sábado, julho 07, 2007

Live earth

Iniciativa interessante. Mas e como se deslocaram para os estádios? De transportes colectivos? Acho bem.
Entretanto tenho uma confissão a fazer de um crime ecológico meu, diariamente repetido. Transporto muitas vezes os 49kg da minha pessoa mais os 10 kg da minha pasta através da deslocação das 2,55 toneladas do meu defender. Por isso vou já pagar, diligente e obedientemente os 45 euros de imposto de camionagem que devo confessar achar pouco como castigo para uma tal ineficiência energética.
Mas 15km de bicliceta mais a pasta no meio do trânsito de doidos ainda não me atrevo... e autocarros é o sistema do lá vai um de vez em quando.
Desculpará a próxima geração: eu pecadora, me confesso.

Alguns desafios aos cidadãos e responsáveis da Porcalândia

-Pessoas interessadas na blogoesfera- para quando a criação de meta blogues que optimizem informação e reunam pessoas para a acção política?
-Europeístas convictos- para quando a defesa da donzela (embora já pouco) Europa e o que ela significa ou significou como espaço de democracia e de segurança social enquanto ganho de civilização?
-Bloco de Esquerda (Fernando Rosas e outros)-para quando uma explicação sobre a diferença entre os conceitos de "deriva neo-liberal" e "política de direita"?
-Ministra da educação- para quando a demissão do seu secretário de Estado Vale-te Demos que a arrastará ao declínio político pela mediocridade e ilegalidade de todas as decisões por ele aconselhadas e finalmente ao atoleiro da lama do clientelismo de prepotência de onde ele vem e de onde a senhora ministra quero crer que não vem e onde provavelmente não gostará de se ver incluída quando se fizer a História dos ministros da educação deste país?


Disclaimer-continuamos no domínio da ficção

Gato Fedorento - Escola de Obediência para Jornalistas

Porcalândia: o governo dos lobbies com baba

Lobbies do Governo da Porcalândia:
-o sector "empresarial" todo que se baba pelo paraíso da flexi-insegurança.
-sectores empresariais vários que se babam pelos subsídios da união europeia.
-sectores empresariais vários que se babam pelos domínios exclusivos do Estado para as abébias da concessão exclusiva.
-sectores empresariais vários que se babam pelo espaço resultante da retirada do Estado da sua função social na saúde e na educação.
-empresários que se babam pela sacrossanta declaração de "interesse público" para poderem rebentar com o que resta de território protegido.
-capitalistas puros que se babam pela bolsa-casino e off-shores associados.
-amigalhaços de lides partidárias que se babam pela manutenção dos tachos resultantes do assalto do Partido ao aparelho de Estado, da administração central à local não esquecendo as empresas municipais, os politécnicos e institutos públicos vários.

Os governados que se insurgem são apelidados de lobbies, corporações, grupos de pressão, grupos de interesses corporativos, forças de bloqueio, obstáculos ao desenvolvimento- pelos jornalistas-cães-de-fila da propaganda à la Goebbels do Partido Único do Governo da Porcalândia.

sexta-feira, julho 06, 2007

Concluir os estudos: CEF tipo 5 e 6

-Outra vez essa questão dos CEFs, senhor secretário de Estado? Mas eu já disse nos media que as escolas responderam ao desafio e criaram muitos cursos de educação- formação e profissionais acho que agora é tarde, para o ano é melhor, depois do 2º concurso a titular... está a receber pressões? Das finanças para reduzir pessoal docente? De outros lados? Os CEFs tipo 5 e 6 estão a roubar freguesia aos anos ZERO dos politécnicos e aos centros de formação privados? Pois das finanças já sei que o meu colega quer reduzir ainda mais o orçamento mas então vai-se gastar no politécnico ainda mais, se calhar os professores são mais bem pagos. Mas isso realmente não me diz respeito. Ah que maçada e então como vamos fazer? Agora acabar com os CEFs de tipo 5 e 6, deixe-me pensar... mas não vamos tarde demais? Acho que já os tínhamos aprovado há dois meses, sabe que o PRODEP funciona com prazos apertados e temos as candidaturas aprovadas e a rede definida. E as escolas já foram informadas e até já estão anunciados no roteiro das novas oportunidades. Acha que sim? Proibimos as inscrições? E isso é legal senhor secretário de Estado? Olhe que não sei. Veja lá o que me vai arranjar. Mas está bem, se diz que as escolas já não têm força nenhuma..-como já se viu com o estatuto, pois foi isso fácil. Têm medo aos processos disciplinares, claro, é bom que tenham, mas há os tribunais, sabe. Não é matéria constitucional? Pronto, ok, avance, avise a DREs por mim que eu tenho agora os exames e problemas que já me chegam.

Disclaimer: Conversa telefónica imaginária de uma ministra com o seu secretário de Estado num país chamado Porcalândia, situação inspirada por uma meditação profunda sobre as diversas dimensões do conceito de "novas oportunidades". Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Direito à revolta e à procura da felicidade

In Congress, July 4, 1776

"The unanimous Declaration of the thirteen united States of America

When in the Course of human events, it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another, and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them, a decent respect to the opinions of mankind requires that they should declare the causes which impel them to the separation.

We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just Powers from the consent of the governed, — That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn, that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable, than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new guards for their future security — Such has been the patient sufferance of these Colonies; and such is now the necessity which constrains them to alter their former Systems of Government. — The history of the present King of Great Britain is a history of repeated injuries and usurpations, all having in direct object the establishment of an absolute Tyranny over these States. To prove this, let facts be submitted to a candid world."

Nota: texto destacado por mim

Foi esta semana o Independence Day e não queria deixar de saudar o grande dia dos EUA, é só isso, mais nada, longe de mim pensar na subversão quanto mais escrever a instigá-la...ui ui... dizer umas coisinhas críticas ainda vai mas nada de revoltas e até as coisinhas críticas só na esquina do café com menos de 2 amigos que três já é proibido e dentro do café nem pensar que pode haver um bufo a ouvir e a mandar sms aos directores gerais (e por aí acima)...


quinta-feira, julho 05, 2007

Drama? Claro que não, que ideia

Também nos enganamos, pois, é normal, somos como qualquer profissional... -disse a Ordem dos Médicos a respeito das juntas médicas que deram como aptos para o trabalho pessoas doentes em fase terminal. Acha então isso senhor doutor? Já agora tire o sorriso afinfado que lhe fica muito mal.
Ok pensemos no que disse: um maquinista não vê o sinal vermelho, há um comboio parado na estação, ainda trava, dá-se colisão , morrem duas pessoas. Não há drama? Há drama há, morreram duas pessoas que não deviam ter morrido, no entanto, neste caso e não se imaginando acto intencional, chamamos-lhe acidente. Mas não deixa de haver investigação a ver se foi falha mecânica ou falha humana.
Não há drama? O que aqui não houve foi acidente, uma leucemia é uma doença que ninguém inventa, não tem remissão senão em casos de transplante bem sucedido. Dá anemia. Será que a senhora foi lá depois de um transfusão mostrando a cor do sangue passageiro? Foi por isso que se enganaram?Fizeram análises? Pediram análises? Leram os relatórios?
A ordem investigou alguma coisa? Vai investigar? Porque razão um maquinista a quem acontece uma desgraça tem que sofrer durante meses temendo pelo seu emprego até ao resultado da investigação e estes senhores não têm nunca que responder, estão na boa e possivelmente nem remorsos terão? Porque têm ordem que os defende em vez de os regulamentar e disciplinar como é também sua função? E o Estado ? Não levanta processo de averiguações? TAMBÉM ACHA QUE NÃO HÁ DRAMA?OU TEM MEDO QUE AS JUNTAS CONFESSEM QUE RECEBERAM ORDENS PARA NÃO DAR A REFORMA A NINGUÉM? Foi acidente? Um cancro em remissão que mata em meses? Acidente? Perderam o relatório? Alguém trocou os resultados dos exames? Isso seria acidente mas na dúvida pediam outros exames. Houve negligência intencional, houve crueldade, que resultou quem sabe na aceleração da degradação da saúde daquelas pessoas cujas condições de final de vida estiveram nas mãos deles, configurando-se homicídio, eutanásia não pedida pelo doente se preferirem. Essas pessoas doentes eram profissionais que têm nome, como têm nome os médicos que sujaram as mãos nisto tudo. Têm os próprios nomes de baptizado e os respectivos apelidos e mais aqueles que me passa pela cabeça chamar-lhes. Todos esses que estão a pensar. Esses mesmos, os piores. Os mesmos que chamo aos responsáveis que deixam impune ou mesmo instigam este estado de coisas, dizendo agora na propaganda que vão mudar coisas para que se não repita. Nomes de responsáveis? Esses mesmos que estão a pensar. Nomes que lhes estou a chamar? Esses mesmos que estão a pensar. Os piores.

A 4 de Julho

Henrique Viana, mais um que se pautava pela exigência, que tudo indica ter sabido fazer compromissos sem nunca ter perdido a espinha dorsal, mais um exemplar de uma espécie em extinção, mais um que parte. Cedo, muito cedo. Ironicamente, ou talvez não, a 4 de Julho, um dia de libertação.

quarta-feira, julho 04, 2007

Europa mitológica


Reforço de pândegos

Agora com Lino e Pinho em low profile, e o resto do governo já ocupado com a presidência da união, corremos o risto de ter que aturar outro pândego que viu a oportunidade de se perfilar. Este tem meios próprios conseguidos -como ele mesmo explicou um dia à TV e que me inspirou um post há cerca de um ano- e mete-se em tudo, do aeroporto ao futebol e diz coisas, diz coisas e loisas, com aquela pose de vencedor da vida, eu é que sou bom, só tenho a 4ª classe e ó pra mem, queream ser como a mem, não é, mas esto de vencer não é pra toados os checos espertos, é só prós checos espartalhõões . Gostam de OPAs aque no cont´nente, é preceso OPAs pr´aparecer na TV? então cá vai umas OPAs...
O pior é que há sempre um idiota a entrevistá-lo ou porque quer isto ou porque não quer aquilo, ou porque faz anos e lá na ilha os aniversários dos grandes devem ser noticiados. E não vai de férias para a dita? É que o homem deve ter aprendido inglês na África do Sul e pode ser triste se começa a opinar também sobre a onião êr´peia...


Nota: O personagem, a que poderíamos chamar pro hipótese, Jo Cabbage, não existe, é pura ficção e qualquer semelhança com pessoa real é pura coincidência.