segunda-feira, janeiro 07, 2008

Raspadinha

Renovada a mensagem.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Balanço positivo ...

-Ai foi tão positivo, correu tudo tão bem, estava tudo tão bonito, somos os máiores!
-Ai que somos tão bons que conseguimos assinar o tratado, já prévia e devidamente negociado por Merkel, mas isso agora não interessa nada, o que conta é a assinatura. Fomos nós, os Grandes, sob a batuta do Grandessíssimo *. O Grande... é assim mesmo, não precisa de mais nada, tal como Pedro , o Grande...e mais ainda, portanto, Grandessíssimo.
-Até agora, tudo a correr sobre rodas, só a Irlanda vota, mas essa vai dizer que sim, pá, encharcamo-la em euros se for preciso, pá e está tudo no papo, pá. Quanto ao poveco, só nós, os bons, os inteligentes, os maiores é que sabemos o que lhe convém. O povo, como sabemos, é um pouco bruto e não qualificado mas nós, os maiores, vamos qualificá-lo até às eleições, vão ver... mas para isto do tratado continuarão burros... . Portanto, o referendo é pura perda de tempo, como bem diz o Grande industrial, tão grande que até sabe perdoar a nossa sabotagem da sua negociata, ele sabe ver quem são, de facto, os verdadeiros amigos dos empresários.

*ou grandíssimo? já não sei fazer este superlativo

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Blogoesfera esclarecida

Claro que o post de 08/12/07 sobre a blogoesfera apenas recobria a realidade dos blogs políticos (individuais ou colectivos) não ligados a jornais de imprensa em papel que indicam as fontes. Já se tinha entendido mas prefiro deixar aqui o esclarecimento.

Subentendidos entre membros das cliques ou "eles vivem"


"Eles", as máfias-bases dos caciques têm um forma tácita de se entenderem todos e cooperarem todos na operação limpeza: isolar as pessoas que tenham princípios éticos ou qualidade acima da média, tirar-lhes a voz chamando-as de "radicais", "sonhadores", "críticos de bancada" (isto depois da clique ter ficado com a bola e de as ter impedido de jogar , excluindo-as até da equipa de suplentes), "perturbadores do trabalho", "trouble makers", "maus-feitios" e outros mimos parecidos. "Eles" entendem-se tão bem a verem-se livres de quem lhes possa vir a fazer sombra, de quem lhes causa ou possa vir a causar alguma obstrução aos seus projectos medíocres, ridículos, mesquinhos , provincianos...sejam eles "congressos" designados de "científicos" organizados por referees que são "eles" próprios sob o guarda-chuva de um big shot qualquer doutro país que conseguiram levar à certa (ou que gosta de vir ao sol de Portugal de vez em quando).... "mostras" disto e daquilo, feiras disto e daquilo... artiguinhos que mandam para revistinhas com referees cozinhados da forma acima indicada... E é com este tipo de "provas dadas" que faz carreira chegando depressa ao topo o professor medíocre apaniguado pelo poder no ensino superior politécnico... Por que razão não fará carreira também o professorito do secundário com a organização de eventos e artiguinhos avulsos quejandos, não mais fracos de conteúdo do que muitos dos acima indicados... quem irá avaliar isso?
O mundo é "deles" e "eles vivem"... e "eles" ganham.
Quem ainda seja pessoa, coloque os óculos e reconhecê-los-á... é que eles sabem bem quem é quem, andam alerta e não precisam de óculos.
Resista se ainda tiver forças...


Nota: para quem já se não recorde do filme de Carpenter aqui está um possível link

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Gestão do capital humano

Num país onde caciques vários (com o poder de pôr e dispor pessoas em cargos e funções) se multiplicam em todas as instituições públicas em que a "autonomia" para seleccionar e promover o pessoal se casou com o regime eleitoral , o capital humano instalado vai lentamente sofrendo transformações que se podem resumir da seguinte forma: por todo o lado, deitou-se fora o menino e ficou-se com a água do banho de muitos dias, cocktail de bactérias e limos. É um processo lento, rastejante, viscoso...infelizmente, com reflexos em todo o lado.
Nesse mesmo país há outros sistemas sem autonomia, mas desde que chegaram ao poder os iluminati apareceram soluções maravilha: inventaram-se "títulos" e implementou-se o "concurso" para seleccionar os "titulares" e obter o mesmo resultado acima referido no tempo record de 1 ano.
De facto, a náusea provoca a debandada de um certo tipo de pessoas : precisamente aquelas que o "iluminado"pretendia eliminar como "obstáculo ao desenvolvimento"...
Devia haver prémios para os inventores de procedimentos inovadores na eficácia e rapidez de processos....

Papel principal



Hoje o papel principal é meu e só meu!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Porreiro porque eu quero! Pá!


Lá dentro: -Não querem lá ver, até aqui me vêem perturbar, esta escumalha de esquerdalhos que nem me deixa pensar e lá me vou esquecer da história da cimeira, melhor dizendo... da história que lhes vou contar na cimeira, ou melhor ainda... daquilo que vou dizer na cimeira que vai para a História... já tou todo baralhado! Mas já vão ver quem é que manda!









Aos jornalistas, cá fora: Foi porreiro pá, muito vivo o debate!

sábado, dezembro 08, 2007

Blogoesfera

O que o brilhante César das Neves disse por aí sobre a blogoesfera será porventura uma reacção tardia aos comentários nem sempre elogiosos que sobre ele se fez e faz pela dita blogoesfera? Não se compreende outra coisa, a blogoesfera já existe há muito e só agora se referiu a ela? Não terá outro assunto? Enfim, lembrei-me disto hoje, talvez por falta de assunto também. Mas aos insultos já estou habituadíssima, sobretudo quando comento outros blogs, e como assino no feminino, muitos cavalheiros lusitanos mostram aquilo que são e muitos, infelizmente são uns javardos. Burros como tudo, incapazes de uma boa argumentação, passam ao insulto à segunda linha de argumento, a mostrar que se esgotaram na primeira. Problema? Não vejo problema, é apenas chato, receber insulto , eu que raramente viso alguém em particular, sobretudo nunca o faço na casa alheia, apenas elaboro comentários com sarcasmo que só ofendem quem enfia o barrete.. mas os insultos à minha "pessoa" resvalam na couraça do pseudónimo (nalguns casos escrevo as minhas iniciais) nunca lhes respondo pois todos sabemos a justeza da sabedoria oriental quando afirma que os insultos ficam com quem os profere. Problema não há nenhum, às vezes farto-me de rir pois só a netcabo sabe se sou homem ou mulher, qual a minha morada e profissão... e mesmo assim pode não ser o detentor da conta o autor dos ditos..... enfim, é isto a blogoesfera e não mais do que isto, uma espécie de matrix onde se troca informação, melhor dizendo, onde se trocam certos "dados" acerca do que julgamos serem factos e se atiram outros pelo ar (dados e factos) ...As figuras ditas "públicas" terão mais problemas a resolver, sobretudo se não escreverem sob pseudónimo, deverão ter algum cuidado com o que dizem e os insultos às suas pessoas terão que ser respondidos pois, diz o povo, "quem não se sente..."
Tudo isto é giro, a anedota do rato em experiência de estudo do reflexo condicionado vem-me à ideia... de quem é o reflexo condicionado -o do rato que vem comer sempre que toca a campainha ou o do cientista que vem observar o rato ao toque da mesma campainha?

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Omeletes, ovos mexidos ou estrelados


Deverá haver uma maneira de fazer omeletes, ovos mexidos ou estrelados com os ovos da serpente, já postos desde 2005 , alguns já eclodiram outros estão a chocar...

sexta-feira, novembro 30, 2007

Greve da Função Pública

Antena aberta: difícil suportar os telefonemas de cidadãos indignados com as greves "numa altura destas". Acham que o governo está muito bem. Pois já prevíamos, as sondagens reflectem isso mesmo, mostram que há cidadãos que já escolheram bodes expiatórios e aderiram em pleno ao discurso nazi de culpabilização de grupos sociais específicos. Nem comento o conteúdo mais particular desses telefonemas de gente muito pouco interessada em saber o que se passa realmente, o que está realmente em questão, sedentos do sangue dos outros, mesmo que desse sangue nem beneficiem em nada. A diabolização dos sindicatos parece continuar a ser o leitmotiv do governo da nação que pretende a todo o custo separar os funcionários dos seus representantes para tornar os primeiros completamente dependentes da entidade patronal-a administração e as chefias. Os definidores das linhas da propaganda já desistiram da estratégia de apontar o dedo acusador à classe inteira- que parece ainda não ter esquecido os insultos- agora o executivo parece ter focado a mira nos sindicatos. Vinte por centro de adesão, dizem os detentores do poder (o poder absoluto de decidir do quotidiano e das expectativas de mais de um milhão de pessoas, o que se faz aos funcionários públicos faz-se também às famílias que deles dependem, que com eles planeiam um futuro). Os sindicatos dizem 80%. A média daria 50%. Pelo que é dito nos media , a adesão parece superior a isso.
O governo que impediu por muitos anos (e possivelmente para sempre) a formação de consensos entre Portugueses sobre algumas reformas necessárias, passará sem qualquer responsabilização (das pessoas concretas que alarvemente insultaram cidadãos cumpridores da lei) nem mesmo a História os julgará, já que os historiadores são uma raça em extinção, não economicamente viável, tal como a cultura humanista mais exigente , o SNS universal, a igualdade de oportunidades no ensino através da educação pública de bom nível de exigência. Tudo não economicamente viável, tudo a extinguir, assim mandam os ventos da negociança e da alta finança dominantes nacional e globalmente: na outra margem intelectual, lentamente cresce uma reacção ainda surda ao alarvismo oco e para já muitos repugnante do discurso dito "tecnológico", "empresarial" e "moderno"... Também para muitos excluídos e oprimidos voltam a fazer sentido algumas teorias nas suas versões populares muito simplistas mas eficazes que se pensavam mortas e enterradas por obsolescência e que nasceram no século XIX a resistir ao capitalismo selvagem pré-keynesiano... adivinhem quais são...
Pela(s) boca(s) morre(m) o(s) peixe(s)... tanto o cherne como o chicharro(*).

Nota : o chicharro era o peixe que a minha avó comprava para o gato, era considerado não próprio para a mesa remediada. Nesse sentido o usamos no texto.