quarta-feira, abril 19, 2006

Acabe-se com a ribeira

Dado que é impossível acabar com os porcos dos suinicultores acabe-se com a ribeira... outra solução é fazerem como eu , há três anos que decidi não comer porco e não foi por me ter convertido ao islão ou à religião judaica, foi por causa da Ribeira dos Milagres, foi por ver que o crime compensa cá no cantinho... faço a minha parte, recuso-me a gastar um tostão com a produção de suas excelências, os mafiosos da suinicultura.
Nota: o trocadilho da primeira frase não é coincidência, perdoem-me os que nunca fizeram descargas (se é que os há...) na ribeira ou noutros sítios não adequados como as fracturas da serra que vão dar aos rios...

sexta-feira, março 24, 2006

domingo, março 19, 2006

Salmos



"Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança."

"Em ti está a fonte da vida
e é na tua luz que vemos a luz."

sábado, março 18, 2006

Contradições e desespero

Rede de cuidados continuados, tarde, tarde demais para muitos, mas finalmente alguma esperança dos lados do M. da Saúde, talvez haja um plano de melhoria de um sistema degradado, injusto, desumano. Um sistema hospitalar que permite que os médicos dêem altas criminosas a pessoas em estado agudo (claro, para muitos médicos, um idoso é por definição um demente, não lhes importando as queixas lancinantes de dor, de desconforto e de confusão, portanto, o estado agudo ou convalescente serão eles, deuses-doutores a decidir) não lhes interessando as informações dadas pelo médico que enviou o doente, pela família, pelos tripulantes das ambulâncias, fazendo tábua rasa de tudo isso, emitindo juízos na área que não lhes compete, a área social, julgando os familiares sem quaisquer dados para isso, não acreditando nas informações fundamentais fornecidas pela família ou acompanhantes quando o doente se encontra confuso ou apático, usando, para justificar as altas, as próprias respostas agitadas, automáticas ou resignadas do doente que acabaram de apelidar de demente senil (mesmo quando o acompanhante do paciente lhes explica que este, dois dias antes, dirigia pessoas no lugar onde ainda trabalhava uma vez por semana como técnico, ou seja, a meu ver, demência senil fulminante talvez fosse para um médico consciente e diligente motivo para investigação mais profunda)... errando despreocupadamente e, dada a impunidade, poderei dizer descaradamente nos diagnósticos na área que lhes compete, apenas com o objectivo básico e baixo de se verem livres de mais um "idoso"...mandando-o para a família sem qualquer apoio médico continuado, com medicação oral quando o doente já recusa todo o alimento. Como levar casos assim a tribunal, se o paciente tem mais de oitenta anos? Quem poderá ganhar um caso destes? Que argumentos em tribunal contra os médicos se ao mesmo tempo eles conseguirem também que as autópsias sejam "brancas"? Resta a impunidade total dos déspotas a quem deram o poder de julgar e aplicar a pena: às vezes a pena capital. Irreversibilidade de um lado, impunidade total no outro... todos os dias, quantos matam, reles vermes que fizeram um juramento que estará apodrecendo algures, tal como as suas almas?

domingo, março 05, 2006

Aves como nós III

Franguinhos em sacos? Cá no cantinho?
A solução do chico luso é simples: deixam-se morrer e, antes de perguntar ao veterinário por que razão morreram, metem-se nos sacos e despejam-se longe do aviário (de preferência perto de um curso de água importante que abasteça cidades)
Assim parece ...
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1249760&idCanal=90

Pergolesi, stabat mater

Photographer: Ian Britton

Mês de Março, gélido ainda , terra mater ...

sábado, março 04, 2006

Aves como nós II

"Newspaper reports say the culling operations in Asia (and a few other places, like Albania) have resorted to burying the birds alive after tossing them in plastic bags." in http://www.slate.com/id/2128921/