quinta-feira, abril 05, 2007
Cores de Abril à beira-mar II
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Coisas da língua portuguesa
Diz-se "um advogado de sucesso", "um bem sucedido empresário", um "homem de negócios com sucesso", "um médico bem sucedido" e todos entendem o significado dessas expressões.
Já as expressões "um professor de sucesso", "um professor bem sucedido" representarão um problema quanto a possíveis significados. Eu diria até que essas expressões contêm uma contradição interna insanável, sobretudo quando aplicadas aos professores do ensino básico e secundário.
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terça-feira, abril 03, 2007
História do século XX: Portugal e o mundo
Trabalho notável do Centro de Estudos do Pensamento Político- ISCSP
Interessante para saber a cronologia de acontecimentos no século XX, sem comentários de leitura dos mesmos por parte dos autores.
Para nos deleitarmos acerca das virtudes do Estado Novo, no que se refere à guerra e à paz, os anos que vão de 39 a 45 são interessantes, mas não tanto como os 13 anos posteriores a 61. Ambos os períodos, de qualquer das formas, bastante edificantes para a nossa imagem no mundo. No que se refere a esses 13 anos da guerra colonial, não quero com o comentário anterior ofender nenhum veterano (para muitos deles a guerra não era colonial, era a guerra do ultramar) sabendo-se a eficácia de toda a propaganda de então, ocultando o que pudesse criar dúvidas na cabeça dos jovens mobilizados ou a mobilizar e exacerbando, na retaguarda, o nacionalismo de militares e civis. Ironicamente também um certo nacionalismo inspirava os povos africanos para a descolonização ... e crescia o movimento das jovens nações não alinhadas.
Como era então encarada a ONU? Uma organização comunista?
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segunda-feira, abril 02, 2007
Cores de Abril à beira mar
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Soluções adaptativas
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domingo, abril 01, 2007
Toponímia global
No âmbito da discussão pública aberta pelo governo com o objectivo, entre outros , de proporcionar negócio às empresas (adequadas e devidamente escolhidas) que irão fazer os novos cartazes e as novas placas toponímicas, aqui estão algumas sugestões para as terras allgarvias:
Boliqueime=Ball&burns
Sagres=Guinness? Samuel Smith? Budweiser? (não consigo decidir qual a mais adequada)
Guadiana=Guade&Anna
Faro= Dogsbestsense
Quarteira=Pint-of-anything ou Pint-of-u-name-it ou Pint-of-fuck'in-beer
Portimão=Port&hand
Lagos=Lakes
Tavira=Taturn
Monchique=Chicmount
Albufeira=Allbizmarket
Ainda estão a ser recolhidas outras soluções, não deixem de participar na consulta popular. Se for um sucesso no Allgarve, a experiência da nova nomenclatura pode ser estendida a todo o país.
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sexta-feira, março 30, 2007
O abrupto, mirins e ditadores
De vez em quando há que ir aos "grandes" blogs. Para estar por dentro dos acontecimentos na blogoesfera. O abrupto no seu melhor paternalismo: então há por aí na blogoesfera uns malandrões a atacar a Odete? E avança Pereira na sua defesa.
Pois é, está-se sempre a aprender. Tive que ir ao dicionário. Não, confesso, não sabia o que era "mirim". "Mirim" quer dizer pequeno. Fiquei esclarecida quanto ao significado e quanto à origem da palavra que vem da língua tupi dos índios do Brasil. É bom enriquecer a língua portuguesa, que todos sabemos ser muito pobre em adjectivos. Quanto a Odete, se ela é assim tão boa como diz o Abrupto , não ocorrerá a P. Pereira que não precisará de defesa? Não lhe ocorrerá que às vezes o paternalismo é a pior forma de machismo? Digo desde já que não me ocorreu criticá-la mas já que se fala nisso, não gosto nada da forma gingona com que fala, nem fiquei nada bem impressionada com a pastilha ou lá o que era que mascava ao mesmo tempo que falava na defesa do seu ídolo, Álvaro Cunhal, acho até que o próprio não aprovaria aquela forma de estar. Mas não vinha falar disto, mas de uma certa forma de estar na blogoesfera. De facto, também acho horrível o baixo nível e o insulto, mas a blogoesfera é, também, o lugar onde muitos portugueses escrevem livremente e se confrontam com a presença do outro, do outro que não se pode eliminar e isso é sempre bom. Se houver um concurso de correcção na língua portuguesa ou na imagem, ou noutro critério qualquer, então sim, haverá necessidade de um júri. Achei o tom de Pereira tão paternalista em relação aos seus conterrâneos criticadores da donzela, que me pareceu também mirim...
Pena ele não vir aqui ver o post da manhã seguinte ao concurso de misters da RTP , tenho a certeza de que não aprovaria e também me chamaria mirim. Devo dizer que foi a primeira vez que usei uma imagem de nível duvidoso, mas não me arrependo, foi proporcional à fúria e na minha busca de manguitos fiquei a saber que a escultura existe mesmo, tendo provocado reacções quando foi exposta nos states.
Aproveito para acrescentar que acho que a História, se entretanto não desaparecer enquanto ciência, julgará , dirá se este indivíduo ou aquele foi mirim ou não, explicará por que razão há uns mirins que se tornam importantes sociologica e historicamente numa determinada altura enquanto noutra seriam completamente ignorados. Mas quanto às consciências, eu acredito que só o criador as poderá julgar e apesar da minha fúria contra os ditadores deste mundo, não acho que eu os possa julgar depois de mortos, se escaparam aos tribunais dos homens- o de Nuremberga por exemplo, que deveria ter prolongado as suas actividades para julgar os apoiantes de Hitler entre os quais se conta o "prestigiado" financista Salazar, e já agora também, os crimes de Estaline- quem sou eu para julgar quem quer que seja, mesmo monstruoso, depois de morto? Sou demasiado mirim para o fazer, mas como acredito que há um dia e uma hora em que teremos todos de prestar contas, essa hora já soou para eles e o cajado já não me pertence, sai fora da minha esfera de competências. O julgamento dos homens pode fazer-se a título póstumo, claro, mas será sempre isso mesmo, o julgamento dos homens.
Pois é, alguns mirins acreditam em Deus.
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quarta-feira, março 28, 2007
Ainda o barómetro de uma certa mentalidade
Artigo interessante de Paulo Guinote:
http://educar.wordpress.com/2007/03/26/a-vantagem-evidente-do-incumprimento-dos-programas-de-historia/
link para a sondagem feita pela Eurosondagem/RTP (aqui o entrevistado só votou uma vez, aliás como nas eleições livres, ao contrário das eleições fraudulentas efectuadas durante o regime de Salazar) http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/SondagemGrandesPortugueses.pdf
Transcrevo por ordem os resultados
D. Afonso Henriques 21,0 %
Luís Vaz de Camões 15,2 %
Infante D. Henrique 11,2 %
D. João II 10,5 %
Fernando Pessoa 8,8 %
Marquês de Pombal 7,6 %
António Oliveira Salazar 6,6 %
Álvaro Cunhal 6,3 %
Aristides Sousa Mendes 5,9 %
Vasco da Gama 2,4 %
NS/NR 4,5 %
Não vou aqui fazer a análise, mas está aqui pano para mangas, já que estes, de facto, são resultados a tomar a sério.
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Retrato social de Portugal
Talvez seja bom o pobinho verificar o que vai perder nos cuidados de saúde, é que parece nem ter reparado no que ganhou depois de Abril de 1974 ou já esqueceu. Nota positiva para a RTP, ontem, com o programa de António Barreto em horário nobre, espero que mantenha a qualidade até ao último episódio, não cedendo à tentação da propaganda do PS. Foi o programa que precisávamos depois do trauma da noite de domingo. Dados sobre a saúde dos Portugueses antes e depois do 25 de Abril, logo a abrir o programa, gostei muito.
A sensação fica de que em Portugal ainda há uma clivagem não explicitada a respeito do passado. Silenciou-se a grande fractura e ela vai saindo aqui e ali. Quem perdeu com o fim do regime anterior? Perdeu quem tinha o regime a trabalhar para si, o regime da polícia na fábrica a segurar os salários de miséria, esses que acharam que perderam eram mais do que se pensa, muitos eram pequenos empresários, não eram só as 6 famílias , na explicação simplista do PCP. Perdeu quem tinha o regime como o grande defensor das propriedades ou carreiras construídas no ultramar, o tal regime que ia enviando à força, durante 13 anos e mais não foi porque entretanto era Abril de 74, a juventude masculina a defender "o império", ou seja morrer por eles. São fracturas profundas, feridas insanáveis. A raiva sai aqui e ali no ódio mesquinho, cretino e ignorante ao outro, ao político em geral sem ver quem é quem, ao imigrante em geral, ao funcionário público em geral, ao profissional disto e daquilo que estiver na berlinda na altura e que pareça ao pobinho inbejoso estar melhor que ele, o ódio ao doutor em geral, à excepção de um ou dois eleitos para serem os doutos e honestíssimos salvadores da pátria. Ignorar esta tendência do pobinho é, no mínimo, perigoso. E há por aí um PNR agitando umas bojardas, ignorá-lo é estúpido. E vamos ver a evolução do discurso do CDS. Mas do lado dos que perderam e do lado dos que se lembram do que ganharam, a raiva às vezes tem que sair, espero que fiquemos assim, as diversas raivas de um e de outro lado expressando-se por meio da palavra, do argumento, da imagem, da caricatura, do telemóvel a votar concursos, e, claro, também por meio da manifestação pública pacífica, todas elas formas legítimas de expressão em democracia.
Espero muito interessada pelos próximos episódios de retrato social de Portugal. Espero que António Barreto mostre também isso, o contraste entre o Portugal amordaçado, acorrentado, escravizado, analfabeto e brutificado (desculpem os lugares comuns deste post, mas tem que ser) e o Portugal de hoje, apesar de tudo, muito diferente, com melhor qualidade de vida em todos os sentidos , um Portugal europeu, escolarizado (apesar de não muito) e, sobretudo, livre.
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