sexta-feira, março 24, 2006

domingo, março 19, 2006

Salmos



"Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança."

"Em ti está a fonte da vida
e é na tua luz que vemos a luz."

sábado, março 18, 2006

Contradições e desespero

Rede de cuidados continuados, tarde, tarde demais para muitos, mas finalmente alguma esperança dos lados do M. da Saúde, talvez haja um plano de melhoria de um sistema degradado, injusto, desumano. Um sistema hospitalar que permite que os médicos dêem altas criminosas a pessoas em estado agudo (claro, para muitos médicos, um idoso é por definição um demente, não lhes importando as queixas lancinantes de dor, de desconforto e de confusão, portanto, o estado agudo ou convalescente serão eles, deuses-doutores a decidir) não lhes interessando as informações dadas pelo médico que enviou o doente, pela família, pelos tripulantes das ambulâncias, fazendo tábua rasa de tudo isso, emitindo juízos na área que não lhes compete, a área social, julgando os familiares sem quaisquer dados para isso, não acreditando nas informações fundamentais fornecidas pela família ou acompanhantes quando o doente se encontra confuso ou apático, usando, para justificar as altas, as próprias respostas agitadas, automáticas ou resignadas do doente que acabaram de apelidar de demente senil (mesmo quando o acompanhante do paciente lhes explica que este, dois dias antes, dirigia pessoas no lugar onde ainda trabalhava uma vez por semana como técnico, ou seja, a meu ver, demência senil fulminante talvez fosse para um médico consciente e diligente motivo para investigação mais profunda)... errando despreocupadamente e, dada a impunidade, poderei dizer descaradamente nos diagnósticos na área que lhes compete, apenas com o objectivo básico e baixo de se verem livres de mais um "idoso"...mandando-o para a família sem qualquer apoio médico continuado, com medicação oral quando o doente já recusa todo o alimento. Como levar casos assim a tribunal, se o paciente tem mais de oitenta anos? Quem poderá ganhar um caso destes? Que argumentos em tribunal contra os médicos se ao mesmo tempo eles conseguirem também que as autópsias sejam "brancas"? Resta a impunidade total dos déspotas a quem deram o poder de julgar e aplicar a pena: às vezes a pena capital. Irreversibilidade de um lado, impunidade total no outro... todos os dias, quantos matam, reles vermes que fizeram um juramento que estará apodrecendo algures, tal como as suas almas?

domingo, março 05, 2006

Aves como nós III

Franguinhos em sacos? Cá no cantinho?
A solução do chico luso é simples: deixam-se morrer e, antes de perguntar ao veterinário por que razão morreram, metem-se nos sacos e despejam-se longe do aviário (de preferência perto de um curso de água importante que abasteça cidades)
Assim parece ...
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1249760&idCanal=90

Pergolesi, stabat mater

Photographer: Ian Britton

Mês de Março, gélido ainda , terra mater ...

sábado, março 04, 2006

Aves como nós II

"Newspaper reports say the culling operations in Asia (and a few other places, like Albania) have resorted to burying the birds alive after tossing them in plastic bags." in http://www.slate.com/id/2128921/

quarta-feira, março 01, 2006

Salazarismo pós moderno

Alguém na antena aberta (João de Jesus, penso eu ter ouvido) qualificou assim o nosso governo, interessante ideia para debate...

Ouvindo a antena aberta:depois das escolas, as maternidades

Pelos vistos não são precisas em certos lugares do país, é até perigoso mantê-las abertas... Nas escolinhas com pouquinhos alunos, disseram-nos, o insucesso é maior, nas maternidades ninguém ainda falou na maior mortalidade, felizmente, a razão será a falta de pessoal técnico. Mas afinal como é? Faltam recursos ou faltam grávidas?
Tudo no melhor interesse dos cidadãos claro.. e alguns dos apoiantes do governo da coragem acham que isto de parir e morrer está a sair caro ao contribuinte, vão fazer tudo isso em casa, como era dantes...
Pois, Badajós à vista. Alguém sabe qual a localidade espanhola em frente de Bragança com maternidade? De facto, a federação ibérica faz-nos falta, isto aqui está a ficar esquisito. Será que um governo federal teria mais inteligência na gestão disto tudo? Ou será que a lei de Gresham se verifica também lá? Não parece, assim à vista desarmada...

terça-feira, fevereiro 28, 2006

A propósito de um post de hoje, VPV do Espectro, ainda e sempre os funcionários públicos e o monstro…

Por redução ao absurdo: acabe-se com o Estado de vez: os 750 000 vão todos suicidar-se? Muitos sim, podem crer: quando se humilharem algumas dessas pessoas com o desemprego ou a reconversão compulsiva, sem que elas tenham prevaricado para o merecerem, numa altura da vida em que não vêem solução alternativa que lhes mantenha o nível de vida e a auto-estima, de facto, algumas dessas pessoas recorrerão a esse último direito a declararem ao mundo e à família a sua dignidade, não tenho dúvidas! Os restantes passarão recibos verdes dos seus serviços...Aparecerão empresas para todos esses servicinhos e o cidadão pagará e exigirá o opting out...claro, dê-se-lho, pois então… Muito bem, será que fará um bom negócio? Tenho dúvidas muito sérias sobre isso!!!!!!!!!!!
Talvez então os outros (quem são os outros, seria interessante falar deles) percebam que o Estado é preciso, e se é grande como hoje é, resultou também da extensão de serviços básicos a toda a população mesmo aquela esquecida nos montes. Estão a esquecer-se?
Claro que muitos contratos do Estado são para a “Nomenclatura”, mas 750 000? E não há mais classe média? São então 750 000? E que raio é a classe média? São os qualificados? No fundo os do coro da asneirada acham que os licenciados devem ser pagos pelo mesmo preço dos 9º de escolaridade ou 12º… é um princípio interessante mas é capaz de não contribuir para a qualificação da classe laboriosa média ou outra qualquer. Esses últimos contratos (os 120 000 de 2001-2005 de que fala VPV) serão a “nomenclatura” e mais isso que diz o Vasco, a classe média, e digo eu, colocando os filhinhos no Estado ao mesmo tempo que diz mal dos funcionários públicos, os filhinhos diplomados engrossando o imenso número de jovens desempregados. Muitos colocados não por concurso, passando à frente de tudo e todos por esses institutos politécnicos, para citar um exemplo onde os processos atingem foros de descaramento e impunidade que até assustam...
Mas ainda há outros a entrarem (ou seja a serem contratados) por concurso no ensino não superior, concurso nacional, com regras claras (ainda) ao abrigo das quais são colocados pelo ministério nas escolinhas onde não há ainda concursos com fotografia...será porque não são lá precisos? Será que são postos de trabalho inventados pela classe média, a tal?
E já agora como se classificam os que trabalham nas universidades públicas? São também funcionários públicos claro está. São obviamente imprescindíveis, elas e os politécnicos, a excelência da produção está aí para quem estiver atento!