segunda-feira, julho 24, 2006

Confiança nas instituições XII




SVD India-Good siesta prolongs life
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sábado, julho 22, 2006

Ofensas às instituições I

Senhores juristas: gostaria que me esclarecessem sobre um problema teórico-prático que me vem incomodando de há alguns anos para cá. Quando verifico que o Estado napoleónico que temos permite, acarinha, dá ninho e abrigo ao mais descarado clientelismo, aos mais despudorados saneamentos políticos, alguns mascarados de expressões como "mau feitio", "linguagem inadequada", que vão acontecendo sem anúncios mediáticos, em muitas instituições públicas dotadas de autonomia (ou não), sinto-me nauseada, e o chá de cidreira é ineficiente (para além de perigoso, podem ir aos IP e lá vou eu,...com 1/3 do salário , vender missangas para completar o rendimento). (1)
O problema jurídico é então o seguinte: um cidadão que não seja directamente prejudicado por aquelas situações tem que suportar, assistir, impávido e sereno? Não têm todos estes abusos a ver com a minha esfera jurídica? É que eu acho que têm, são situações em que a própria vítima está sujeita a esperar anos infindos pela justiça que vem tarde e se não impõe ao Estado e não responsabiliza individualmente o funcionário que prevaricou, que prejudicou com má fé, as indemnizações são pagas tarde, muito tarde, e financiadas pelo contribuinte, não pelo funcionário que as originou, as pessoas prejudicadas não são reinseridas, as beneficiadas não são demitidas, portanto o crime compensa sempre. Por outro lado, a regra da não consignação das finanças públicas, impede o cidadão de saber que é o seu dinheiro (dos impostos que pagou) que está ali, exactamente ali, a ser malbaratado, ou seja, deixa o cidadão incapacitado de se queixar directamente ao tribunal quando não é vítima e não se encontre directamente envolvido. Claro que o legislador pensou bem, quem fiscaliza isso do dinheiro é o Tribunal de Contas, quem fiscaliza politicamente é a Assembleia, o cidadão vota nos deputados para o fazerem, mas… e quando o não fazem? A quem me queixo, quando o próprio STA considera algumas matérias "controversas" e se demite de legislar: aí, precisamente aí, porque são controversas, deveria o STA fazer lei, pôr ordem... mas quem sou eu? Não sou jurista, sou, como muitos outros, apenas um reles cidadão… (aliás, como me atrevo a dizer estas coisas, já viram isto, agora qualquer um diz coisas na blogoesfera, vamos mas é acabar com isto, encerram-se os servidores e já está, "as pessoas têm que se responsabilizar pelo que dizem" !!!!!!!!!!!!!)
Meus senhores, o clientelismo grassando na mais descarada impunidade, essa é que é a grande ofensa à dignidade das instituições, a meu ver, daí a náusea!

(1) Por falar disso, esclareço, não vá a imaginação de algumas pessoas interpretar à letra, dada a coincidência de datas dos acontecimentos nacionais e internacionais, que o post anterior se refere ao conflito israelo-árabe, não é para chamar camelo a ninguém, claro está. É que eu já vejo mal e enfiar missangas é cada vez mais difícil a partir de certa idade...

Quem te viu e quem te vê!



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Lembram-se da música ? ...................................

É tão fácil mostrar quem manda às formiguinhas, enquanto se vai comendo do festim dos verdadeiros abusadores ....

Estou nauseada!!!!!!!!

quarta-feira, julho 19, 2006

Animais de estimação

"Aranha voadora: Esta criatura mutante foi descoberta primariamente na Montanha Subterrânea, mas se espalhou para outras áreas sob os cuidados dos elfos negros. Se parece com uma aranha normal com o corpo do tamanho de uma mão humana, tem um par de asas leves e translúcidas que permitem voar de forma desajeitada à velocidade dos passos de um anão. Estas aranhas voadoras são tão venenosas quanto seus primos da superfície e parecem ser originalmente aranha de caça comum, porque elas são adeptas a pular no ar para pegar a presa e só usam teias para segurar a comida capturada nas suas tocas. A existência destas criaturas começou com rumores sobre um híbrido degenerado entre os avariel (os raros elfos alados da superfície) e os drow. Estes auvathyrri (como tão proclamados estudiosos os nomearam) são conhecidos por terem asas como as de um pássaro ou pretas como as de um inseto, e eles mantêm aranhas voadoras como preferência sobre todos os outros animais de estimação. O fato de ninguém nunca ter visto tais elfos, empresta poder ao rumor de que eles existem e que eles matam qualquer um que os encontra. "
"Rastejador Irritante: Os lagartos do Subterrâneo, chamados rastejadores irritantes, crescem até 60 cm incluindo a cauda. Esbeltos, com dedos do pé parecidos com os de sapos e uma aparência cinza-esverdeada, eles se assemelham a skinks (uma espécie de lagarto). Eles podem escalar paredes e tetos facilmente e tendem a ficar parados no lugar por períodos longos se estiverem ameaçados. Eles atacam presas e repelem predadores cuspindo ácido, que eles podem produzir três vezes por dia. Estes potentes ácidos destroem carne e metal, e sabe-se que pode destruir uma armadura completa de metal. Seus corpos flexíveis lhes permitem saltar mais de 3 m e sobreviver incólumes a uma queda de 9 m. Por causa das suas habilidades, eles são favoritos animais de estimação ou familiares de drow machos forçados a viver dentro uma sociedade matriarcal adoradora de aranhas. Devido seu ácido ser perigoso e extremamente irritante até mesmo a uma leve exposição, eles são animais de estimação inadequados para crianças ou para aqueles muito vaidosos. Rastejadores irritantes são descritos no Cenário de Campanha dos Reinos Esquecidos. "

Nota Hoje estou assim, o que é que isto me faz lembrar?
Não deixem de consultar o site, tem lá mais bichinhos simpáticos, seleccionei estes vá-se lá saber porquê...

Confiança nas insituições XI



Foto: SVD -Bangalore Airport

Nota : sensação de "déjá vu ", porque será?
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sexta-feira, julho 14, 2006

Férias judiciais

Antena aberta: masoquismo puro de facto, já sabia da dificuldade lógico-dedutiva de um povo a quem têm dado, década após década, um ensino que não insiste no estímulo dessa competência (já sabíamos, as notinhas da matemática e do Português lá estão, ano após ano, confirmando os resultados disso...)
Dois comentários apenas:
1) o governo adora estimular a estupidez para ganhar apoios fáceis.
2) férias judiciais não são férias dos juízes, que têm só um mês de férias como todos os cidadãos, são períodos em que não se recebem encomendas novas: como muitas empresas fazem, encerrando em Agosto... pois há encomendas a mais também nas empresas!

Confiança nas instituições X

terça-feira, julho 11, 2006

fraxinus angustifolia

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Quotas

Antena aberta: continua a não ser possível desligar o rádio ou mudar de estação. Masoquismo? Talvez.Muitas vozes são repetidas, muito reformado (em boa hora...) dizendo que os outros é que devem trabalhar até que a morte os separe da escravatura... mas o assunto hoje é "mulheres". "Eles" adoram dizer coisas sobre "elas". Às vezes para dizer bem, não sei mesmo qual dos conteúdos mais me irrita, se o paternalismo dos senhores que dizem bem das mulheres se o dos que temem a mudança e conhecem o problema da escassez de tachos, face à progressão (avassaladora para eles) das mulheres na obtenção de diplomas. A intervenção melhor do dia foi de uma mulher que conhece de ginjeira (de onde virá esta expressão...) os politiqueiros locais, habituada e já farta dos joguinhos da politiquice, das listazinhas já preparadinhas, quando é a hora de decidir democraticamente, descobre que já estava tudo escolhidinho previamente. Intervenções de fundo no parlamento são para os homens, algumas excepções salvaguardadas, claro, Ana Drago foi a nomeada.
De facto, digo eu, que tenho um blogue e não telefono à Eduarda, pois o resultado é o mesmo, o problema não reside em nada de especialmente atroz para as mulheres: elas, estatisticamente falando, talvez tenham menos tempo para construírem as suas redes de influências, mas algumas também o fazem, e vão longe, medíocres muitas (como muitos deles), nem na ambição são grandes, querem o tachinho, não tem que ser o tacho, elas são, também e infelizmente assim. Ser mulher não é vacina contra a pequenez, a estupidez, a mediocridade, a ambição desmedida, a trafulhice, o desrespeito pelas regras, a falta de ética, a cobardia: o gosto pelo tacho ou o medinho de perdê-lo, leva-os e leva-as a colocar nas lideranças quem os possa beneficiar, às vezes apenas com cheirinhos do tacho.
As panelas, usando um sinónimo para não repetir, essas vão escasseando e então eles e elas pensam numas leis que lhes facilitem a vida na triagem...será mais uma forma de calar algumas vozes (neste caso de alguns eles) menos em sintonia com as direcções partidárias: -"pois, ó pá tivemos que pôr uma mulher, por isso não ficaste em lugar elegível, desculpa lá, não foi nada pessoal, claro que tu eras melhor que ela, mas sempre se enfeita o parlamento de beldades...pois, é verdade, ela não pensa como tu, pensa mais como o cabeça de lista mas que é que queres, não há mulheres que pensem como tu, teve que ser assim..."
Pois claro que estou contra as quotas, o défice da democracia é de ética e não é possível fazer uma lei que obrigue a colocar nas listas por cada dois trafulhas, um honesto, por cada dois lambe-botas, um livre pensador...
Parece-vos discurso anti-parlamentar isto? É que é mesmo capaz de ser: a democracia precisa urgentemente de mecanismos de controle, ou ...não é democracia, é outra coisa, é o reino dos oportunistas, sobretudo quando a língua, as "autonomias locais várias" e os nacionalismos (pequeninos ou grandes) hipócritas continuam a proteger esses reinados contra os resultados da elevação pura e simples da fasquia por via da "livre concorrência"...tão apaniguada por esses mesmos oportunistas, nos discursinhos medíocres que fazem onde gostam de colocar também as expressões "mais valias", "sinergias" e "virtualidades"...