quinta-feira, outubro 19, 2006

Cumprimos: não aumentámos impostos

He, he, he! Claro que tudo isto não são impostos, pois só paga quem usa, é verdade, mas os impostos só paga quem respira e se move, os mortos não pagam para existir, para circular!!!!!!!!!!!
Já entregou a sua declaração do IRS à EDP? As empresas já o fizeram, coitadas, elas não podem pagar a energia que usaram, vamos ser bonzinhos, coitadinhas, como irão manter os tachinhos dos acessores? Estes, por sua vez, coitadinhos têm despesas elevadas com a troca da limousine, a limpeza da piscina e outros gastos inadiáveis. Vamos lá, sejam solidários!
E à Brisa, já entregou a declaração, a ver se não paga as SCUTs agora SCCUs (não sejam maléficos, isto significa apenas Serviço Com Custos para o Utilizador)
Não se esqueça de levar a declaração quando muito imoderadamente se deslocar ao Serviço Nacional de Saúde e utilizar o STG (Serviço Tendencialmente Gratuito) e considere alternativas à sua ideia de passar uma semanita no hospital: há parques de campismo com ares bem mais saudáveis e baratinhos onde pode dormir e comer bem por pouco mais de cinco euros, seu malandro, não abuse do Estado!
Já que estamos com siglas, quanto ao TGV, como aliás foi para a construção das auto-estradas, paga na mesma quer use quer não, não vale a pena entregar a nenhuma empresa a declaração.

terça-feira, outubro 17, 2006

Se concordarem comigo, temos acordo, se não, farei o que entender

Disse o governo, antes da negociação final com os professores. Boa! O V. ídolo de bigode não diria melhor, claro que em Alemão soará bem melhor (vou saber como se diz, mas agora não tenho vagar). É, de facto, um bom começo para "negociar", a ver se percebem de vez quem manda. Mas não, não vinha falar dos professores e do coro de asneiradas que por aí se tem dito e escrito sobre uma profissão de alta complexidade que todos pensam conhecer só porque todos passaram pela escola ou porque todos têm um filhinho que já há muito não controlam e que despejam nas escolinhas para que os professores o aturem durante o dia . Isto de ser só o dia de semana está mal, não se percebe porque se não inventou ainda uma maneira de obrigar essa raça de malandros a tomarem conta da criançada nos fins de semana, nas férias e também à noite para que os meninos não vão para os bares e discotecas gastarem-nos o taco! Nós, os papás encontrámos uns bons idiotas que têm espírito de missão, infelizmente esses idiotas, convencidos de que a missão é complexa e dura, também ganharam a mania de que deviam ter regalias. Senhores do governo, estão a trabalhar muito bem, que esses gajos já se andavam a recusar a dar nota para passar à nossa mui polida prole e a negar-se a aturar as suas naturais “infantilidades” que até agora chamam de “violência”, quando se está mesmo a ver que são apenas agressões verbais infantis, sem importância nenhuma, os meninos cá em casa também nos chamam nomes, são crianças, mesmo com 16 e mais anos não deixam de ser criancinhas, coitadas, precisam de ajuda, como diz o Sá! Onde é que já se viu, recusarem a razão de existirem, eles servem para isso, os profs, qual transmissão de conhecimentos qual nada, o meu filhinho aprende muito bem na Internet, escreve lindamente quando copia da net, e o raio da prof a embirrar com ele! Ponha-se na ordem essa corja que só mama o Estado! Estudem-se formas de os obrigar a organizar e vigiar meninos em colónias de férias qu’a gente temos um emprego a sério e precisamos de gozar as férias descansados sem a pequenada atrás com as suas normais birrinhas!
Mas eu vinha falar de estilos de governação e acabei a falar dos profs. Voltemos ao essencial, a coisas mais sérias. Muitíssimo bem, está-se no bom caminho, ensaie-se esta forma de gerir no Estado, deixem-se os ditadorezinhos mostrarem quem manda, estabeleça-se esta filosofia de gestão também nas escolinhas básicas e secundárias, deixe-se grassar o clientelismo mais mediocrizante e mesquinho, fomente-se o comadrio (não é erro ortográfico, é mesmo isso, comadrio, diz mais esta palavra sobre o ambiente geral entre colegas, homens ou mulheres, que decorre deste estilo, do que “compadrio” ) estimule-se a bajulice e esmaguem-se as vozes discordantes dos "conflituosos que não deixam o governo e os senhores gestores trabalhar", calem-se de vez aqueles que têm o terrível defeito de usar o cérebro que o criador lhes deu e, pior ainda, de expressar em alta voz, em reuniões de decisão, as conclusões resultantes desse uso...
A seguir, também no sector privado, vingará este magnífico estilo de gestão, que embora muito antigo, se auto-apelidou de "moderno": só falta a prisão política e a polícia nas empresas! A modernice vem daí, a polícia não é precisa, o medo à polícia está dentro da cabecinha das pessoas, é herança de Salazar e, como muito bem se leu recentemente no Abrupto, o terror do conflito é a herança que deixou o ditador… a prisão política não é precisa, o medo do desemprego e de não singrar na carreira chega por agora, funciona lindamente!
Este "contexto social" é, aliás, um dos critérios do Banco Mundial para estabelecer o ranking da "competitividade", a "autoridade"- a facilidade de despedir quem incomoda com as “manias” de que a lei deve ser cumprida é um dos aspectos básicos da "flexibilidade do mercado de trabalho". Aliás, esta forma de gerir é, de facto, o estilo de muita gente bem colocada e que, claro, faz constar das suas ligações à esquerda e ao partido do governo. Há um caso paradigmático, bem colocado na gestão dos politécnicos, que nem um mestrado tinha quando acedeu ao lugar de gestão, e que, sem qualquer curso de economia ou gestão e nem mesmo de engenharia, disse coisas avulsas a respigueito –não é erro, é a contracção de “respiga” com “eito”- do contexto empresarial nacional, tecendo glosas aos critérios do BM que mal conhece, para poder escrevinhar umas “palavras com liberdade". A liberdade que ele usa para sanear os que o não bajulam. E disto há infelizmente muito por aí! Tal como havia na Alemanha nazi, é sabido como muitos medíocres se libertaram dos obstáculos à sua carreirinha que alguns (de facto, muitos) professores judeus brilhantes constituíam e cujo único crime foi precisamente o facto imperdoável de não serem medíocres como os que os denunciaram e que deles alegremente se libertaram! Claro que estes nada disto conseguiriam sem as suas ligações ao poder nacional-socialista que por sua vez nada era sem os seus apoiantes difusos interessados em usar atalhos para singrar à custa do esmagamento de colegas melhores que eles…
Sobre o tal (que aqui fica como exemplo apenas) veio a constar recentemente, que saiu doutorado há pouco tempo por artes mágicas, talvez tenha apresentado o seu livreco, colecção do que tem escrevinhado em jornalecos locais a respeito de como se devem dirigir politécnicos públicos. Talvez tenha acrescentado em anexo os seus mui doutos e imparciais actos administrativos, cuja isenção já vem sendo conhecida na praça, a ilustrar como tem vindo a garantir a liberdade de expressão e os direitos humanos em geral, sobretudo o da não discriminação na instituição que dirige.
Esperemos que o Sócrates faça o mesmo, aproveite o tempo em que está primeiro ministro e peça equivalência ao doutoramento, submetendo uma colectânea de discursos a uma chafarica universitária qualquer que lhe branqueie eventuais balelas demagógicas de senso comum barato, que lhe dê o grau , não honoris causa, isso não vale, um a sério, coitado do homem, também merece, até não escreve mal: embora não seja científico o seu discurso, vamos lá, até soa bem e mete tecnologias em cada frase! Ele que junte os decretos-lei que aprova em conselho de ministros, em anexo, claro. Vamos lá, senhores professores das Universidades, sejam bonzinhos que nunca se sabe se não haverá frutos a colher dessa bondade, dêem-lhe também um grau em gestão ou mesmo engenharia, sempre é a sua área, e é pessoa convicta do que diz e frequentemente brilhante a falar, sempre merece mais que o tal!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Párias, sanguessugas e tiros no pé

Abusem, espezinhem, chamem-lhes párias, chulos, sanguessugas, depois de uma vida inteira de trabalho, tantas vezes com horas e horas extraordinárias nunca pagas nem mesmo reivindicadas, no local de trabalho ou em casa e de tanta "carolice"...Mandem-nos tomar conta de velhinhos, obriguem-nos a dar aulas nas prisões, forcem-nos a transformar as escolas em prisões soft, infantilizando e desresponsabilizando ainda mais os nossos jovens, enviem-nos depois a limpar ruas e latrinas, façam isso tudo, a nossa dita opinião pública pode sempre tornar-se tão douta como era douta a opinião pública da Alemanha dos anos trinta: há que castigar os culpados e eles foram já identificados - os funcionários públicos, a maior parte deles, professores e médicos, colocados por concurso nacional nas escolas e instituições de saúde públicas*. É isso que lhe dói, à opinião pública, é que eles entraram com um diplomazinho que a maioria do mui douto público não tem, e sabendo que a nossa muitíssimo esclarecida opinião média, sobretudo a que fala nos fóruns das rádios e nos cafés deste país, já vai sendo de uma geração que não tirou o diploma mais porque não conseguiu do que porque não podia economicamente, percebe-se bem o mecanismo psicológico de tanta fúria contra os professores, os técnicos superiores dos ministérios e os médicos, que são de facto factura pesada no orçamento de Estado. Se os podemos pôr a trabalhar de graça, para quê pagar-lhes? Façam a seguir campos de trabalhos forçados como os da vossa saudosa Alemanha nazi, senhores deste governo, achais então que descobristes a pólvora, elegendo um bode expiatório! Meus senhores, pagai direitos de autor aos sobreviventes e herdeiros da boa tradição nazi e juntai nacional com tracinho antes do nome do vosso partidinho e ficará tudo coerente!
Belíssimo trabalho! No entanto, a eleição do empresário médio português como o novo tipo de herói e modelo a seguir não foi ideia assim tão brilhante, correu um pouco mal, dados os resultados de um estudo recentemente publicado a respeito da excelência da gestão do nosso sector privado! Claro que eles, os gestores do privado, não são excelentes por culpa de quem, de quem,..vejam lá se adivinham... do Estado, claro, desse Estado do qual o nosso dito "sector privado" tem sido ao longo destas décadas, uma verdadeira sanguessuga, dependente da corrupção deste e daquele, contando com o subsídio para isto e para aquilo, pressionando câmaras, governos e parlamento para legislar ou decidir a seu favor, mendigando apoios para cobrir riscos que deveriam correr por conta própria e o mais que sabemos, ou deveríamos saber, a respeito da apropriação privada da coisa que deveria ser pública por definição.
Senhores e senhoras decisores/as, ignorantes e medíocres, estudem História recente deste país (o século XX, para começar,talvez só o pós-guerra para não cansar muito): perceberão que tem havido e se mantém uma promiscuidade enorme entre o sector chamado "público" e o sector dito "privado" e que não convirá muito a este último abusar da ideia de que o Estado é o papão ou o monstro a abater! Cuidado com o pé ao carregar a arma!

*Claro está que me refiro aos concursos públicos nacionais, de médicos e de professores, com regras transparentes, com editais claros e gerais e não incluo portanto as paródias de concursos públicos que grassam por esses politécnicos fora!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Gostei

Ficaram em terra confinados a um convite para um debatezinho entre amigos com lo hermano, no forum que cada vez mais se tem tornado isso mesmo, um círculo de troca de ideias entre amigos com ligeiras diferenças de opinião...
Mas gostei que tivessem todos que ficar por cá, sem se poderem pavonear atrás dos reis e rainhas...a "amizade" já bem cimentada pelos milhões que já encaixaram e virão a encaixar não precisará já da benção de Belém...de qualquer das formas, tudo vai bem para esse friso de senhores, no ?

sábado, setembro 16, 2006

Estabilidade e ruas

De volta ao cantinho de luxo, tudo na mesma, os mesmos a decidir coisas, agora mais "mesmos" do que antes, oposição e governo em consonância, os mesmos a comentar coisas, as mesmas coisas, os mesmos a dirigir coisas na TV, as mesmas também, o cantinho tão estável, tão estável que até vai crescer, de tanta estabilidade...
Na rua, o cão que, embora "rafeiro", embora fêmea, aristocraticamente a controlava desapareceu, envenenado, riscos da rua... Ficou mais vazia, menos nobre, a rua...
Entretanto, mais achas para a fogueira da rua árabe, por falar disso, de donde virá tal ideia, nunca ouvi dizer "a rua europeia", "a rua ocidental", a "rua americana", enfim, a sociologia da linguagem responderá...

terça-feira, agosto 29, 2006

Mussorie


Krishna Temple


Posted by Picasa
Nao foi, portanto, possível ver os Himalaias (alguns folhetos turísticos afirmam ser possível observar as neves perenes, em dias claros)
Depois da emocionante subida de forte inclinacao, a descida bateu toda a estadia em adrenalina... chuvia abundantemente) Foi-nos dito , já em baixo, em Dehradun, que é frequente a derrocada de terras e o consequente corte de estrada... de facto, as quedas de água lamacentas na estrada tinham-nos sugerido exactamente essa possibilidade...
"Drive slowly, we are not in a hurry"dizíamos nós.. depois percebemos que ele nao podia ir mais devagar, sabia que tinha que tentar ganhar avanco à água!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Finalmente a chuva


Gurgaon, depois da chuva Posted by Picasa

Hinduism

"The Hindus are not polytheistic. Hinduism speaks of one God that is the supreme Self in all, Atman, Brahman. The different gods and goddesses of the Hindu pantheon are mere representatives of the powers and functions of the one supreme God in the manifested world.
(...)
The Hindu philosophical and spiritual truths conveyed through the Upanisads and Puranic literature have also been ingeniously presented to the masses in the form of symbols. A symbol ia a known idol representing the unknown ideal. The art of god-symbolism helps both the literate and the illiterate Hindus. The illiterate derive at least some idea of the supreme Truth through the symbols which help them to maintain their ancient culture and heritage. As for the literate the understanding of the inner significance of the symbols establish a greater conviction of the Truth that they represent.
(...)
The art of symbolism is not peculiar to Hinduism. (...) But no other religion has ever developed this art to the extent Hinduism has done. Hinduism has perfected this art."

A. PARTHASARATHY (2005), The symbolism of hindu gods and rituals, A. Parthasarathy , Mumbai




Posted by Picasa
Kartikeya= Subramanya, segundo filho de Shiva.
Outra forma assumida por Subramanya é Sanmukha, de seis cabecas
Deuses da Trindade: Brahma, criacao, Visnu, manutencao, Shiva, destruicao.
Interessante saber que Shiva se casou com Prakriti ou Uma, matéria perecível. Dessa uniao resultaram Ganesa, deus de cabeca de elefante e Subramanya. Ambos atingiram o estado de perfeicao a consciencia de Deus neles próprios

terça-feira, agosto 22, 2006

Taj, sem água mas belo na mesma

  Posted by Picasa

Agra, Pune


Khas Mahal, Agra Fort

Moti Masjid , Agra Fort

Ganesh
Posted by Picasa
Subramanya