terça-feira, fevereiro 13, 2007
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Politécnicos passam a Fundações?
E os estatutos do ensino superior politécnico? Vão mudar, ou muda só o nome e continua tudo na mesma, sem prestação de contas a ninguém, na perfeita república das bananas (sem querer ofender os países que dependem da exportação das ditas)? O estatuto de autonomia e o da carreira permitem as maiores barbaridades sobretudo na instalação quase vitalícia de uma certa tendência formada em lista que se reproduz até ao infinito, sendo sempre reeleita, por um lado, e por outro a promoção da actual clique(já dentro do sistema) em detrimento de pessoas com qualidade que eventualmente existam no sistema e o recrutamento ou recondução da colateral clientela(dos amigos da clique contratados, recontratados ou a contratar) em desfavor dos mais habilitados e por isso incómodos que foram despedidos e de todos os que existem fora do sistema e que sabemos que existem, de outra forma não se compreenderia por que razão têm de emigrar tantos doutorados, muitos com o grau adquirido ainda no tempo em que um doutoramento distinguia o trigo do joio, a qualidade científica da pseudo-ciência.
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sexta-feira, dezembro 08, 2006
Benefícios colaterais
Talvez se verifique o seguinte benefício colateral do sequestro dos professores nas salas de profs deste país à espera de serem chamados para as substituições : -os profs, que não gostam de ser sequestrados e nunca gostaram de ser insultados pelos alunos (depois de terem sido insultados pela ministra e respectivos acólitos e por eles sequestrados) estão a gostar cada vez menos e dizem-no mais frequentemente aos discentes, utilizando também mais frequentemente os instrumentos que a lei ainda coloca ao seu dispôr... Seria necessário um estudo comparativo para termos a certeza mas cheira-me que o limite de tolerância dos profs está a baixar o que talvez beneficie o sistema tornando-o mais exigente. Talvez... se assim for é triste que o que vem de bom, seja apenas efeito colateral.
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sábado, novembro 25, 2006
Governo incomunicável
"Contacte o governo" diz no portal, mas depois de tentarmos enviar algo, mesmo palavras de apoio (porque não, aqui e ali até há coisas bem feitas), lá vem a mensagenzinha: "Lamentamos mas de momento não é possível satisfazer o seu pedido. Volte a tentar mais tarde". Ora bem, como sabem que era um pedido? Enfim, a fórmula das meninas do telefone, mais não é. O resto, é o estilo deste governo, a caixa deve estar há muito tempo atulhada e ninguém a vai despejar para o lixo, quanto mais ler o que quer que lá esteja. São assim os socialistas que nos regem. Revelando um respeito infinito pelos cidadãos...
Não tentei o PS e se calhar agora é assim, escreve-se para o PS sobre assunto de governo e talvez alguém leia. Nunca irão responder, está bem de ver, é tudo gente com empregos a sério, não têm tempo para ninharias, está tudo entretido a aumentar o conteúdo da sua bolsa, claro que o PIB não irá dar conta de nada, há muito advogado por lá, provavelmente declarando salários de 800 euros por mês. A ideia de colocar na net as declarações até que não era nada má... vêm depois os altos princípios da privacidade, da liberdade, etc, etc, claro a privacidade deles, a liberdade deles, a dos outros é para desaparecer sempre que a leizinha o permita. Veja-se o caso dos polícias reformados compulsivamente embora, neste caso, ache, no mínimo, estranho o silêncio que se seguiu.
Agora são os militares, andaram a filmá-los e a identificá-los à boa maneira do antigo regime. Será que agora há classes profissionais que não podem passear no mesmo dia? De futuro, terão que telefonar uns aos outros para não se dar o caso de se encontrarem todos, nos feriados de Junho, na feira do livro, por exemplo, e colocarem em risco a disciplina das FA do país. Ou então o ministro da tutela determinará superiormente os dias de passeio, unidade por unidade. É melhor assim, mais em consonância com a alta missão que a classe abraçou.
E os professores? Dada a alta missão da classe, têm no prelo um ECD que é uma espécie RDM sem abébias. Perdão, ainda têm abébias: podem passear todos no mesmo dia, não têm de ir à vez e até podem fazer greve: cheira-me que o próximo despacho da ministra vai ser que os professores em greve devem deixar o plano da aula, ou têm falta injustificada. Deve estar em estudo no gabinete dos juristas.
E a "hora Chavez" continua, e o pobo quer ver sangue (agora dos militares) e o pobo acreditou na história da carochinha dos arredondamentos da banca e o prime subiu no ranking, está bem de ver!
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sexta-feira, novembro 17, 2006
Antena 1: só homens
Quem telefona nestas coisas de comentar entrevistas são sobretudo os machos. Algumas mulheres seria bom que não telefonassem entre a meia de leite e o almocinho do maridinho para destilarem um pouco mais o ódiozinho e a invejazinha daquilo que, no imaginário delas, são as abébias dos professores, revelando em directo como imaginam também que são as mentes tortuosas dos docentes e o cerne das suas preocupações e acções. Que entrevistas estão a ser comentadas? Da ministra sobre a greve dos alunos?
Não, as entrevistas que estão a ser discutidas são as de Santana e Cavaco. Não importa, no imaginário dessas pessoas é cristalinamente claro que os profs estão por trás da greve dos alunos e arranjam ainda tempo para conspirarem com o objectivo de conseguir que Cavaco e Sócrates deixem de ser amigos.
Concordo com a ouvinte : acho até que os professores também têm culpa de haver pessoas que telefonam a dizer aquelas coisas. São também eles os culpados da existência de um fenómeno chamado Santana.
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sexta-feira, novembro 10, 2006
E o Estado parou?
Somos assim, a tibieza, o medo e a pequenez está-nos no sangue... Hoje, agora, a oportunidade de mostrar a todos que o Estado é necessário... e, no entanto, muitos, diligentemente, comparecem ao servicinho. Alguns, na educação sobretudo, esperando que os blocos estejam fechados com a greve dos funcionários, assim não se trabalha na mesma e não se desconta no salário. Somos assim também. Os mesmos que estão indignados (e com razão) são capazes de assim fazer. E quem manda sabe disto por experiência própria, porque assim também já fez, porque já torneou obstáculos oportunisticamente, podendo agora fazer discursos demagógicos, sem problema, estão também a arranjar maneira de se manterem no poder, não interessa como, não interessa o seu currículo anterior, que interessa isso? A ética já foi... já não é necessária, até porque a ética não é rentável portanto esmaga-se já. A ética há muito foi considerada excedentária por quem dirige o Estado e obviamente o sector privado não está disposto a absorvê-la já que dela não precisa. Honra seja feita, no entanto, aos muitos funcionários que apesar de tudo e muitas vezes prejudicando-se na sua carreira sempre a honraram e aos empresários que ainda a honram, poucos, como imagino, e pouco rentáveis, calculo também, já que têm de competir num ambiente de sacanice e oportunismo desenfreados!
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Défice, cortes orçamentais, invejas e ódios- who cares?
Folgo em saber que há mais gente que compara este estilo de governar ao do governo nazi. De facto, senhores do governo, vocês deram o tom, infestaram a atmosfera com a filosofia nauseabunda de que o não rentável deve desaparecer, de que não deve sobrecarregar os que "produzem", os "rentáveis". Inquinaram as relações inter profissionais deste país, tornaram mais pequena a gente pequena deste país, fizeram da inveja e do ódio a principal motivação para os apoios de que precisavam e precisam para continuarem a agenda neoliberal agora em voga por toda a Europa!
Os mais velhos , os deficientes, os funcionários de serviços públicos-que não são produtivos pela simples razão de que pertencem aos sectores até agora considerados dos bens não comercializáveis, como são a educação e a saúde - todos eles apontados como os párias, os culpados da situação. Foram vocês, não foi a última coligação governamental PSD/CDS de Santana Lopes, que tentou também, mas não teve tempo. Não, não foram eles, foram vocês! Vocês tentaram convencer o povo empregado no sector privado de que ele "à que era/é produtivo"(1), e que os trabalhadores do sector público eram/são "uns párias, uns chulos", nem mesmo deveriam considerar-se "povo português". Foi isso que disseram, é isso que dizem, foi isso que fizeram/fazem pensar, usando a repetição à la Goebbels: senhores do PS foi isso que fizeram, é isso que fazem!!!!!!!!!!!!!!Entretanto alegremente, os maus gestores da coisa pública, de " institutos" vários por aí, politécnicos sobretudo mas não só, continuam gestores das chafaricas que dirigem, distribuindo cargos aos amigos medíocres -estes agora estão todos de fileiras cerradas, à volta do seu benfeitor, seriam muito bem capazes de suportar os Pol Pot deste mundo, falta-lhes apenas o contexto nacional, que lhes não é ainda favorável, para fazerem desaparecer fisicamente pessoas que os incomodam, tentam no entanto matá-los civilmente, tornando-os redundantes, perseguindo-os até ao despedimento(2). A esses "gestores" chamam-lhes "presidentes" e nada lhes acontece sobretudo se forem do PS ou se fizerem constar que o são, ou se conseguirem convencer o ministro da tutela da excelência da sua gestão e das instituições que dirigem, excelência que não têm nem nunca terão, precisamente porque são incompetentes e abusadores dos cargos que ocupam, promovendo alegremente os piores e desprezando os melhores ou perseguindo-os na mira de deles se livrarem!!!!!!!!!!!!! Que lhes interessa se ao fim de cinco ou dez anos o Estado tiver de pagar indemnizações a essas pessoas cuja vida profissional foi destruída? Não são nunca esses senhores gestores a pagá-las pessoalmente, do seu bolso. As indemnizações saem do mesmo saco : os impostos, e como ninguém sabe, essas coisas ninguém denuncia, os jornalistas só vão farejar coisas picantes, who cares????????
Notas
(1) Quem serão esses "produtivos", o que será rentável , e o que de novo se produz em Portugal é outra história que me não ocupa aqui e nem pensem que aqui vão encontrar algo sobre isso alguma vez , há quem viva e singre copiando as ideias dos outros sem ao menos fazer referência ao plagiado como mera fonte de inspiração!
(2) Estão aqui ausentes siglas de partidos, não significando que considere inocentes os não mencionados. A escola de alguns desses gestores, a cartilha que os formou é muitas vezes a cartilha estalinista, do PCP e de outros, cartilha e prática cuja eficácia e tenacidade na perseguição de quem não "convém" é também conhecida! Ai é? Está a pensar que defendo que acabem os partidinhos e a política? Desengane-se! O que eu acho é que os partidos são apenas mais uma arena mas nunca a única onde as pessoas de bem, com uma coluna vertebral, coerentes com uma ética intrinsecamente humanista podem e devem marcar a sua posição mesmo que tenham que sofrer a claustrofobia do "quadrado" de que falava Alegre quando o deixaram só. A coerência total é o nazismo, não é possível ao ser humano mas não exageremos na cobardia e no chafurdar na lama como estratégia de sobrevivência, não é fácil ser-se santo mas marcar posição encoraja-nos e permite-nos não fugir do espelho de nós e incentiva outros a não esmorecer, a continuar a defender alguns valores universais como única base de sustento possível para a forma de organização social a que chamamos democracia!
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sábado, novembro 04, 2006
Défice e excedentes
Excedentes: porque não co-incinerá-los?
Heil, Teixeira von Heiligen!
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sexta-feira, outubro 27, 2006
Corporações e subsídios para a guerra civil fomentada pelo Governo da República
Embora difícil de acreditar, há muita gente por aí defensora da redução drástica dos funcionários públicos e que toda a vida o foi ou mamou das empresas públicas ou foi e é delas "consultor". Essa gente aplaude o governo no seu frenesi de cortes nas despesas com o funcionalismo. Então são sempre os outros que estão a mais? Vossa Ex.a não? Será V. Ex.a excelente? Foi V. Ex.a também avaliado/a criteriosamente pelos resultados obtidos?
O Reino Unido e muitos outros consideraram há muito o funcionalismo da educação, por exemplo, como fora do Estado, os profissionais da educação não são considerados funcionários públicos. É que, de facto, trata-se de um serviço que pode ser prestado a nível privado: gostaria até de ver o que aconteceria se tudo fosse privatizado, ou seja, todos esses hominídeos que chamam corporações aos grupos profissionais que têm um discurso próprio, devem agora muito dinheiro ao Estado pela utilização dos serviços públicos, uma vez que há muitos colégios que apenas sobrevivem por terem bons professores que acumulam umas horas com a escola pública e que, de outra maneira, não aceitariam o negócio. Se os tivessem que contratar em pleno talvez tivessem que pagar ainda mais do que o Estado, dado o risco do desemprego passar a ser internalizado pelos professores. Paguem, meus senhores, paguem e vejam os colegiozinhos a contratar professorzinhos ignorantes mas baratinhos. O mesmo na saúde, as clínicas privadas têm do melhor porque esses senhores doutores que dão o nome à clínica trabalham ou trabalharam no hospital público onde estava o equipamento e onde estavam e estão as equipas completas que permitiram a esses barões terem o nome que hoje têm. Façam isso, mas avisem os funcionários, dêem-lhes o tempo a que têm direito para corrigirem trajectórias de vida, é que essas pessoas estão na faixa etária dos 45-50 e mais. Anuncia-se ameaça-se o funcionário anónimo para depois surgir a lista de chofre e sem pre-aviso. Trata-se de cidadãos não de delinquentes!!!!!!!!!!!!!!!! Meus senhores, estão a criar uma situação social explosiva e falta-vos ainda montar as S.S. e a Gestapo, que já existe, mas está ainda muito desorganizada.
A Odete esteve bem num debate com um qualquer desses, de que não retive o nome, nem estou interessada por ora em saber. Vai sair-vos bem mais caro o negócio da privatização do risco social, paguem depois também às polícias privadas para esmagar o exército de esfomeados ao qual se juntarão os humilhados e ofendidos.
E quanto aos que defendem a privatização parcial do risco social na segurança social, como pensam obrigar as pessoas a fazerem poupanças com o dinheirinho que não entra nos cofres do Estado? E se as não fizerem? É o Estado uma vez mais que os irá salvar da "miséria" na ponta final da vida? Com que dinheiro? O meu? O dos meus filhos? Não tenho aqui à mão um desenho adequado para ilustrar a resposta. Um só comentário final: Heil!
N.B. : Tenho que explicar em língua universal o meu uso frequente deste “heil”
When neoliberalism needs a socialist party to carry on its agenda, when a government is leading frustration and anger of the people and foccusing that anger on a social group- the civil employee- then I feel the right to compare those “socialists” with the “national-socialists” of Germany in the late thirties and early forties. Sorry if I offend some genuine socialists, but I can't hear your voice anywhere, the media are already controlled but the parliament is still functioning, as far as I know there was not a big fire there !!!!!!!!!!!!!!!!
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quinta-feira, outubro 26, 2006
Défice e "excedentes" ou como é fácil governar em Portugal
Como é possível que tenham que ser os deputados a fazer as contas dos cortes para chegar a uma aproximação daquilo que poderá vir a ser uma grande opção de "pre-despedimentos" em massa na função pública! Agora é assim? Não se tem que explicar tudo, rubrica a rubrica, no Parlamento, para fazer aprovar o orçamento? Basta ter maioria e já está, é assim agora? É espantoso como eles são medíocres e pensam ser grandes reformistas! Como é fácil cortar muitos milhões na massa salarial, logo se vê, dizemos que os mandamos para a pré -reforma, eles ficam esperançados, afinal não é ainda a câmara de gás, e deixam-se ir docilmente para o matadouro, dizemos que é só um duche!!!!!!!!!
Heil!
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quinta-feira, outubro 19, 2006
Cumprimos: não aumentámos impostos
He, he, he! Claro que tudo isto não são impostos, pois só paga quem usa, é verdade, mas os impostos só paga quem respira e se move, os mortos não pagam para existir, para circular!!!!!!!!!!!
Já entregou a sua declaração do IRS à EDP? As empresas já o fizeram, coitadas, elas não podem pagar a energia que usaram, vamos ser bonzinhos, coitadinhas, como irão manter os tachinhos dos acessores? Estes, por sua vez, coitadinhos têm despesas elevadas com a troca da limousine, a limpeza da piscina e outros gastos inadiáveis. Vamos lá, sejam solidários!
E à Brisa, já entregou a declaração, a ver se não paga as SCUTs agora SCCUs (não sejam maléficos, isto significa apenas Serviço Com Custos para o Utilizador)
Não se esqueça de levar a declaração quando muito imoderadamente se deslocar ao Serviço Nacional de Saúde e utilizar o STG (Serviço Tendencialmente Gratuito) e considere alternativas à sua ideia de passar uma semanita no hospital: há parques de campismo com ares bem mais saudáveis e baratinhos onde pode dormir e comer bem por pouco mais de cinco euros, seu malandro, não abuse do Estado!
Já que estamos com siglas, quanto ao TGV, como aliás foi para a construção das auto-estradas, paga na mesma quer use quer não, não vale a pena entregar a nenhuma empresa a declaração.
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terça-feira, outubro 17, 2006
Se concordarem comigo, temos acordo, se não, farei o que entender
Disse o governo, antes da negociação final com os professores. Boa! O V. ídolo de bigode não diria melhor, claro que em Alemão soará bem melhor (vou saber como se diz, mas agora não tenho vagar). É, de facto, um bom começo para "negociar", a ver se percebem de vez quem manda. Mas não, não vinha falar dos professores e do coro de asneiradas que por aí se tem dito e escrito sobre uma profissão de alta complexidade que todos pensam conhecer só porque todos passaram pela escola ou porque todos têm um filhinho que já há muito não controlam e que despejam nas escolinhas para que os professores o aturem durante o dia . Isto de ser só o dia de semana está mal, não se percebe porque se não inventou ainda uma maneira de obrigar essa raça de malandros a tomarem conta da criançada nos fins de semana, nas férias e também à noite para que os meninos não vão para os bares e discotecas gastarem-nos o taco! Nós, os papás encontrámos uns bons idiotas que têm espírito de missão, infelizmente esses idiotas, convencidos de que a missão é complexa e dura, também ganharam a mania de que deviam ter regalias. Senhores do governo, estão a trabalhar muito bem, que esses gajos já se andavam a recusar a dar nota para passar à nossa mui polida prole e a negar-se a aturar as suas naturais “infantilidades” que até agora chamam de “violência”, quando se está mesmo a ver que são apenas agressões verbais infantis, sem importância nenhuma, os meninos cá em casa também nos chamam nomes, são crianças, mesmo com 16 e mais anos não deixam de ser criancinhas, coitadas, precisam de ajuda, como diz o Sá! Onde é que já se viu, recusarem a razão de existirem, eles servem para isso, os profs, qual transmissão de conhecimentos qual nada, o meu filhinho aprende muito bem na Internet, escreve lindamente quando copia da net, e o raio da prof a embirrar com ele! Ponha-se na ordem essa corja que só mama o Estado! Estudem-se formas de os obrigar a organizar e vigiar meninos em colónias de férias qu’a gente temos um emprego a sério e precisamos de gozar as férias descansados sem a pequenada atrás com as suas normais birrinhas!
Mas eu vinha falar de estilos de governação e acabei a falar dos profs. Voltemos ao essencial, a coisas mais sérias. Muitíssimo bem, está-se no bom caminho, ensaie-se esta forma de gerir no Estado, deixem-se os ditadorezinhos mostrarem quem manda, estabeleça-se esta filosofia de gestão também nas escolinhas básicas e secundárias, deixe-se grassar o clientelismo mais mediocrizante e mesquinho, fomente-se o comadrio (não é erro ortográfico, é mesmo isso, comadrio, diz mais esta palavra sobre o ambiente geral entre colegas, homens ou mulheres, que decorre deste estilo, do que “compadrio” ) estimule-se a bajulice e esmaguem-se as vozes discordantes dos "conflituosos que não deixam o governo e os senhores gestores trabalhar", calem-se de vez aqueles que têm o terrível defeito de usar o cérebro que o criador lhes deu e, pior ainda, de expressar em alta voz, em reuniões de decisão, as conclusões resultantes desse uso...
A seguir, também no sector privado, vingará este magnífico estilo de gestão, que embora muito antigo, se auto-apelidou de "moderno": só falta a prisão política e a polícia nas empresas! A modernice vem daí, a polícia não é precisa, o medo à polícia está dentro da cabecinha das pessoas, é herança de Salazar e, como muito bem se leu recentemente no Abrupto, o terror do conflito é a herança que deixou o ditador… a prisão política não é precisa, o medo do desemprego e de não singrar na carreira chega por agora, funciona lindamente!
Este "contexto social" é, aliás, um dos critérios do Banco Mundial para estabelecer o ranking da "competitividade", a "autoridade"- a facilidade de despedir quem incomoda com as “manias” de que a lei deve ser cumprida é um dos aspectos básicos da "flexibilidade do mercado de trabalho". Aliás, esta forma de gerir é, de facto, o estilo de muita gente bem colocada e que, claro, faz constar das suas ligações à esquerda e ao partido do governo. Há um caso paradigmático, bem colocado na gestão dos politécnicos, que nem um mestrado tinha quando acedeu ao lugar de gestão, e que, sem qualquer curso de economia ou gestão e nem mesmo de engenharia, disse coisas avulsas a respigueito –não é erro, é a contracção de “respiga” com “eito”- do contexto empresarial nacional, tecendo glosas aos critérios do BM que mal conhece, para poder escrevinhar umas “palavras com liberdade". A liberdade que ele usa para sanear os que o não bajulam. E disto há infelizmente muito por aí! Tal como havia na Alemanha nazi, é sabido como muitos medíocres se libertaram dos obstáculos à sua carreirinha que alguns (de facto, muitos) professores judeus brilhantes constituíam e cujo único crime foi precisamente o facto imperdoável de não serem medíocres como os que os denunciaram e que deles alegremente se libertaram! Claro que estes nada disto conseguiriam sem as suas ligações ao poder nacional-socialista que por sua vez nada era sem os seus apoiantes difusos interessados em usar atalhos para singrar à custa do esmagamento de colegas melhores que eles…
Sobre o tal (que aqui fica como exemplo apenas) veio a constar recentemente, que saiu doutorado há pouco tempo por artes mágicas, talvez tenha apresentado o seu livreco, colecção do que tem escrevinhado em jornalecos locais a respeito de como se devem dirigir politécnicos públicos. Talvez tenha acrescentado em anexo os seus mui doutos e imparciais actos administrativos, cuja isenção já vem sendo conhecida na praça, a ilustrar como tem vindo a garantir a liberdade de expressão e os direitos humanos em geral, sobretudo o da não discriminação na instituição que dirige.
Esperemos que o Sócrates faça o mesmo, aproveite o tempo em que está primeiro ministro e peça equivalência ao doutoramento, submetendo uma colectânea de discursos a uma chafarica universitária qualquer que lhe branqueie eventuais balelas demagógicas de senso comum barato, que lhe dê o grau , não honoris causa, isso não vale, um a sério, coitado do homem, também merece, até não escreve mal: embora não seja científico o seu discurso, vamos lá, até soa bem e mete tecnologias em cada frase! Ele que junte os decretos-lei que aprova em conselho de ministros, em anexo, claro. Vamos lá, senhores professores das Universidades, sejam bonzinhos que nunca se sabe se não haverá frutos a colher dessa bondade, dêem-lhe também um grau em gestão ou mesmo engenharia, sempre é a sua área, e é pessoa convicta do que diz e frequentemente brilhante a falar, sempre merece mais que o tal!
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quinta-feira, outubro 12, 2006
Párias, sanguessugas e tiros no pé
Abusem, espezinhem, chamem-lhes párias, chulos, sanguessugas, depois de uma vida inteira de trabalho, tantas vezes com horas e horas extraordinárias nunca pagas nem mesmo reivindicadas, no local de trabalho ou em casa e de tanta "carolice"...Mandem-nos tomar conta de velhinhos, obriguem-nos a dar aulas nas prisões, forcem-nos a transformar as escolas em prisões soft, infantilizando e desresponsabilizando ainda mais os nossos jovens, enviem-nos depois a limpar ruas e latrinas, façam isso tudo, a nossa dita opinião pública pode sempre tornar-se tão douta como era douta a opinião pública da Alemanha dos anos trinta: há que castigar os culpados e eles foram já identificados - os funcionários públicos, a maior parte deles, professores e médicos, colocados por concurso nacional nas escolas e instituições de saúde públicas*. É isso que lhe dói, à opinião pública, é que eles entraram com um diplomazinho que a maioria do mui douto público não tem, e sabendo que a nossa muitíssimo esclarecida opinião média, sobretudo a que fala nos fóruns das rádios e nos cafés deste país, já vai sendo de uma geração que não tirou o diploma mais porque não conseguiu do que porque não podia economicamente, percebe-se bem o mecanismo psicológico de tanta fúria contra os professores, os técnicos superiores dos ministérios e os médicos, que são de facto factura pesada no orçamento de Estado. Se os podemos pôr a trabalhar de graça, para quê pagar-lhes? Façam a seguir campos de trabalhos forçados como os da vossa saudosa Alemanha nazi, senhores deste governo, achais então que descobristes a pólvora, elegendo um bode expiatório! Meus senhores, pagai direitos de autor aos sobreviventes e herdeiros da boa tradição nazi e juntai nacional com tracinho antes do nome do vosso partidinho e ficará tudo coerente!
Belíssimo trabalho! No entanto, a eleição do empresário médio português como o novo tipo de herói e modelo a seguir não foi ideia assim tão brilhante, correu um pouco mal, dados os resultados de um estudo recentemente publicado a respeito da excelência da gestão do nosso sector privado! Claro que eles, os gestores do privado, não são excelentes por culpa de quem, de quem,..vejam lá se adivinham... do Estado, claro, desse Estado do qual o nosso dito "sector privado" tem sido ao longo destas décadas, uma verdadeira sanguessuga, dependente da corrupção deste e daquele, contando com o subsídio para isto e para aquilo, pressionando câmaras, governos e parlamento para legislar ou decidir a seu favor, mendigando apoios para cobrir riscos que deveriam correr por conta própria e o mais que sabemos, ou deveríamos saber, a respeito da apropriação privada da coisa que deveria ser pública por definição.
Senhores e senhoras decisores/as, ignorantes e medíocres, estudem História recente deste país (o século XX, para começar,talvez só o pós-guerra para não cansar muito): perceberão que tem havido e se mantém uma promiscuidade enorme entre o sector chamado "público" e o sector dito "privado" e que não convirá muito a este último abusar da ideia de que o Estado é o papão ou o monstro a abater! Cuidado com o pé ao carregar a arma!
*Claro está que me refiro aos concursos públicos nacionais, de médicos e de professores, com regras transparentes, com editais claros e gerais e não incluo portanto as paródias de concursos públicos que grassam por esses politécnicos fora!
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