas e secundárias ?
Por que motivo se defende a autonomia quando é ela a fonte do aparecimento do que de PIOR há no ser humano?
Tema a reflectir enquanto é tempo, se estivermos ainda em condições de evitar a disseminação de pequenos micro-cosmos concentracionários-clientelistas-fascizantes por tudo quanto é escola neste país.
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11:28 a.m.
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terça-feira, maio 08, 2007
Não dito na educação II
Temos mais um não dito na educação, o concurso para professores comendadores demora, e então há quem, muito diligentemente, ache que a escolinha deve resolver o problema ao ministério. Se não houver titulares empossados em Julho, escolhem-se para coordenadores os que se calcula que cheguem a titulares.
Uma classe genial de galináceos, se considerarmos que o cérebro dos galináceos não é muito grande e o respectivo mundo se resume a resolver questões muito práticas, pragmáticas, como gostam de dizer. E eu a pensar que o concurso não saía porque o Vale-te Demos estava para ser demitido. Se esta ideia peregrina e repugnante for geral, então não resta esperança nenhuma com uma classe assim; acho até que há por aí mais aves, mais perus e mais peruas do que se pensa a ansiarem pelo dia da tomada de posse dos poleiros disponíveis (a 1/3) a criar na capoeira.
quarta-feira, maio 02, 2007
Eficiência técnica das escolas secundárias
Estudo de Manuel Coutinho Pereira e Sara Moreira, sobre a "eficiência" das escolinhas secundárias.
Função de produção: notas de exames nacionais. Ficamos a saber o que produzimos, aliás já desconfiávamos, quando apareceram os primeiros rankings. Conclusão do estudo: privatizem-se, apliquem-se "as práticas da gestão privada" às escolinhas todas, despachem-se os professores a mais (em relação à OCDE), invista-se parte da poupança assim obtida em equipamentos. Lá pelo meio, parece que a idade dos profs não é irrelevante...mas há o factor ambiente e então um efeito absorve o outro... e não se sabe qual deles é o determinante. Isso do ambiente também medido de forma discutível, os próprios autores reconhecem. E isso de controlarem para o ambiente e o efeito desaparecer acontece-lhes com outras variáveis. Pois, pois, ocorrem estas coisinhas sobretudo quando se pretende medir o incomensurável.....
E eu que ia ao boletim do Banco de Portugal procurar o tal parecer ou relatório em que se insiste na nota "tem que se baixar salários e flexibilizar o mercado de trabalho e bla, bla, bla..." entretanto encontrei este artigo interessantíssimo e resolvi ler. Acho até que deveria ser distribuído nas reuniões de encarregados de educação (dada a sua competência para avaliar professores, poderão compreender o estudo sem qualquer dificuldade) para garantir uma verdadeira discussão pública antes de se liquidar de vez a escola pública...
Entretanto sabem que mais? Desisti de procurar a prosa do Constâncio...
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9:08 p.m.
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sábado, abril 28, 2007
ISCTE, PREC, equivalências, ministra e Huxley
E querem ver que fui colega da ministra...não me lembro nada dela, mas que andámos pelo ISCTE ao mesmo tempo, no mesmo curso, lá isso andámos, será que ia às aulas? Seria apagadinha talvez, ou então, muito dedicada à causa anarco-sindicalista não teria vagar para ir às aulas. Eu andava pelo MES mas ia às aulinhas. Enfim, nã ma lembra... Note-se que é a primeira vez que ela fala dessa época e a propósito de Sócrates. A ministra parece ter sofrido experiência semelhante à minha, interrompeu e quando voltou, népias, toca a fazer muitas cadeirinhas para acabar Sociologia . Eu também interrompi e quando voltei fui para o ISEG fazer muitas cadeirinhas e acabar Economia. Foi o PREC, pois foi, apanhei-o no meu 3º ano e lixou-me um semestre e o 4º ano. Lixou-me, quer dizer, fiz muitas cadeiras, algumas com nota de "apto", outras integradas, uma alegria. Uma cadeira chamava-se Investigação sobre controle operário sobre a produção.Claro que não equivaleu a nada no ISEG nos anos 80...Então o castigo de interromper o curso foi (e ainda bem que assim foi): toca a fazer todas as cadeirinhas do 4º e do 5º anos do ISEG e mais duas do 3º...já contei isto, estou a ficar senil, ou é um trauma e reviver traumas ajuda na cura. Isto faz-me lembrar Huxley, penso que começa assim, com o reviver de um trauma como terapia, aliás O Admirável Mundo Novo tem-me ressurgido recorrentemente na memória a propósito do Estatuto da Carreira Docente, com os Alfa, os Beta e os semi-abortos... um livro a reler.
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6:24 p.m.
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terça-feira, abril 24, 2007
Logística em Portugal e violência nas escolas
Todos os dias há um despiste de pesados. Hoje o IP2 encerrado (desde ontem aliás). Passagens aéreas onde também se pode ser atropelado...
Isto é giro, a lembrar -a deslocalização da OPEL Azambuja não para a Rep. Checa mas para ESPANHA, entre outras razões pelo facto de em Portugal a logística funcionar de forma demasiado perfeita e célere...
Melhor que isto é ainda a conclusão do grupo de trabalho da AR sobre violência na escola: os culpados estão definidos, adivinhem quem é o principal culpado??, quem é?
Adivinhou!!!!!!!!!!!!
Os professores, claro!!
Não estão preparados para a violência escolar, dizem os doutos deputados... não sabem seduzir os meninos violentos com palavrinhas meigas, não sabem dar a volta aos coitados dos agressores desprotegidos....
Ai pois não estão preparados, não, que eles não abraçaram a profissão policial ou militar na qual a arma é a estrela principal!
Será também uma questão de logística?
Primeiro a ministra , agora os deputados? Não estão já fartos de insultar ou de ouvir insultar os profs???
Eventuais leitores atentos: não, não há contradição com os posts sobre a Virginia, não não acho que os professores devam andar armados, o que acho e continuo a achar que a escola NÃO É NEM PODE SER TOTALMENTE INCLUSIVA, sob pena de andarmos a excluir as pessoas erradas!!!!!!!!!!!!!!!!
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9:10 a.m.
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domingo, abril 15, 2007
Estatuto do aluno-agora é que é...
Se falássemos claro, teríamos que dizer muitas coisas que nunca são ditas (à boa maneira católica portuguesa). Teríamos que admitir que os profs não estão para se maçar com participações, às vezes recobrindo isso com discursos pedagógicos mais ou menos coerentes. Por outro lado e sobretudo, admitir por escrito que se pôs um aluno fora da aula, que ele respondeu mal, é admitir que se falhou, na cabeça de muitos docentes, que querem ter a imagem de excelentes. Ter que ir a conselho disciplinar, onde os outros coleguinhas lhe farão a recepção do costume com as proposições simpáticas-"eu não tenho problemas", "comigo eles portam-se bem" e outras fórmulas semelhantes - representando uma dose de sacanice só igualável pela falsidade da informação e deixando o colega humilhado, com vontade de abandonar tudo, sentindo-se ele o acusado e não a vítima. Não que eu goste desta ideia de ser-se vítima, o professor não é vítima, é agente com autoridade, embora as circunstâncioas sociais e políticas não lhe permitam aplicá-la.
Enfim, isto para dizer que, na minha opinião, o aluno tem sempre que ter uma hipótese de defesa, por isso os prazos e as audições têm sempre que acontecer. O que está mal é o adiamento sucessivo do conselho disciplinar e a tibieza das medidas tomadas, ficando-se o crianço a rir com o feriado ou o serviço cívico que até é giro, para variar. Enfim -perder o ano não, nunca na vida, é mau para o abandono escolar- muitos acham isto, entretanto os alunos sabem disso e tomam conta da situação, do ensino obrigatório e dos CEFs. Uma alegria e viva a revolução cultural! Só falta os putos estabelecerem comités para a reeducação dos profs que se portam mal e os castigam por coisas pequenas como passarem papelinhos ou sms na aula...
Em suma, o mal não está no presente estatuto do aluno, a meu ver, está na tibieza, no mais ou menos, na falta de escolha clara por parte de quem dirige o ministério e as escolas, na falta de hierarquização de objectivos, na falta de uma política educativa consequente... E há muitos mais não ditos que são outros tantos obstáculos à resolução, no terreno, dos problemas de disciplina e não só...
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2:11 p.m.
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sábado, abril 14, 2007
"Rigor" nas habilitações para a docência ou o "Rigor mortis" da educação
E a equipa do ministério da educação continua, sem qualquer remodelação -por exemplo, se saísse Valter Lemos já seria bom, ganhava (potencialmente) a ministra em credibilidade e ganhava de certeza a qualidade e a transparência de processos no ensino não secundário.
E agora estão ai as novas habilitações para a docência- licenciaturas em ensinar, mestrados em ensinar - os créditos garantem pouco, estou preocupada, a sério, vão chegar ao ensino secundário "mestres" em ensino, com umas cadeirinhas feitas daquilo que vão ensinar. Enfim, a monodocência até ao 2º ciclo já era preocupante, agora termos professores no secundário a ensinar matemática a quem se exige uns 120 créditos em ...ensino da matemática, já é mesmo muito preocupante. Mas vale a pena ler o interminável preâmbulo, sendo o artigo 10º um primor: nele se manda às instituições de ensino superior que garantam como requisito prévio de acesso ao grau de mestre em ensino, o domínio da língua portuguesa...hihi, quer dizer, no acesso aos outros mestrados , deixem lá os meninos atropelarem a gramática e fazerem textos trogloditas, já que chegaram a "licenciados", who cares, mas para o ensino, não não, senhores professores do superior, não sejam marotos, façam o favor de verificar (se souberem como, claro) se a rapaziada "licenciada" fala protoguês ou Português antes de entrarem no curso de "mestrado" em ensino!
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12:45 p.m.
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quinta-feira, abril 05, 2007
Coisas da língua portuguesa
Diz-se "um advogado de sucesso", "um bem sucedido empresário", um "homem de negócios com sucesso", "um médico bem sucedido" e todos entendem o significado dessas expressões.
Já as expressões "um professor de sucesso", "um professor bem sucedido" representarão um problema quanto a possíveis significados. Eu diria até que essas expressões contêm uma contradição interna insanável, sobretudo quando aplicadas aos professores do ensino básico e secundário.
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10:01 a.m.
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terça-feira, março 27, 2007
Maria de Lurdes: passeio no passeio da avenida
Um ano relativamente tranquilo para o Ministério da Educação. Dois dias ou três de uma greve inconsequente no 1º período e nem uma no segundo. Parece estar tudo a favor, sindicatos, ministra, secretários de Estado, eles entendem-se todos muito bem. Há mais uma greve marcada para Maio, com a função pública, de um dia, para picar o ponto, já que um sindicato deve fazer pelo menos 1 dia de greve por ano, quanto mais não seja para isso mesmo, mostrar que é sindicato e não governo, evitar a confusão que pode surgir dada a grande promiscuidade entre os dois. A classe, por outro lado, até lhe convém, um diazinho para marcar posição e nem se nota muito no fim do mês.
Uma classe com brio teria encetado uma greve contínua até o ME recuar no seu repugnante estatuto da carreira, no ignóbil concurso a comendadores, no concurso de professores que parece não ser, também, pacífico.
Algumas escaramuças aqui e ali, mas na generalidade, um passeio no passeio da avenida por onde se passeia o presidente do conselho, José Sócrates Sousa.
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8:30 a.m.
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terça-feira, março 20, 2007
A imaginação no poder: fotocópias...porque não ervas?
"Ai que a perua agora descobriu que os profs têm horror ao vazio do desemprego e aí vai disto, toca de ter mais ideias. A perua descobriu como ir buscar complemento de orçamento para as escolinhas.Ai que qualquer dia estamos a vender fotocópias à comunidade nas horas de escola. Ele até que é capaz de ser divertido, mas oops... e se tenho que vender suficientes para cobrir o meu salário? ai ai... bem, em certas regiões é mesmo melhor pensar em vender outras coisas, umas alfaias agrícolas, por exemplo, peixe, nas localidades ribeirinhas. Nas zonas mais urbanas seria melhor uma estratégia comercial mais agressiva, os produtos teriam que ser facas, armas de fogo e porque não umas ervinhas (para chá, claro.....) apesar da concorrência até que se vendiam bem"-pensa ele, prof com 25 anos de carreira,enquanto arranca nervosamente alguns dos poucos cabelos que ainda tem...
Este professor está às portas de uma psicose. Claro que nunca a ministra da educação teve ou terá uma ideia assim, transformar as escolinhas em feiras, depois de todo o trabalho que teve para que elas exteriormente tivessem o ar arrumadinho que agora têm , tudo na aulinha, a feirinha dentro das salinhas, está bem, com agressões e tudo, mas nada de feiras no pátio...
Oh oh, mas até que pode, fazendo as vendinhas dentro de portas, a comunidade alegremente entrando e exigindo serviço a tempo e horas, os professores a quererem fotocópias para testes e a tentarem passar à frente... "Prá fila como toda a gente!"-dirá a comunidade.... Pois, até que é possível, sim, fará bem aos profs , amocharem uma vez mais para saberem que só existem para servir a comunidade..., sim é possível esta ideia passar pelo cérebro da ministra...
Querem ver que aquele prof não está a alucinar e é mesmo capaz de ter razão?
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7:36 a.m.
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sábado, março 17, 2007
Limpidez e consistência das "reformas" de que o país precisa
A limpidez, consistência e estruturação sólida das reformas que propõe este governo nunca deixará de me espantar. Os grupos de estudo disto e daquilo vão debitando resultados, ora aqui, na educação, ora ali na saúde, os media ficam felizes porque têm assunto, a consistência de tudo aquilo escapa a qualquer ser pensante mesmo dotado de inteligência rara (acho até, e como exemplo, que nem o ministro da saúde, de cuja craveira não duvido, perceberá muito bem para onde exactamente está a conduzir o sector que dirige), ora acolá no ensino superior (que não é educação como todos sabemos, é ciência e tecnologia, sendo em abono da verdade o único ministério que parece pensar antes de anunciar) , ora acoli na defesa, ora (Deus nos ajude) na administração interna. Alguém terá uma ideia no governo de como todas estas medidas e anúncios de medidas se articulam?
Mas para quê articular tudo - dir-me-ão - o que é preciso é dar ideia de que se estão a fazer reformas profundas, se é para pior, isso numa primeira fase ficam só a saber as vítimas directas que em vão estrebucham face à fórmula de propaganda que, embora proveniente do mais primário senso comum, é o emblema deste governo, e que vem sendo insistentemente martelada nos media pelos excelentes fazedores de opinião: "é natural que haja resistência à mudança".
De facto, e peço desculpa por insistir nos fascismos, mas também Hitler encontrou fortes opositores às profundas "reformas" que fez, e os autorizados fabricadores de opinião de então também disseram que as medidas a tomar eram imprescindíveis para a sobrevivência e o desenvolvimento da nação! Estes senhores que temos no governo não falam em pátria nem em nação e acham que ficam dessa forma asseguradas a natureza democrática e a justeza das decisões que implementam sem qualquer hesitação, mesmo quando verificam que os seus opositores argumentam com base em conhecimento do sector que alguns dos implementadores nunca tiveram nem alguma vez terão. Os nossos governantes não falam em pátria nem em nação , dizem Portugal e país, mas misturam já liberdade com lealdade –esta da lealdade foram-na desenterrar aos arquivos do 24 de Abril para a aplicarem aos funcionários públicos e calá-los de vez.
A propósito deste calar a voz, é acabrunhante o que se passa no sector da educação não superior, em que simplesmente se cortou a palavra aos profissionais do terreno, calando sindicatos a respeito de política educativa, como vimos há uns meses acontecer no prós e contras. Não considero que os sindicatos representem muito bem a classe mas não especialmente em política educativa. O problema é que os profs não têm outros representantes enquanto profissionais. Se os sindicatos são ouvidos em direitos laborais , têm que ser ouvidos em política educativa. Não me parece que haja algum sindicato que não tenha também uma ideia de política educativa. Sabemos que essa ideia não reflecte de forma rigorosa o que pensa a classe, sobretudo nas suas diversas sensibilidades, conhecendo-se a pouca independência face aos partidos, no entanto, considero que quanto mais peso tiverem na definição da política educativa mais os sócios exigirão essa independência. Por que razão a ministra e os media com ela, retiraram a palavra aos sindicatos dos professores quando se discutia precisamente o conteúdo funcional da sua carreira? Consideram-se os profs como meros e broncos executores . Agora dá-se a "VOZ" aos conselhos executivos, como disse a ministra, a pensar numa espécie de conselho de reitorzinhos - e lá vão eles e elas todos contentes ao cabeleireiro para a reunião com a ministra, para tentarem o prémio das boas práticas. O resto da classe, fica no terreno, esperando as ordens que se seguem, obedientemente apinhada nas capoeiras, onde , segundo consta, desde o anúncio do concurso para peru titular, tem aumentado o número de ocorrências de biqueiradas entre virtuais concorrentes...
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10:53 a.m.
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quinta-feira, março 15, 2007
Concurso a peru titular
- Não perdes pela demora, vou já tirar uma pós-graduação em administração escolar, e pró ano candidato-me eu!
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12:14 p.m.
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Concurso a perua titular
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11:56 a.m.
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quarta-feira, março 14, 2007
Desafio aos realizadores de filmes
Títulos de filmes:
"O assalto ao ministério da educação" (claro que nos referimos à tomada de posições de decisão pelos senhores "istos" que hoje ditam "postas de pescada").
"O assalto aos politécnicos " (claro que me me refiro à tomada dos lugarzinhos de poder pelos senhores "coisos", grande parte deles do PS, se não todos, que hoje reinam no mais perfeito clientelismo e nepotismo*. O filme deve incluir cenas sobre a forma como um deles foi catapultado para o governo para dar cabo do que resta de qualidade no sistema educativo não superior.)
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Pois, meus senhores, autofinanciem-se e metam nos politécnicos a mediocridade que vos apetecer, o mercado acabará por vos aplicar o correctivo. Acho que começo a gostar imenso da ideia do autofinanciamento no ensino superior. De facto, autonomia sem autofinanciamento, dá nisto que se passa em Leiria, por exemplo, na mascarada da democracia, no regime interno de terror e repressão dos que se atrevem a ter diferente opinião, na depressão da qualidade em favor da fidelidade canina, sem ofensa para os cães, na concentração de esforços na imagem e no marketing, já que há dinheiro dos impostos para gastar à vontade, dinheiro a desbaratar sem qualquer pudor para ir cair nos bolsos das empresas de publicidade dos amigos !!!!!!!
*Nota: admito, claro que não são todos mas muitos, demais...
Disclaimer
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.
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segunda-feira, março 05, 2007
O Demos e o Estado de direito: -estado de quê?
Mascaradas de concursos para colocar amigos? Que tem isso? -dirá ele-sempre se fez e faz, para isso é a autonomia...afirmará ele ainda, eu cá trabalhei tão bem que cheguei a secretário de Estado, não me dei muito mal... tão a ver? Estado de direito? Que é isso ? Estado sei o que é. Direito deve ser de eu mandar, com todo o mérito está bem de ver, por provas dadas lá na minha quintinha de Castelo Branco, melhor que eu nesta festa dos concursos públicos para dar aos amigalhaços só o outro de Leiria e, claro está, o Jardim, mas nenhum chegou ao governo da República, como eu. Profs descontentes? Os profs não percebem nada disto, se soubessem o que custa mandar só queriam obedecer...oops, alguém já disse isto mas nã ma lembra quem... bom, não interessa, já deve ter morrido há muito tempo, o dito já deve ser domínio público, já não terei de dar a referência bibliográfica... mas até que soa bem!
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sábado, março 03, 2007
Se Rómulo de Carvalho concorresse a titular
O ME, ao lançar à discussão este aborto jurídico chamado concurso para professor titular conta com a divisão entre os professores. Claro que quem viu algumas licenciaturas a sair das ESEs e das abertas não gostou muito...Claro que quem não esteve a matar a cabeça com os graus de mestre e doutor acha bem que nada pesem... Mas ele há mestrados e mestrados e cada vez mais o doutoramento tem muitíssimo que se lhe diga, é ler algumas teses...
No entanto, neste concurso,o que é sobrevalorizado é o papel de manga de alpaca e de ter estado recentemente a mandar nos outros, isso sim. Note-se que 4 anos de presidente do executivo dá 36 pontos (desde que seja no período de 1999 a 2006), enquanto o doutoramento (que representava, no passado, 5 a 6 anos de trabalho, feito em muitos casos sem reduções de serviço) é valorizado com 30 pontos apenas.
O que é quase certo é que Rómulo de Carvalho (se, por hipótese, tivesse havido um concursinho assim no tempo dele) muito provavelmente não seria colocado em vaga de titular se, por exemplo e por acaso, nos 6 anos anteriores ao concurso não tivesse estado a orientar estágios, coisa que fez durante muitos anos, como sabemos!




