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sábado, abril 21, 2007

Cultura de decência

Ser decente não é ser santo, não é ser perfeito, sr primeiro-ministro, ser decente é assumir erros, pedir desculpa aos presumíveis prejudicados e corrigir esses erros, se possível. Mas o senhor escolheu ser perfeito à martelada, à maneira da super-bock, passo a publicidade e a metáfora já batida!
Ninguém notaria o seu erro nem mesmo o seu narcisismo se não fosse tão arrogante, tão soberbo!

Nota: Claro que esta ideia não se aplica só ao nosso primeiro, não é coincidência se alguém se sentir retratado.

sexta-feira, abril 20, 2007

Doutoramento em lata

Ousa falar em decência numa hora destas, com as costinhas quentes, aquecidas pelo PR e agora pelo grão mestre, ele acha até que agora todos se vão calar definitivamente.

"Não discutimos a família socialista ou maçónica e a sua moral"

- disse ele, uma vez mais.

O Trocas-te tem mesmo o doutoramento em lata, não apenas honoris causa também com provas públicas!

Eu que queria, de facto, encerrar o assunto na minha cabeça, não há hipótese , lá vêm as imagens da corja toda reunida, para assegurarem a estabilidade dos tachos actuais e futuros e para me desestabilizarem a cabeça que já não anda bem...

Disclaimer ( não tenho tempo para responder nos tribunais sumários do regime do regime facho- socialista. Tenho medo pois)
Tudo isto que acima escrevi, claro, me quer parecer no meu mundo ficcionado, não quer dizer que se refira a Portugal. Nem mesmo se confirma que o dono do IP se reveja neste conteúdo. Estamos no domínio da literatura, único lugar onde podemos ainda ter liberdade de expressão de opinião quanto a figuras públicas no poder.

terça-feira, março 27, 2007

Virtudes da democracia IV

Só 8 pessoas presas por corrupção? Povo exemplar.

Desvaloriza-se na imprensa e na blogoesfera o estúpido concurso televisivo e acho que sim, é estúpido, mas não seria bom não reconhecer no resultado um sinal de mau agoiro. A impunidade do crime e da corrupção grassando alegremente em regimes democráticos está na base de quase todas as ditaduras que se apresentam saneadoras disto e daquilo... No entanto, e a meu ver, não há qualquer incompatibilidade entre democracia e repressão do crime seja ele qual for, incluíndo o económico que, aliás, raramente é só económico, trata-se precisamente da base da democracia a aplicação da lei a todos, sejam eles cidadãos comuns ou cidadãos poderosos.
Quem poderá ganhar com a desconfiança nas instituições? Como estamos na UE, todos acham que não há perigo de ditaduras, pois, mas Le Pen foi à segunda volta. Por cá a reentrada de Portas não assusta, o homem vem com um discurso moderado e ainda bem, mas sabemos como é bem capaz de fazer o outro também: não esquecerei as suas palavras pouco antes de se retirar, dizendo (parafraseando) que tinha estado a segurar os seus militantes, que tinham estado reféns do politicamente correcto... A frase fez-me pensar, lembro-me também que Portas não esclareceu, pelo menos naquele momento, o que queria dizer.
Quem tem projectos de intolerância é quem ganha com o excesso de tolerância das democracias. A situação actual é complexa e seria bom que alguém a estudasse. É que temos, em regime democrático, um governo com forte dose de intolerância política e com preocupações de limpeza, começando, está bem de ver, pela casa alheia (o caso U. Independente será único?) . Acontece que, simultaneamente a casos de indemnizações milionárias a compensar exonerações seguidas de renomeações muito estranhas, com ratificação ou mesmo por iniciativa governamental, em empresas onde o Estado está representado, há todo um discurso sobre limpeza e transparência, há anúncios de medidas a tomar contra a alta corrupção...

Seja como for, hoje, com os poucos dados que tenho (só das notícias daqui e dali, claro) e arriscando a ter que me corrigir um dia destes, devo dizer que não me parece nada má escolha o PGR actual. Parece que talvez O PGR e Morgado consigam alterar algo. Seja como for, resta a esperança.

sábado, março 24, 2007

Virtudes da democracia III

"The conception that government should be guided by majority opinion makes sense only if that opinion is independent of government. The ideal of democracy rests on the belief that the view which will direct government emerges from an independent and spontaneous process. It requires, therefore, the existence of a large sphere independent of majority control in which the opinions of the individuals are formed."

http://www.llywelyn.net/docs/quotes/hayek.html


Porquê Hayek quando me não é simpático o neoliberalismo? Simples, precisamente por isso, Hayek é insuspeito inimigo do crescimento excessivo do Estado que estes senhores "socialistas" dizem defender enquanto alegremente o liquidam, também porque na íntegra subscrevo esta frase, sou inimiga também dos colectivismos ditatoriais sejam eles resultado de um aparelho de Estado que se impôs pela força de um golpe de Estado ou pela imposição da opinião da "maioria"- maioria eleitoral ou simplesmente a opinião da populaça dita "classe média" da qual sai a chamada "opinião pública" que parece ser o sustento deste governo. Hayek opôs-se aos Estados comunistas mas também aos "Estados Novos" seus contemporâneos. A única coisa que me sossega um pouco neste governo que temos é a sua defesa intransigente do capitalismo, isto é, não existe o elemento anti-capitalista que existia no discurso de todos os fascismos.
Ufff que alívio.

Lendo Hayek e aplicando ao nosso cantinho ridículo (desculpem, ía dizer choldra torpe mas é muito forte) podemos verificar que a nossa "opinião pública" é muitíssimo espontânea, de cada vez que se anunciam medidas a espezinhar funcionários públicos e professores, a populaça exulta e aplaude, entre a chatice do emprego e o ter que aturar os putos em casa nas férias dos professores, entre a taça e o campeonato (ou entre o mundial e as europeias ou o raio que os parta) e a sondagem regista concomitante subida de popularidade do brilhante governo de José António, perdão*, José Sócrates.

Já a presença da última condição defendida por Hayek para assegurar a legitimidade do processo democrático não está nem um pouquinho confirmada.

*Nota: o lapso não se deve a mais nada, é só porque tanto um como outro ficaram conhecidos pelos dois primeiros nomes, o que se entende no primeiro já que havia que distingui-lo do pai, no segundo não se compreende, não se vislumbra uma razão pela qual não é ele José Sousa como toda a gente.

sábado, março 10, 2007

História e imbecis

Posted by Picasa

Dos imbecis não reza a História a não ser que tenham sido reis por herança. Nos meandros da democracia, que infelizmente não tem mecanismos de controle que impeçam este fenómeno, chegam muitos imbecis ao poder, através do mais puro oportunismo, da politiquice mais asquerosa, do nepotismo mais descarado. Eles podem fazer muitos estragos, mas a História nunca os nomeará, nem para o bem nem para o mal . Serão, no melhor dos casos, referidos de passagem nos talk shows, concursinhos e afins na tv e talvez nalgumas revistinhas similares. Serão ridicularizados pelos humoristas se não se mantiverem em low profile... e acham que isso é boa publicidade. Claro que é preferível uns imbecis aqui e ali que um não imbecil ditador; esse parece ser um dos preços a pagar deste sistema que temos, o menos mau deles todos. Mas não haverá uma forma de auto-controle da democracia para evitar este fenómeno dos medíocres no poder?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Zeca Afonso e os eunucos


Posted by Picasa

Muitas canções à solta de Zeca , por altura da efeméride, mas algumas incomodam ainda muito, são mesmo esquecidas... como "Os eunucos", tão infelizmente actual e tão intemporal... é que eunucos há-de haver sempre, tudo parece indicar! Há uma preferência pel"Os vampiros" talvez por se achar que são os outros sempre que comem tudo... Com "Os eunucos" é mais difícil escapar ao espelho da consciência... Os eunucos que estão sempre "de bem com tudo", os que dizem "eu cá dou-me bem com todos", "eu cá não gosto de tomar partidos", "eu cá não sou conflituoso", esses que afirmam que estão de bem com todos, para nunca terem de tomar posição que os possa vir a prejudicar, estão bem sobretudo com os tiranos enquanto "os mais são cortados às fatias", enquanto "os mais ardem em torresmos", ...hoje e agora é assim! Muitos desses eunucos prestam homenagem ao Zeca, na certeza de que a sua voz se calou...
Acham mesmo que se calou?
Para ouvir, procurar aqui

terça-feira, dezembro 12, 2006

Multatuli 2- virtudes da democracia II

"Idee 5.
Veel uitstekend-goede -- of veel uitstekend-slechte -- mensen, by elkaar en verbonden, stellen zovele faktoren daar, die 'n enorm produkt opleveren van goed of slecht. Maar de som van veel middelmatigheden blyft altyd gelyk aan één middelmatigheid.

NOOT Redactie en inhoud van dit IDEE hebben behoefte aan verbetering en aanvulling. Vooral de eerste stelling komt my onjuist voor, zoals reeds blykt uit 9. "

Multatuli

Proposta de tradução:
"Muitas pessoas extremamente boas --ou muitas pessoas extremamente más-- somadas e juntas, desencadeiam tantos factores que resultam num produto enorme de bom ou de mau. Mas a soma de muitas medianias resulta sempre numa mediania.

Nota: A redacção e conteúdo desta IDEIA precisam de aperfeiçoamento e complemento. Sobretudo a primeira proposição afigura-se-me incorrecta como parece resultar de 9."


Nota minha, não de Multatuli: a ideia 9 corrige a segunda proposição e não a primeira, provando numericamente que a soma das medianias resulta num valor abaixo da mediania.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Multatuli 1 : as virtudes da democracia

Idee 7
"Dit stelsel leidt dus niet zozeer tot waarheid, als tot rust. Doch slechts voor 't ogenblik, en palliatief. Want de leden der minderheid hebben meestal 't recht vóór zich, en zyn sterker, niet zo zeer uit besef van dat recht, als door meer geslotenheid en scherper prikkel tot inspanning. Wanneer de minderheid aangroeit tot meerderheid, verliest ze aan specifieke waarde wat ze wint in uitbreiding of aantal. Ze neemt al de fouten over van de verslagen tegenstanders die, op hun beurt weer, deugd scheppen uit nederlaag.
De slotsom is treurig."

Fonte: http://cf.hum.uva.nl/dsp/ljc/multatuli/ideen/js/idee0007.htm

Proposta de tradução:

“A decisão por maioria de votos é o direito do mais forte na sua forma amigável. Significa: se combatermos, nós ganharemos…omitamos o combate.
Este sistema conduz assim não tanto à verdade como à paz. No entanto, apenas momentânea e paliativamente. Pois os membros da minoria têm geralmente a razão por si e são mais fortes, não tanto pela consciência dessa razão como pelo maior fechamento e pelo estímulo mais agudo para o esforço. Quando a minoria cresce até ser maioria perde em valor específico o que ganha em expansão ou em número. Ela toma para si todos os defeitos dos opositores vencidos que, por sua vez e de novo, criam virtude a partir da derrota.
O resultado da soma
(deste processo) é triste.”