quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Quem vai a titular ou o triunfo do desnorte

Senhor A

Licenciatura em 1975 10 valores
1976-1988 aulas
Estágio 1988 (dispensa de aulas assistidas)………….13 valores
1989- efectivação
1989 até 1998 aulas
1999 a 2006 Presidente do CE ( por eleição, em lista única apresentada às eleições)


Senhor B

Licenciatura em 1973 16 valores
1976-1978 aulas
Estágio 1978 (com aulas assistidas………….18 valores)
1979- efectivação
1980-86- acumulou o mestrado com aulas, grau que concluiu
1986 até 1990 acumulou o doutoramento com aulas, grau que concluiu
1991-1997 aulas e coordenação de departamento
1999 a 2006 aulas



Quem é seleccionado para titular, quem é???


Resposta: O Senhor A tem 105 pontinhos facturados na hora em que teve a brilhante ideia de concorrer ao CE quando estava seriamente ameaçado de horário zero, mal sabia ele o bem que a si próprio estava a fazer!
Em 1999 o Senhor B passou a coordenação a alguém mais jovem que ainda usufruísse das horas de redução do trabalho lectivo, mal sabia ele o mal que a si próprio estava a fazer! O Senhor B tem apenas 94 pontos, não consegue os 95 e, portanto, nem pode concorrer

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Concurso para professor titular

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Simples, vão-se somando pontinhos, a valorizar fortemente a experiência recente de gestão da escolinha, criteriozinhos pensados pela iluminada e brilhante equipa ministerial para garantir a adesão dos conselhos executivos e também para assegurar que os primeiros titulares estejam nos orgãos de gestão... a docilidade destes é fundamental para a implementação de tudo o que vem aí. Só, claro, o número mínimo para garantir o primeiro embate, uma vez que, à vista da cenoura, muitos outros haverá dispostos a irem para a gestão e a cumprirem docilmente tudo o lhes for indicado. Depois, se forem demais a qualificar, mudam-se os critérios dos próximos concursos... Fenomenal esta engenharia!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Zeca Afonso e os eunucos


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Muitas canções à solta de Zeca , por altura da efeméride, mas algumas incomodam ainda muito, são mesmo esquecidas... como "Os eunucos", tão infelizmente actual e tão intemporal... é que eunucos há-de haver sempre, tudo parece indicar! Há uma preferência pel"Os vampiros" talvez por se achar que são os outros sempre que comem tudo... Com "Os eunucos" é mais difícil escapar ao espelho da consciência... Os eunucos que estão sempre "de bem com tudo", os que dizem "eu cá dou-me bem com todos", "eu cá não gosto de tomar partidos", "eu cá não sou conflituoso", esses que afirmam que estão de bem com todos, para nunca terem de tomar posição que os possa vir a prejudicar, estão bem sobretudo com os tiranos enquanto "os mais são cortados às fatias", enquanto "os mais ardem em torresmos", ...hoje e agora é assim! Muitos desses eunucos prestam homenagem ao Zeca, na certeza de que a sua voz se calou...
Acham mesmo que se calou?
Para ouvir, procurar aqui

domingo, fevereiro 25, 2007

Confiança nas instituições XX

A propósito do post anterior sobre a construção nas dunas:
Decreto-Lei n.º 93/90 de 19-03-1990
Artigo 4.° (Modificado)
Regime

1—Nas áreas incluídas na REN são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se traduzam em operações de loteamento obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráulicas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal.
2—Exceptuem-se do disposto no número anterior:
a) A realização de acções já previstas ou autorizado à data da entrada em vigor da portaria prevista no n.° 1 do artigo anterior;
b) As instalações de interesse para a defesa nacional como tal reconhecidas por despacho conjunto dos Ministros da Defesa Nacional e do Ambiente e Recursos Naturais;
c) A realização de acções de interesse público como tal reconhecido por despacho conjunto junto do Ministro do Planeamento e , Administração do Território, do Ministro do Ambiente e Recursos Naturais e do ministro competente em razão da matéria.
3—Quando não exista plano municipal de ordenamento do território, válido nos termos da lei, exceptua-se do disposto no n.° 1 a realização de acções que, pela sua natureza e dimensão, sejam insusceptíveis de prejudicar o equilíbrio ecológico daquelas áreas
4—Compete às delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais confirmar, através de parecer elaborado para esse efeito, que deve ser emitido no prazo de 30 dias a contar da data da recepção do projecto das obras ou empreendimentos, as excepções previstas no número anterior, interpretando-se como favorável a falta de emissão de parecer no referido prazo.
5—Em caso de parecer favorável as delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais podem estabelecer condicionamentos ordem ambiental e paisagística à realização das obras ou dos empreendimentos.
6—O parecer referido no n.° 4 é solicitado pelas entidades competentes para o licenciamento das obras ou empreendimentos mencionados no n.° 1 ou pelo próprio interessado, nos casos em que o parecer seja requerido.
7—O disposto no número anterior é também aplicável às entidades com competência para aprovação dos projectos de localização dos empreendimentos

8—Sempre que se verifique discordância de pareceres entre as delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais e as entidades que a nível do Estado são competentes para o licenciamento das obras ou empreendimentos mencionados no n.° 1, os projectos de localização serão aprovados por despacho conjunto do Ministro do Planeamento e da Administração do Território, do Ministro do Ambiente e Recursos Naturais e do ministro competente em razão da matéria.


Artigo 5
Domínio público hídrico

1—Sem prejuízo da competência legalmente atribuída aos organismos portuários, nos termos dos Decretos-Leis n.ºs 229/82, de 16 de Julho, e 348/86, de 18 de Outubro, em matéria de preservação das praias, arribas e falésias, bem como de defesa e administração das margens do domínio público marítimo, o licenciamento por parte destes organismos das actividades referidas no n.° 1 do artigo anterior e localização em terrenos do domínio público marítimo integrados na REN fica sujeito ao regime previsto no mencionado artigo.
Comentário: O regime de excepções é simplesmente assustador!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, fevereiro 24, 2007

Confiança nas instituições XIX

Não muito longe de S. Pedro de Moel, a sul

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Constrói-se em plena duna, transforma-se esse território nacional em condomínio fechado, arranca-se a vegetação, erguem-se muros e muretes, altera-se o regime das águas sem grandes preocupações quanto ao seu escoamento, vendem-se as casinhas, encaixa-se o dinheiro e depois, mais tarde, compradores (já não acredito que sejam incautos, julgam-se também chicos espertos, estilo deixa comprar antes que proibam definitivamente, depois estas já estão construídas, não se atrevem a implodi-las...), assustados com a ruina iminente primeiro do quintal e depois da casinha ou vice-versa, vão para a TV, juntamente com os seus mui diligentes autarcas, exigir obras já não de protecção/reconstituição da duna, que a esperteza chica acabou de destruir, mas de sustentação das casas...

Eu até acho que é de pensar construir um dique* em pleno mar, ao longo de toda a costa não rochosa portuguesa , perde-se um pouco a vista, mas ganha-se praia e tem-se a vantagem de se poder passar a construir no areal...

*Nota:-Embora o objectivo em Portugal não seja o de fechar o delta de um dos maiores rios da Europa, mantendo-o ao mesmo tempo aberto à navegação, podem tirar-se algumas boas ideias aqui e aqui

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Sic notícias: EDP, governo e experts: todos de acordo

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Escrever na blogoesfera tem a grande vantagem de poder também ser uma espécie de pensar com os nossos botões sem grandes preocupações de documentação e de termos razão - as minhas interrogações e hipóteses acerca do financiamento do deficit tarifário na energia não se confirmam: não é o endividamento do Estado que o vai financiar, as próprias empresas vão pagar essa diferença com a renda das barragens que afinal era mais do que se pensava...Pois, serão mesmo as empresas que vão pagar essa diferença? Estamos a falar dA empresa ou há mais? Se ela vai pagar e não os consumidores que acontecerá aos lucros ? Ninguém, à excepção do jornalista, mencionou o tema lucros... então quem vai pagar, digam lá?
Interessantíssima a conversa entre os experts, tudo claríssimo, os raciocínios torpedeantes de Mira Amaral (a ter que explicar duas vezes mas talvez mais pela sua dicção do que pela falta de inteligência dos outros experts) explicando as descobertas brilhantes do ministro da economia, o outro expert (de que já não sei o nome) lançando referências vagas aos "outros custos" com cheiro a missão social e ambiental a justificar os preços altos que pagamos. Altos? Não tanto, pois abaixo do custo. Tudo limpidíssimo como água. Mas por falar em água, por que carga dela é que estes senhores passam a vida a falar de transparência, concorrência, flexibilidade de mercado e estão alegremente conversando acerca de como continuar tranquilamente a consumir energia abaixo do custo de produção, ao mesmo tempo dizendo que não, que aqui é tudo clarinho, que lá em Espanha é que é tudo escurinho e confuso. E como é que esta "taxa" que nos chega a casa que afinal serve para subsidiar tudo e todos não é definida em lei? Se pagamos mais que os outros, significa que todos na Europa subsidiam a energia. Estamos na época pós-Quioto, meus senhores...Mas pagamos mais 30% que os outros europeus... por causa dos custos disto e daquilo , eólicas e mais não sei o quê a cheirar a amizade ao ambiente...e eu a querer pôr as contas da luz na lei do mecenato em sede de IRS...
Sabem que mais? Eu, que não tenho acções da EDP nem a craveira de Mira Amaral, tenho sérias dificuldades em compreender a lógica de tudo isto. Então, não sei porquê, tenho esta impressão de que é desejável que venha o Mibel ou lá o que é: é que me dá a ideia de que serão melhores para o cidadão consumidor as soluções encontradas em Espanha mesmo na tal confusão entre entidade reguladora, blá blá, empresas, entidade legisladora, blá blá blá, mas onde as eventuais dificuldades são também repercutidas nas margens de lucros das empresas exploradoras da energia... mas pode ser uma impressão enganosa.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

OPAs e birras

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E como tencionam financiar a birra? Aumentando o monstrinho do telefone fixo?
Há muita gentinha já a querer vender mas 11,5 parece ser só o preço virtual, calculo eu, já que as acções PT descem.
Interessantíssimo ver os tubarões a abocanharem-se pela presa. Mas o sangue a verter é o da presa...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Motivação para o trabalho

A equipa ministerial da educação conseguiu finalmente reduzir o absentismo dos malandros dos profs. Como? Foi adiantada a explicação num telejornal da RTP, mas não foram apresentadas imagens nem reportagem. Procura-se aqui contribuir para esclarecer melhor a opinião pública, com algumas "imagens reais" do "país real". A imagem foi propositadamente desfocada para que não possa ser identificada a escola.


Sala de profs de uma escola qualquer do ensino secundário, às quartas de manhã



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Expressão mais frequentemente ouvida (quando se pode ouvir aqui e ali qualquer coisinha):
-olha que tu, vê là, não te atrevas a faltar amanhã que estou eu de fascina às substituições!

domingo, fevereiro 18, 2007

Virtudes da democracia ou o fartar vilanagem

Indemnizações reais para rupturas fictícias de contratos, prémios de produtividade decididos pelos próprios para si próprios, sub ou sobreavaliações de património, consoante o interesse da bolsa deles e dos amigos, concursos públicos para obras com suborçamentação seguida de derrapagem, enriquecimentos estranhos simultâneos às obras, operações na bolsa com informação privilegiada, a escandaleira da corrupção descarada e disseminada no futebol... tudo isto na mais perfeita impunidade, já que se safam sempre... Face a isto é natural que a pouca vergonha dos concursos públicos em muitos politécnicos e outros institutos públicos para contratação de docentes e funcionários onde só falta a fotografia do amigalhaço que querem colocar à mama do contribuinte em lugar de outro provavelmente bem mais competente (que nem poderá concorrer) continue alegremente...
Em todas estas situações apenas o ministério público ainda vai incomodando, não se vê um único ministro demitir gente sem vergonha, não se vê um partidinho desses do poder (PS ou PSD ou o que for...) tomar posição clara de retirada de confiança às pessoas concretas que andam no gamanço ao cidadão que paga os seus impostos. Dá que pensar...
Até quando? Convém não esquecer que tudo isto se passa numa época de forte aperto de cinto e numa altura em que prendem sargentos por passearem na rua . O pobinho aguentará até quando? Deram-lhes os funcionários públicos para o espectáculo de circo, o povo gostou e banqueteou-se do sangue nas arenas. E agora quem é o próximo bode expiatório? Não estarão a ficar com falta de bodes? Olhem que o povo gosta de democracia apenas de forma muito relativa, enquanto também ele possa comer do banquete umas migalhas... Os nossos empresários que há muito não são do pobo, os heróis deste tempo descobriram as vantagens da democracia e são todos "democratas" e afinal, bem vistas as coisas, é o que nos vale, são eles que mantêm a "democracia", são eles que nos mantêm na Europa, por causa do "São Euro" como diz o Eng. Belmiro. Se lhes conviesse mais a ditadura tê-la-iamos, que pretextos não faltam. Mas não me parece que o povo ache graça a este fartar vilagem por muito tempo ... Eu (e muitos que não gostam de ditaduras) continuo a achar que a democracia só o é com a separação de poderes muito clara e os Tribunais a funcionar com independência e eficácia. Sem isso temos isto que temos, que mais não é que uma mascarada de democracia! Da gestão destes "democratas" que temos agora no governo deste cantinho apenas a redução da fuga ao fisco é resultado que se veja, mas possivelmente à conta dos pequenos (muitos) que agora pagam com medo... os outros estão numa boa como sempre*. O nome na internet? O nome nos media? E eles ralados, é publicidade gratuita, só faz é perder algum tempo nas entrevistas, é uma maçada...

*Nota: Os grandes que fazem questão de afirmar que cumprem, sempre cumpriram, não? Então não se notará a diferença...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007