quinta-feira, outubro 12, 2006

Párias, sanguessugas e tiros no pé

Abusem, espezinhem, chamem-lhes párias, chulos, sanguessugas, depois de uma vida inteira de trabalho, tantas vezes com horas e horas extraordinárias nunca pagas nem mesmo reivindicadas, no local de trabalho ou em casa e de tanta "carolice"...Mandem-nos tomar conta de velhinhos, obriguem-nos a dar aulas nas prisões, forcem-nos a transformar as escolas em prisões soft, infantilizando e desresponsabilizando ainda mais os nossos jovens, enviem-nos depois a limpar ruas e latrinas, façam isso tudo, a nossa dita opinião pública pode sempre tornar-se tão douta como era douta a opinião pública da Alemanha dos anos trinta: há que castigar os culpados e eles foram já identificados - os funcionários públicos, a maior parte deles, professores e médicos, colocados por concurso nacional nas escolas e instituições de saúde públicas*. É isso que lhe dói, à opinião pública, é que eles entraram com um diplomazinho que a maioria do mui douto público não tem, e sabendo que a nossa muitíssimo esclarecida opinião média, sobretudo a que fala nos fóruns das rádios e nos cafés deste país, já vai sendo de uma geração que não tirou o diploma mais porque não conseguiu do que porque não podia economicamente, percebe-se bem o mecanismo psicológico de tanta fúria contra os professores, os técnicos superiores dos ministérios e os médicos, que são de facto factura pesada no orçamento de Estado. Se os podemos pôr a trabalhar de graça, para quê pagar-lhes? Façam a seguir campos de trabalhos forçados como os da vossa saudosa Alemanha nazi, senhores deste governo, achais então que descobristes a pólvora, elegendo um bode expiatório! Meus senhores, pagai direitos de autor aos sobreviventes e herdeiros da boa tradição nazi e juntai nacional com tracinho antes do nome do vosso partidinho e ficará tudo coerente!
Belíssimo trabalho! No entanto, a eleição do empresário médio português como o novo tipo de herói e modelo a seguir não foi ideia assim tão brilhante, correu um pouco mal, dados os resultados de um estudo recentemente publicado a respeito da excelência da gestão do nosso sector privado! Claro que eles, os gestores do privado, não são excelentes por culpa de quem, de quem,..vejam lá se adivinham... do Estado, claro, desse Estado do qual o nosso dito "sector privado" tem sido ao longo destas décadas, uma verdadeira sanguessuga, dependente da corrupção deste e daquele, contando com o subsídio para isto e para aquilo, pressionando câmaras, governos e parlamento para legislar ou decidir a seu favor, mendigando apoios para cobrir riscos que deveriam correr por conta própria e o mais que sabemos, ou deveríamos saber, a respeito da apropriação privada da coisa que deveria ser pública por definição.
Senhores e senhoras decisores/as, ignorantes e medíocres, estudem História recente deste país (o século XX, para começar,talvez só o pós-guerra para não cansar muito): perceberão que tem havido e se mantém uma promiscuidade enorme entre o sector chamado "público" e o sector dito "privado" e que não convirá muito a este último abusar da ideia de que o Estado é o papão ou o monstro a abater! Cuidado com o pé ao carregar a arma!

*Claro está que me refiro aos concursos públicos nacionais, de médicos e de professores, com regras transparentes, com editais claros e gerais e não incluo portanto as paródias de concursos públicos que grassam por esses politécnicos fora!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Gostei

Ficaram em terra confinados a um convite para um debatezinho entre amigos com lo hermano, no forum que cada vez mais se tem tornado isso mesmo, um círculo de troca de ideias entre amigos com ligeiras diferenças de opinião...
Mas gostei que tivessem todos que ficar por cá, sem se poderem pavonear atrás dos reis e rainhas...a "amizade" já bem cimentada pelos milhões que já encaixaram e virão a encaixar não precisará já da benção de Belém...de qualquer das formas, tudo vai bem para esse friso de senhores, no ?

sábado, setembro 16, 2006

Estabilidade e ruas

De volta ao cantinho de luxo, tudo na mesma, os mesmos a decidir coisas, agora mais "mesmos" do que antes, oposição e governo em consonância, os mesmos a comentar coisas, as mesmas coisas, os mesmos a dirigir coisas na TV, as mesmas também, o cantinho tão estável, tão estável que até vai crescer, de tanta estabilidade...
Na rua, o cão que, embora "rafeiro", embora fêmea, aristocraticamente a controlava desapareceu, envenenado, riscos da rua... Ficou mais vazia, menos nobre, a rua...
Entretanto, mais achas para a fogueira da rua árabe, por falar disso, de donde virá tal ideia, nunca ouvi dizer "a rua europeia", "a rua ocidental", a "rua americana", enfim, a sociologia da linguagem responderá...

terça-feira, agosto 29, 2006

Mussorie


Krishna Temple


Posted by Picasa
Nao foi, portanto, possível ver os Himalaias (alguns folhetos turísticos afirmam ser possível observar as neves perenes, em dias claros)
Depois da emocionante subida de forte inclinacao, a descida bateu toda a estadia em adrenalina... chuvia abundantemente) Foi-nos dito , já em baixo, em Dehradun, que é frequente a derrocada de terras e o consequente corte de estrada... de facto, as quedas de água lamacentas na estrada tinham-nos sugerido exactamente essa possibilidade...
"Drive slowly, we are not in a hurry"dizíamos nós.. depois percebemos que ele nao podia ir mais devagar, sabia que tinha que tentar ganhar avanco à água!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Finalmente a chuva


Gurgaon, depois da chuva Posted by Picasa

Hinduism

"The Hindus are not polytheistic. Hinduism speaks of one God that is the supreme Self in all, Atman, Brahman. The different gods and goddesses of the Hindu pantheon are mere representatives of the powers and functions of the one supreme God in the manifested world.
(...)
The Hindu philosophical and spiritual truths conveyed through the Upanisads and Puranic literature have also been ingeniously presented to the masses in the form of symbols. A symbol ia a known idol representing the unknown ideal. The art of god-symbolism helps both the literate and the illiterate Hindus. The illiterate derive at least some idea of the supreme Truth through the symbols which help them to maintain their ancient culture and heritage. As for the literate the understanding of the inner significance of the symbols establish a greater conviction of the Truth that they represent.
(...)
The art of symbolism is not peculiar to Hinduism. (...) But no other religion has ever developed this art to the extent Hinduism has done. Hinduism has perfected this art."

A. PARTHASARATHY (2005), The symbolism of hindu gods and rituals, A. Parthasarathy , Mumbai




Posted by Picasa
Kartikeya= Subramanya, segundo filho de Shiva.
Outra forma assumida por Subramanya é Sanmukha, de seis cabecas
Deuses da Trindade: Brahma, criacao, Visnu, manutencao, Shiva, destruicao.
Interessante saber que Shiva se casou com Prakriti ou Uma, matéria perecível. Dessa uniao resultaram Ganesa, deus de cabeca de elefante e Subramanya. Ambos atingiram o estado de perfeicao a consciencia de Deus neles próprios

terça-feira, agosto 22, 2006

Taj, sem água mas belo na mesma

  Posted by Picasa

Agra, Pune


Khas Mahal, Agra Fort

Moti Masjid , Agra Fort

Ganesh
Posted by Picasa
Subramanya

sexta-feira, agosto 11, 2006

Quotes

 Posted by Picasa

"Earth provides enough to satisfy every man´s need, but not every man´s greed."

Mahatma Gandhi, 1946

Números

1 lakh=100 000
1 crore= 10 000 000

Agricultores 65 crore

trabalho infantil= 3 crore

abaixo da linha da pobreza = 23 crore

Fonte: India Today, 03/07/06