sábado, maio 27, 2006

E que mais, senhora associação de pais?

Os papás a avaliar professores? Claro - terá dito a excelência do pelouro - pois claro, é um direito vosso, os filhos foram vocês que os fizeram, são vossa propriedade, têm todo o direito de usar o dinheiro de todos nós para educarem os vossos filhos segundo os vossos princípios ou seja os únicos verdadeiros!! Bem! Muito bem! Assim faremos! É para já!
Escolher os docentes a serem contratados? Claro, senhora associação, assim que nos livrarmos do concursozito nacional, tenha paciência, não pode ser para já, mas é para breve...estamos a trabalhar nisso com afinco!
Fiquem descansados, é nossa intenção restabelecer a confiança dos pais na escola pública moderna. Fiquem para já descansados que se acaso os vossos preciosos filhinhos forem ignorantes, pouco inteligentes e mal comportados, poderão fazer dos profs gato sapato, isso já garantimos, não têm que esperar, é para isso que os contribuintes ou seja, nós, ou seja, vocês, pagam aos docentes, aqueles malandros (todos sabemos que não são contribuintes,não são pais, são uma espécie a reduzir a prazo, só ficaremos com os menos maus) e claro que o insucesso escolar acabará sob a nossa governação, resultante desta maravilhosa parceria. Aliás nada há a recear, o insucesso terminará automaticamente, em resultado das medidas anteriores!

Maravilhosa esta sintonia perfeita entre o Governo e a excelência que manda na associação de papás. Esse senhor, aliás, faria bem se deixasse crescer um pequeno bigode. Ficar-lhe-ía a matar e já saberiam os docentes, com maior segurança, como se deveriam vestir e o que deveriam dizer na entrevista de recrutamento.

segunda-feira, maio 22, 2006

quarta-feira, maio 17, 2006

Maternidades e enfermidades

Pois sim, senhor ministro, venceu e convenceu, na parte que me toca, já no debate da SIC isso tinha acontecido, a contra-argumentação de Barcelos e de Elvas era muito fraca. No debate da RTP1, os motivos invocados contra a decisão ministerial eram mais fortes mas não eram contra argumentos, insistiam no que a maternidade tinha, mas não contradiziam o ministro naqueles pontos que, segundo o mesmo, não tinha e devia ter. Enfim, o debate público em Portugal no seu melhor, muita falácia, muita demagogia, a transparecer muito de conversas anteriores ao debate, de promessas já feitas in loco para arrecadar "botos", com os novos "galos de Barcelos" impondo a arruaça em directo e de poltrona, no horário nobre, a nossa juventude masculina no seu melhor, "abacalhando" tudo e não resistindo à galhofa quando se ouve falar de vagina, mesmo que o objecto da risota fosse ...calculem!... a médica de Barcelos que vinham apoiar... Enfim, o cantinho, no seu melhor...
Passando a coisas sérias, quando abre a hemodiálise prometida? Foi garantida a consulta de obstetrícia em Barcelos? Será reforçada a urgência em Braga?...
E já agora, o resto do país, como vai ser? É só encerrar, não vai abrir nadinha? E os prometidos cuidados continuados? E quando irão acabar as filas de espera terceiromundistas, às 6 da manhã, às portas dos centros de saúde? Para quando o fim da humilhação dos idosos que se atrevem a ir às urgências dos... (não, não é dos hospitais!!!!!!!)dos SAP por causa de uma gripe quando deviam esperar pela pneumonia (que entretanto se poderá instalar, dado o longo tempo de espera pela consulta do médico de família). Claro que deveriam ser obedientes e deveriam cumprir as regras do SNS- deveriam ter ido apanhar a tal pneumonia de forma mais eficaz e rápida, na fila de espera, a tal das 6 ou 7 da manhã, ao vento e ao frio, para depois poderem ir às urgências hospitalares com mais argumentos para serem atendidos... Claro está que aí lhes ralharão na mesma, pois os deuses doutores não acreditarão que haja pneumonia, se os idosos tiverem febre baixa, mesmo sabendo bem (ou devendo saber) que os tais idosos entretanto se auto medicaram interferindo com os sintomas...Enfim, quero com isto dizer que a inoperância do serviço público de saúde é criminosa e urge alterar o sistema! Não estou aqui a caricaturar, não é exagero, estas situações passam-se demasiado frequentemente, demasiado regularmente, todos sabemos - estou a tentar descrever essa inoperância por algumas notas colhidas da experiência do SNS vivido do outro lado, do lado de quem devia ser servido pelo sistema que todos pagamos. Quando, senhor ministro, toma as medidas? Algumas, bem o sabe, são apenas de organização, não custam um cêntimo, só necessitam coragem e determinação e já agora, paciência, não a perca, não pode! Eu posso, eu tenho um blogue e assim, a seguir, já não penso tanto naquilo que verdadeiramente me apetecia fazer!
Terapêutico, de facto, o chá de cidreira...

sábado, maio 06, 2006

Confiança nas instituições I

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Debate da nação, o Estado Social em risco

Marcou pontos quem menos devia, marcou pontos Pires de Lima, Ana Drago tentou responder mas em tom demasiado doce, aturando ao primeiro um inadmissível paternalismo, a Ana ganharia se fosse contundente para além de sorridente. O que está em questão é uma opção de ética, ou seja, escolhe-se a solidariedade ou rejeita-se, o princípio do mutualismo está na base do Estado social, é esse princípio que está agora em discussão. Não tem nada a ver com isto a liberdade. Se se opta pela solidariedade ou não, a liberdade reside nessa opção, na escolha dos príncipios de governação, vota-se no partido que defende a solidariedade ou vota-se noutro que a não defende, ou que coloca a "liberdade" em primeiro plano, falaciosamente. Essa é a liberdade, a liberdade de escolha pelo voto, depois, santa paciência teremos que aceitar a regra da maioria. É assim em democracia parlamentar. Então por que razão Jorge Coelho, na entrevista desta semana, apresentou "abertura" quanto ao opting out? Em que ficamos? Fiquei assustada, isso sim, o PS tem duas posições quanto a isto? Não lhes é evidente que se isso for permitido com a segurança social será também permitido na saúde e será o fim do Estado Providência em Portugal? Agora, mais que nunca, o orçamento da Segurança Social tem que ser divulgado, temos que o controlar, agora mais que nunca temos o direito de saber o que acontece às nossas contribuições, claro está. Isso devemos fazer, que a festa acabou, há que moralizar, de facto e de vez.Quem paga as reformas dos executivos que descontaram apenas 5 anos de E.P. e seguem com reforma completa? Repito um ideia já aqui defendida: privatizem-se as E.P. e essas reformas que as paguem as empresas que as prometem, retirem-nas na íntegra dos lucros, pois mais não são que redistribuições de lucros pelos amigalhaços, não as vão buscar ao sistema geral!!!!!! Não culpem a demografia para tapar o sol com a peneira, a demografia mostrou finalmente que a festa acabou, é tudo!

sexta-feira, maio 05, 2006

Mais uma descarga, mais uma viagem ou está-se bem no campo...

Está-se bem no campo, na impunidade total, até se provoca descaradamente o poder público, esta semana mais uma descarga na ribeira dos Milagres, sem quaisquer consequências a não ser para o ambiente e para os outros cidadãos. Os porcos dos suinicultores multiplicam-se, pois a minha proposta não tem tido muitos seguidores, ninguém passa sem a febra, em tempo de "gripe das aves"... Eu continuo o meu boicote, franguinho na brasa... Não, não acho que tenha que ser o Estado a construir-lhes a ETAR ou lá o que lhes prometeram os caçadores de votos. Não deviam ter prometido que o dinheiro dos impostos é meu também: na Europa desenvolvida, quem suja, limpa, quem estraga, paga! Calculo mesmo que esses senhores tenham todos os impostos em dia e lucros bem declarados, imagino que serão cidadãos exemplares em tudo o mais menos na higiene dos suínos...
Toca de exigir, mas cumprir o dever mínimo, está quieto...!

PS: o trocadilho de linguagem incluído no segundo período do texto continua a não ser coincidência!

terça-feira, abril 25, 2006

O discurso tão esperado

Ideia interessante, pois claro. Talvez tivesse sido mais eficaz lançá-la no dia da tomada de posse, na grande recepção, avisando previamente os 900 convidados que se fizessem acompanhar de livro de cheques e, consoante a recolha, haveria talvez menos críticas à jantarada em tempo de crise. Hoje, mesmo sem cravo, continua a ser uma boa ideia, espero que resulte, a cruzada contra a exclusão é sempre de aplaudir, mesmo sem flores...

quarta-feira, abril 19, 2006

Acabe-se com a ribeira

Dado que é impossível acabar com os porcos dos suinicultores acabe-se com a ribeira... outra solução é fazerem como eu , há três anos que decidi não comer porco e não foi por me ter convertido ao islão ou à religião judaica, foi por causa da Ribeira dos Milagres, foi por ver que o crime compensa cá no cantinho... faço a minha parte, recuso-me a gastar um tostão com a produção de suas excelências, os mafiosos da suinicultura.
Nota: o trocadilho da primeira frase não é coincidência, perdoem-me os que nunca fizeram descargas (se é que os há...) na ribeira ou noutros sítios não adequados como as fracturas da serra que vão dar aos rios...

terça-feira, abril 18, 2006