domingo, abril 15, 2007

Estados de alma III-canção de emigração



Kilkelly-Canção de Peter Jones
Robbie O´Connell, Mick Moloney, Jimmy Kean

Aqui fica, antes que perca o link, uma das canções mais belas que já alguma vez ouvi, para nos lembrarmos que fomos e agora voltámos a ser um povo de EMIGRANTES.

Dedico este vídeo a meus familiares na América- EUA e Brasil, aos primos que mal conheço, também nascidos numa ilha, a da Madeira e a todos os que estão fora do seu país por terem que emigrar- for you specially-SVD. Esta canção lindíssima que ouvi pela primeira vez quando eu própria me encontrava na Holanda (embora a estudar, o sentimento de certo exílio não deixa de existir) reencontrei-a, graças ao Google e ao Youtube, depois de a ter procurado sem sucesso no mercado de cds desde 98 (devo dizer que não sabia o nome da canção nem o grupo intérprete, por isso foi difícil...)

Para o texto: http://www.kloosterman.be/topten-kilkelly.php

Estatuto do aluno-agora é que é...

Se falássemos claro, teríamos que dizer muitas coisas que nunca são ditas (à boa maneira católica portuguesa). Teríamos que admitir que os profs não estão para se maçar com participações, às vezes recobrindo isso com discursos pedagógicos mais ou menos coerentes. Por outro lado e sobretudo, admitir por escrito que se pôs um aluno fora da aula, que ele respondeu mal, é admitir que se falhou, na cabeça de muitos docentes, que querem ter a imagem de excelentes. Ter que ir a conselho disciplinar, onde os outros coleguinhas lhe farão a recepção do costume com as proposições simpáticas-"eu não tenho problemas", "comigo eles portam-se bem" e outras fórmulas semelhantes - representando uma dose de sacanice só igualável pela falsidade da informação e deixando o colega humilhado, com vontade de abandonar tudo, sentindo-se ele o acusado e não a vítima. Não que eu goste desta ideia de ser-se vítima, o professor não é vítima, é agente com autoridade, embora as circunstâncioas sociais e políticas não lhe permitam aplicá-la.
Enfim, isto para dizer que, na minha opinião, o aluno tem sempre que ter uma hipótese de defesa, por isso os prazos e as audições têm sempre que acontecer. O que está mal é o adiamento sucessivo do conselho disciplinar e a tibieza das medidas tomadas, ficando-se o crianço a rir com o feriado ou o serviço cívico que até é giro, para variar. Enfim -perder o ano não, nunca na vida, é mau para o abandono escolar- muitos acham isto, entretanto os alunos sabem disso e tomam conta da situação, do ensino obrigatório e dos CEFs. Uma alegria e viva a revolução cultural! Só falta os putos estabelecerem comités para a reeducação dos profs que se portam mal e os castigam por coisas pequenas como passarem papelinhos ou sms na aula...
Em suma, o mal não está no presente estatuto do aluno, a meu ver, está na tibieza, no mais ou menos, na falta de escolha clara por parte de quem dirige o ministério e as escolas, na falta de hierarquização de objectivos, na falta de uma política educativa consequente... E há muitos mais não ditos que são outros tantos obstáculos à resolução, no terreno, dos problemas de disciplina e não só...

sábado, abril 14, 2007

"Rigor" nas habilitações para a docência ou o "Rigor mortis" da educação

E a equipa do ministério da educação continua, sem qualquer remodelação -por exemplo, se saísse Valter Lemos já seria bom, ganhava (potencialmente) a ministra em credibilidade e ganhava de certeza a qualidade e a transparência de processos no ensino não secundário.
E agora estão ai as novas habilitações para a docência- licenciaturas em ensinar, mestrados em ensinar - os créditos garantem pouco, estou preocupada, a sério, vão chegar ao ensino secundário "mestres" em ensino, com umas cadeirinhas feitas daquilo que vão ensinar. Enfim, a monodocência até ao 2º ciclo já era preocupante, agora termos professores no secundário a ensinar matemática a quem se exige uns 120 créditos em ...ensino da matemática, já é mesmo muito preocupante. Mas vale a pena ler o interminável preâmbulo, sendo o artigo 10º um primor: nele se manda às instituições de ensino superior que garantam como requisito prévio de acesso ao grau de mestre em ensino, o domínio da língua portuguesa...hihi, quer dizer, no acesso aos outros mestrados , deixem lá os meninos atropelarem a gramática e fazerem textos trogloditas, já que chegaram a "licenciados", who cares, mas para o ensino, não não, senhores professores do superior, não sejam marotos, façam o favor de verificar (se souberem como, claro) se a rapaziada "licenciada" fala protoguês ou Português antes de entrarem no curso de "mestrado" em ensino!

sexta-feira, abril 13, 2007

St. Philips Boys Choir



Senhor primeiro-ministro, depois da sua pose de menino de coro, dedico-lhe esta soberba obra, em dia de ira, sexta feira, 13. Fica também a mensagem de esperança de que tenha que voltar a ir às aulas práticas de metalurgia, um dia...
Também posso dedicar a Maria de Lurdes, para que vá tentando dominar, imitando, a criançada que um dia a acompanhará à oficina de metalurgia, àquela aula final, para a qual não haverá substitutos que a salvem... Acho que estes putos, ela não conseguirá imitar, sobretudo com microfone!!!!

(clicar três vezes na imagem para ir para o vídeo no you tube)

Estados de alma

Foto:SVD
Posted by Picasa

Governo, PS, democracia e o modelo de crescimento

Com que então pressõezinhas sobre os media?! São estes os socialistas portugueses? Manter o poder a todo o custo e sobretudo à custa da máquina de propaganda, e para quê? O que me vem à ideia, não sei bem porquê, é que é para manter os privilégios deles, há muita gentinha a comer dos tachos governamentais e privados relacionados e muita outra gentinha que para tal se prepara. E todas as irregularidades, ilegalidades, crimes de corrupção, ganharam agora, também não sei porquê, uma relativização que quase os legitima... nojo, é o que sinto, um nojo imenso.
No sector da educação o silêncio dos sindicatos da FENPROF dá vómitos.
É assim, há dias cinzentos, de náusea matinal, deve ser por ser sexta-feira, 13, pois grávida não estou. Grávido está o país mas de um incubo - uma ditadura de engravatados medíocres cheios de retórica propagandística, usando amiúde termos como "sinergias", "mais/valias", "modernidade", "reformas" "tecnologias", "mérito", "qualidade","excelência", "certificação", "exigência", "inovação", "saltos/tecnológicos", "interface empresa/universidade" e outras palavras-chave de originalidade e conteúdo semelhantes, a sustentar a aplicação real e cega de um modelo de crescimento com base nas exportações, cujos pressupostos teóricos mal conhecem, marimbando-se literalmente para a busca de consensos na sociedade civil que os elegeu, modelo (seria melhor dizer conjunto de práticas e medidas avulsas) que se está a consubstanciar, na prática, num dos mais descarados, desumanos e prostituídos neoliberalismos semi-periféricos do mundo...


Talvez seja bom pensar numa IVG... com aconselhamento prévio, claro.

quinta-feira, abril 12, 2007

Resumo da Entrevista

"Não discutimos o Equilíbrio Orçamental nem o PEC e a sua virtude"
"Não discutimos o FMI, a OCDE, a Comissão Europeia, a Ota e a sua história"
"Não discutimos A Família Socialista (ou maçónica) e a sua moral"
"Não discutimos a Autoridade (do primeiro ministro) e o seu prestígio"
"Não discutimos a glória do trabalho precário e barato e o seu dever."

Antena 1: isso agora não interessa nada

O pobinho aproveita para se desforrar dos verdadeiros diplomados que sempre invejou e diz que " deixem trabalhar o homem" e que "não tem importância nenhuma ele ter ou não ter sido favorecido, toca a andar e não humilhem o homem".
O olhar do senhor José Sócrates parece estar muito bem treinado para o polígrafo, resultou mesmo, as meninas convenceram-se com o olhar do primeiro ministro...
Coisinhas secundárias diz ela, a apaixonada pelo olhar do Sr Engenheiro pela Universidade Independente José Sócrates de Sousa.
Pois eu não gosto daquele sorriso falso que precisamente não é acompanhado pela limpidez do olhar, que é semelhante ao de Portas aliás. A única coisa que tenho em comum com o primeiro ministro é a idade mais coisa menos coisa.
Pois eu sei de processos de equivalências, no meu caso, do ISCTE para o ISEG, foi bem mais complicado conseguir equivalências ao 4º ano do curso de Economia que tinha quase completo, tive ainda que fazer duas cadeiras do 3º ano para conseguir a equivalência, não ao 4º mas ao 3º (que diabo, tratava-se do ISCTE , mas compreendi, que remédio não tinha eu, e o 4º ano no ISCTE foi igual a zero ...), pelo que tive que fazer todas as cadeiras dos dois últimos anos da licenciatura e sei bem como é difícil concluir uma licenciatura quando se interrompe o curso e se procura posteriormente concluí-lo em situação de trabalhador estudante. Custa muito, custa bem mais do que me pareceu ter custado ao nosso primeiro. Mas, claro, a minha licenciatura é do ISEG,Universidade Técnica de Lisboa, 1986, nunca pensei ter agora esta sensação, do valor que tem de facto e finalmente, a casa que passa o diploma (a data não é irrelevante também, não tenho uma licenciatura PREC e se não tivesse interrompido, teria terminado em 1977). Quando concluí o curso já a trabalhar, a média baixou de 14 para 13 e tenho andado toda a vida a pagar por isso, mesmo apesar de ter agora mais um grau, o de mestrado, também em Economia pela Universidade de Coimbra. Digo tudo isto porque ele insultou todos bloggers como se não fossem cidadãos de bem, como treinadores de bancada e especialistas de nada. Pois senhor engenheiro não é bem assim ... claro que se referia aos seus perseguidores dos "grandes" blogs, e eu até admito que sou "mirim" como diz Pacheco Pereira, mas enfim , sei umas coisinhas aprendidas nos mesmos bancos onde estudou Aníbal Cavaco Silva...
Tudo isto é bom para exorcisar fantasmas e frustrações... e é bom não ter aqueles esqueletos no armário embora sua excelência o pobinho ache que "isso agora não interessa nada".

quarta-feira, abril 11, 2007

Senhores jornalistas , documentem-se!!!!!!!!!!!

Senhores jornalistas , documentem-se antes da maior entrevista do ano!!!! Perguntem como é a mobilidade no segundo ano e como é a seguir.
A mobilidade especial É DESPEDIMENTO SEM JUSTA CAUSA com uma "compensação" como lhe chamam e obrigações humilhantes. Tudo para evitar dar ao funcionário aquilo a que teria direito antes de terem mudado tudo, ou seja a sua reforma!!! Preferem assim, pagar metade do ordenado e humilharem as pessoas.
E não há quem tenha perguntado, e ele marcou pontos com o ódio do povo ao judeu, perdão, ao funcionário público ao mesmo tempo que acenou com a cenoura-com promessas de desbloqueio das carreiras em 2008- aos trabalhadores do Estado que uma vez mais insultou, julgando que em 2009, à boca das urnas, se esquecerão dos insultos com que abriu a legislatura ! Espero que os 700 000 lhe mostrem o que deve fazer à cenoura...

Nota : em relação à "sme-situação de mobilidade especial" o ministério das finanças disponibiliza powerpoint em http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/286C47BD-DA3F-4FC6-A72D-1516E4664D44/0/Regime_Mobilidade_AP.pdf

Maldosos!

São uns maldosos a pensarem que há relação entre as nomeações ulteriores do senhor professor de estruturas mais ou menos esforçadas e o facto de ter sido meu professor; ele era do PS?, ah pois, até já sabia; foi nomeado para Director Geral? ah pois, eu até assinei a sua nomeação proposta pelo ministro, mas olhe nem olhei, assinei de cruz, só vim a saber quem tinha nomeado pelos jornais...
Maldosos e invejosos, é o que é!!!!!!!!!! Tenho deixado o pessoal maldoso à vontade na blogoesfera mas isso vai acabar!

Ai ai que agora é que vai ser , agora é que ele vai processar, ele vai começar a meter o pessoal da blogoesfera na ordem!
Ai ai, que temo que em vez da esperada limpeza da Páscoa, afinal vai ser só uma aspiradela na....INDEPENDENTE e tudo o resto ficará na mesma...