terça-feira, novembro 14, 2006

Orçamento: tesouras, rosas e motoserras

Esta dá, apesar de ser muito delicada


Fonte: celebrate.com.br

Uma tesoura de peixe também serviria mas esta invenção tripla é melhor...


Fonte: raven


No entanto, para o efeito desejado pelo diligente governo do país no abate do monstro, é de escolher esta, sem margens para dúvidas até porque é bem mais "tecnológica":


Fonte : cantinho dos bixitus

sábado, novembro 11, 2006

Uma reflexão, uma decisão e uma declaração de intenções

1. O congresso do PS: temo que termine com um uníssono "YES, PRIME MINISTER" com música de fundo a condizer...

2. O Abrupto, embora nos top 5 do blogómetro, ainda tem à frente os blogs da mulher nua e afins. Por isso há que ir ao blog de Pacheco Pereira mais vezes por dia.

3. Este blog anda fraco de audiência, um dia paro com isto e faço um doutoramento desses que por aí pululam, para melhorar perspectivas na carreirinha...

sexta-feira, novembro 10, 2006

E o Estado parou?

Somos assim, a tibieza, o medo e a pequenez está-nos no sangue... Hoje, agora, a oportunidade de mostrar a todos que o Estado é necessário... e, no entanto, muitos, diligentemente, comparecem ao servicinho. Alguns, na educação sobretudo, esperando que os blocos estejam fechados com a greve dos funcionários, assim não se trabalha na mesma e não se desconta no salário. Somos assim também. Os mesmos que estão indignados (e com razão) são capazes de assim fazer. E quem manda sabe disto por experiência própria, porque assim também já fez, porque já torneou obstáculos oportunisticamente, podendo agora fazer discursos demagógicos, sem problema, estão também a arranjar maneira de se manterem no poder, não interessa como, não interessa o seu currículo anterior, que interessa isso? A ética já foi... já não é necessária, até porque a ética não é rentável portanto esmaga-se já. A ética há muito foi considerada excedentária por quem dirige o Estado e obviamente o sector privado não está disposto a absorvê-la já que dela não precisa. Honra seja feita, no entanto, aos muitos funcionários que apesar de tudo e muitas vezes prejudicando-se na sua carreira sempre a honraram e aos empresários que ainda a honram, poucos, como imagino, e pouco rentáveis, calculo também, já que têm de competir num ambiente de sacanice e oportunismo desenfreados!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Plágio: who cares?

Mereceria um blog este assunto. É edificante assistir ao espectáculo da banalização do plágio em Portugal, primeiro a notícia ribombante, depois a pena leve, afastamento da revistinha, depois nada, e agora um livrinho de novo e qualquer dia está no público ou no sol, navegando de vento em popa. Convidada pela TV, já depois do tal episódio, teve a lata de falar de elites, das cópias da Internet no superior e no secundário e da não valorização da Ciência em Portugal.
Et pour cause

Porque me lembrei agora daquele plágio é simples: é que já anda na ribalta outra vez e isto só vem acrescentar à inutilidade de qualquer cruzada no sentido de preservar a qualidade científica em Portugal. O necessário é fazer currículo com lixo publicado, copiado ou parafraseado sem referência ao autor. Uma pessoa pode distrair-se e não cortar as partes ipsis verbis...as outras parafraseadas podem ficar sem referência ao pensador original, isso agora não interessa nada, coisa sem importância nenhuma...*
Palavras para quê, é uma catedrática portuguesa...

Na época da cultura light, zipped & zapped, WHO CARES?
Garbish to garbish, shit to shit...
farewell old Science... hello junk "science"!
*Estou a parafrasear Clara Pinto Correia, ou aquilo que a imprensa disse que ela disse, à excepção da expressão "isso agora não interessa nada" que, como sabemos, é de Teresa Guilherme

quarta-feira, novembro 08, 2006

Défice, cortes orçamentais, invejas e ódios- who cares?

Folgo em saber que há mais gente que compara este estilo de governar ao do governo nazi. De facto, senhores do governo, vocês deram o tom, infestaram a atmosfera com a filosofia nauseabunda de que o não rentável deve desaparecer, de que não deve sobrecarregar os que "produzem", os "rentáveis". Inquinaram as relações inter profissionais deste país, tornaram mais pequena a gente pequena deste país, fizeram da inveja e do ódio a principal motivação para os apoios de que precisavam e precisam para continuarem a agenda neoliberal agora em voga por toda a Europa!
Os mais velhos , os deficientes, os funcionários de serviços públicos-que não são produtivos pela simples razão de que pertencem aos sectores até agora considerados dos bens não comercializáveis, como são a educação e a saúde - todos eles apontados como os párias, os culpados da situação. Foram vocês, não foi a última coligação governamental PSD/CDS de Santana Lopes, que tentou também, mas não teve tempo. Não, não foram eles, foram vocês! Vocês tentaram convencer o povo empregado no sector privado de que ele "à que era/é produtivo"(1), e que os trabalhadores do sector público eram/são "uns párias, uns chulos", nem mesmo deveriam considerar-se "povo português". Foi isso que disseram, é isso que dizem, foi isso que fizeram/fazem pensar, usando a repetição à la Goebbels: senhores do PS foi isso que fizeram, é isso que fazem!!!!!!!!!!!!!!Entretanto alegremente, os maus gestores da coisa pública, de " institutos" vários por aí, politécnicos sobretudo mas não só, continuam gestores das chafaricas que dirigem, distribuindo cargos aos amigos medíocres -estes agora estão todos de fileiras cerradas, à volta do seu benfeitor, seriam muito bem capazes de suportar os Pol Pot deste mundo, falta-lhes apenas o contexto nacional, que lhes não é ainda favorável, para fazerem desaparecer fisicamente pessoas que os incomodam, tentam no entanto matá-los civilmente, tornando-os redundantes, perseguindo-os até ao despedimento(2). A esses "gestores" chamam-lhes "presidentes" e nada lhes acontece sobretudo se forem do PS ou se fizerem constar que o são, ou se conseguirem convencer o ministro da tutela da excelência da sua gestão e das instituições que dirigem, excelência que não têm nem nunca terão, precisamente porque são incompetentes e abusadores dos cargos que ocupam, promovendo alegremente os piores e desprezando os melhores ou perseguindo-os na mira de deles se livrarem!!!!!!!!!!!!! Que lhes interessa se ao fim de cinco ou dez anos o Estado tiver de pagar indemnizações a essas pessoas cuja vida profissional foi destruída? Não são nunca esses senhores gestores a pagá-las pessoalmente, do seu bolso. As indemnizações saem do mesmo saco : os impostos, e como ninguém sabe, essas coisas ninguém denuncia, os jornalistas só vão farejar coisas picantes, who cares????????


Notas
(1) Quem serão esses "produtivos", o que será rentável , e o que de novo se produz em Portugal é outra história que me não ocupa aqui e nem pensem que aqui vão encontrar algo sobre isso alguma vez , há quem viva e singre copiando as ideias dos outros sem ao menos fazer referência ao plagiado como mera fonte de inspiração!

(2) Estão aqui ausentes siglas de partidos, não significando que considere inocentes os não mencionados. A escola de alguns desses gestores, a cartilha que os formou é muitas vezes a cartilha estalinista, do PCP e de outros, cartilha e prática cuja eficácia e tenacidade na perseguição de quem não "convém" é também conhecida! Ai é? Está a pensar que defendo que acabem os partidinhos e a política? Desengane-se! O que eu acho é que os partidos são apenas mais uma arena mas nunca a única onde as pessoas de bem, com uma coluna vertebral, coerentes com uma ética intrinsecamente humanista podem e devem marcar a sua posição mesmo que tenham que sofrer a claustrofobia do "quadrado" de que falava Alegre quando o deixaram só. A coerência total é o nazismo, não é possível ao ser humano mas não exageremos na cobardia e no chafurdar na lama como estratégia de sobrevivência, não é fácil ser-se santo mas marcar posição encoraja-nos e permite-nos não fugir do espelho de nós e incentiva outros a não esmorecer, a continuar a defender alguns valores universais como única base de sustento possível para a forma de organização social a que chamamos democracia!

sábado, novembro 04, 2006

Animais de estimação II

"Morcego atroz: Estes grandes voadores às vezes são criados para lutar um contra o outro, ou no ar ou aleijados e forçados a lutar em uma arena. Estas brigas repulsivas são a fonte de muitas apostas. Algumas comunidades drow utilizam morcegos atrozes treinados como corcéis voadores, embora tais vôos sejam perigosos e normalmente cidadãos comuns ou crianças drow (sempre cidadãos comuns) são forçados a montar os morcegos; desse modo, se os morcegos ou os cavaleiros forem mortos, não será nenhuma grande perda para a comunidade. Estes pares voadores são usados somente para espiar ou aborrecer os inimigos com dardos de besta envenenados. Treinar, para os morcegos, consiste em aprender como ser guiado com sela e rédea, e treinar, para o cavaleiro, consiste em aprender a segurar sobre a couraça do morcego para prevenir quedas. Morcegos atrozes são descritos no Livro dos Monstros."
ultimosdiasdegloria

Défice e excedentes

Excedentes: porque não co-incinerá-los?
Heil, Teixeira von Heiligen!

sexta-feira, outubro 27, 2006

Corporações e subsídios para a guerra civil fomentada pelo Governo da República

Embora difícil de acreditar, há muita gente por aí defensora da redução drástica dos funcionários públicos e que toda a vida o foi ou mamou das empresas públicas ou foi e é delas "consultor". Essa gente aplaude o governo no seu frenesi de cortes nas despesas com o funcionalismo. Então são sempre os outros que estão a mais? Vossa Ex.a não? Será V. Ex.a excelente? Foi V. Ex.a também avaliado/a criteriosamente pelos resultados obtidos?
O Reino Unido e muitos outros consideraram há muito o funcionalismo da educação, por exemplo, como fora do Estado, os profissionais da educação não são considerados funcionários públicos. É que, de facto, trata-se de um serviço que pode ser prestado a nível privado: gostaria até de ver o que aconteceria se tudo fosse privatizado, ou seja, todos esses hominídeos que chamam corporações aos grupos profissionais que têm um discurso próprio, devem agora muito dinheiro ao Estado pela utilização dos serviços públicos, uma vez que há muitos colégios que apenas sobrevivem por terem bons professores que acumulam umas horas com a escola pública e que, de outra maneira, não aceitariam o negócio. Se os tivessem que contratar em pleno talvez tivessem que pagar ainda mais do que o Estado, dado o risco do desemprego passar a ser internalizado pelos professores. Paguem, meus senhores, paguem e vejam os colegiozinhos a contratar professorzinhos ignorantes mas baratinhos. O mesmo na saúde, as clínicas privadas têm do melhor porque esses senhores doutores que dão o nome à clínica trabalham ou trabalharam no hospital público onde estava o equipamento e onde estavam e estão as equipas completas que permitiram a esses barões terem o nome que hoje têm. Façam isso, mas avisem os funcionários, dêem-lhes o tempo a que têm direito para corrigirem trajectórias de vida, é que essas pessoas estão na faixa etária dos 45-50 e mais. Anuncia-se ameaça-se o funcionário anónimo para depois surgir a lista de chofre e sem pre-aviso. Trata-se de cidadãos não de delinquentes!!!!!!!!!!!!!!!! Meus senhores, estão a criar uma situação social explosiva e falta-vos ainda montar as S.S. e a Gestapo, que já existe, mas está ainda muito desorganizada.
A Odete esteve bem num debate com um qualquer desses, de que não retive o nome, nem estou interessada por ora em saber. Vai sair-vos bem mais caro o negócio da privatização do risco social, paguem depois também às polícias privadas para esmagar o exército de esfomeados ao qual se juntarão os humilhados e ofendidos.
E quanto aos que defendem a privatização parcial do risco social na segurança social, como pensam obrigar as pessoas a fazerem poupanças com o dinheirinho que não entra nos cofres do Estado? E se as não fizerem? É o Estado uma vez mais que os irá salvar da "miséria" na ponta final da vida? Com que dinheiro? O meu? O dos meus filhos? Não tenho aqui à mão um desenho adequado para ilustrar a resposta. Um só comentário final: Heil!

N.B. : Tenho que explicar em língua universal o meu uso frequente deste “heil”

When neoliberalism needs a socialist party to carry on its agenda, when a government is leading frustration and anger of the people and foccusing that anger on a social group- the civil employee- then I feel the right to compare those “socialists” with the “national-socialists” of Germany in the late thirties and early forties. Sorry if I offend some genuine socialists, but I can't hear your voice anywhere, the media are already controlled but the parliament is still functioning, as far as I know there was not a big fire there !!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Défice e "excedentes" ou como é fácil governar em Portugal

Como é possível que tenham que ser os deputados a fazer as contas dos cortes para chegar a uma aproximação daquilo que poderá vir a ser uma grande opção de "pre-despedimentos" em massa na função pública! Agora é assim? Não se tem que explicar tudo, rubrica a rubrica, no Parlamento, para fazer aprovar o orçamento? Basta ter maioria e já está, é assim agora? É espantoso como eles são medíocres e pensam ser grandes reformistas! Como é fácil cortar muitos milhões na massa salarial, logo se vê, dizemos que os mandamos para a pré -reforma, eles ficam esperançados, afinal não é ainda a câmara de gás, e deixam-se ir docilmente para o matadouro, dizemos que é só um duche!!!!!!!!!
Heil!

quarta-feira, outubro 25, 2006

Comentários do artista

Seria tão bom que os escritores escrevessem romances e deixassem as áreas que não dominam nem nunca dominaram nem sobre as quais alguma vez se documentaram, e só as comentassem com os amigos, nos cafés, ou melhor, nos bares que frequentam.