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quarta-feira, março 28, 2007

Ainda o barómetro de uma certa mentalidade

Artigo interessante de Paulo Guinote:
http://educar.wordpress.com/2007/03/26/a-vantagem-evidente-do-incumprimento-dos-programas-de-historia/

link para a sondagem feita pela Eurosondagem/RTP (aqui o entrevistado só votou uma vez, aliás como nas eleições livres, ao contrário das eleições fraudulentas efectuadas durante o regime de Salazar) http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/SondagemGrandesPortugueses.pdf

Transcrevo por ordem os resultados

D. Afonso Henriques 21,0 %
Luís Vaz de Camões 15,2 %
Infante D. Henrique 11,2 %
D. João II 10,5 %
Fernando Pessoa 8,8 %
Marquês de Pombal 7,6 %
António Oliveira Salazar 6,6 %
Álvaro Cunhal 6,3 %
Aristides Sousa Mendes 5,9 %
Vasco da Gama 2,4 %
NS/NR 4,5 %

Não vou aqui fazer a análise, mas está aqui pano para mangas, já que estes, de facto, são resultados a tomar a sério.

Retrato social de Portugal

Talvez seja bom o pobinho verificar o que vai perder nos cuidados de saúde, é que parece nem ter reparado no que ganhou depois de Abril de 1974 ou já esqueceu. Nota positiva para a RTP, ontem, com o programa de António Barreto em horário nobre, espero que mantenha a qualidade até ao último episódio, não cedendo à tentação da propaganda do PS. Foi o programa que precisávamos depois do trauma da noite de domingo. Dados sobre a saúde dos Portugueses antes e depois do 25 de Abril, logo a abrir o programa, gostei muito.
A sensação fica de que em Portugal ainda há uma clivagem não explicitada a respeito do passado. Silenciou-se a grande fractura e ela vai saindo aqui e ali. Quem perdeu com o fim do regime anterior? Perdeu quem tinha o regime a trabalhar para si, o regime da polícia na fábrica a segurar os salários de miséria, esses que acharam que perderam eram mais do que se pensa, muitos eram pequenos empresários, não eram só as 6 famílias , na explicação simplista do PCP. Perdeu quem tinha o regime como o grande defensor das propriedades ou carreiras construídas no ultramar, o tal regime que ia enviando à força, durante 13 anos e mais não foi porque entretanto era Abril de 74, a juventude masculina a defender "o império", ou seja morrer por eles. São fracturas profundas, feridas insanáveis. A raiva sai aqui e ali no ódio mesquinho, cretino e ignorante ao outro, ao político em geral sem ver quem é quem, ao imigrante em geral, ao funcionário público em geral, ao profissional disto e daquilo que estiver na berlinda na altura e que pareça ao pobinho inbejoso estar melhor que ele, o ódio ao doutor em geral, à excepção de um ou dois eleitos para serem os doutos e honestíssimos salvadores da pátria. Ignorar esta tendência do pobinho é, no mínimo, perigoso. E há por aí um PNR agitando umas bojardas, ignorá-lo é estúpido. E vamos ver a evolução do discurso do CDS. Mas do lado dos que perderam e do lado dos que se lembram do que ganharam, a raiva às vezes tem que sair, espero que fiquemos assim, as diversas raivas de um e de outro lado expressando-se por meio da palavra, do argumento, da imagem, da caricatura, do telemóvel a votar concursos, e, claro, também por meio da manifestação pública pacífica, todas elas formas legítimas de expressão em democracia.

Espero muito interessada pelos próximos episódios de retrato social de Portugal. Espero que António Barreto mostre também isso, o contraste entre o Portugal amordaçado, acorrentado, escravizado, analfabeto e brutificado (desculpem os lugares comuns deste post, mas tem que ser) e o Portugal de hoje, apesar de tudo, muito diferente, com melhor qualidade de vida em todos os sentidos , um Portugal europeu, escolarizado (apesar de não muito) e, sobretudo, livre.

domingo, fevereiro 11, 2007

Mais ou menos sim

Mesmo vendo que a abstenção ganha, todos acham que o referendo é importantíssimo, que a afluência é muito maior que no último, não há quem interprete isto de forma óbvia? O povo não quer que o macem com as coisas difíceis... Não será que o povo acha que os deputados, se lá estão no Parlamento, é para decidirem por mandato também nas coisas difíceis?
O povo está bem no quentinho, achando que os outros que decidam... mas, como o resultado não vai ser vinculativo, ninguém pode decidir nada sem forte contestação do outro lado.
Ou seja e como se previa: mais ou menos sim, mais ou menos não! No entanto em termos de votos expressos, o sim ganha mesmo! Esperemos então que a maioria , com boas provas de surdez às contestações várias da sociedade civil, assuma agora claramente a iniciativa legislativa para acabar de vez com o aborto clandestino e com o negócio milionário associado a esse mercado negro. Uma leizinha de incentivo à maternidade/paternidade criando um abono de família visível e palpável também vinha a calhar muitíssimo bem!

sábado, fevereiro 03, 2007

Contas, cartazes e penas

Seria bom que o tribunal de Contas fosse isso mesmo para que foi criado, que a sua lupa se aplicasse um pouco por todo o lado onde haja situações duvidosas. O reizinho lá da ilha sempre fez o que lhe apeteceu e parece determinado a continuar. Claro que para a indulgência concorre o facto de ser um pândego... a ideia que faz da independência dos orgãos de soberania é interessantíssima, algo parecido com "que cada um roube quanto puder e deixe os outros roubar em paz" * ... tudo o que seja indagar é inaceitável interferência nos negócios alheios. Tudo isto dito daquela maneira de opereta é cartaz eficientíssimo para pôr o Pinho no esquecimento...
Embora divertidíssimas, as palhaçadas do Jardim não chegam para nos esquecermos da melhor da semana, que os militantes do Não afinal são, para além de santos e puros, magnânimos também, perdoando às "assassinas" desde que confessem e reconheçam que o são... embora alguns não dispensem as confessas criminosas de um servicinho cívico... talvez com um emblema na barriga, para exemplo, que tal a ideia caridosa, Dr Bagão Felicíssimo?
Que tal, dr Jardim, se as verbas que vão para o jornaleco fossem utilizadas para reduzir a pobreza numa das regiões portuguesas com indicadores mais altos de exclusão social ?
Que tal se o dinheirinho dos cartazes e do marketing profissional do Não fosse usado para apoio às futuras mães em dificuldades? Já agora, o do Sim fazia também muito jeito. Este gasto no referendo é inútil, dinheiro ao charco! Os senhores deputados quando há que legislar em questões difíceis devolvem ao mítico POVO a bola. Para se não sentirem obrigados a nada. E aí entendem-se todos muito bem...
Senhores deputados, que tal aprovarem uma lei decente de redução de impostos/atribuição de subsídios , uma lei de protecção DE FACTO à maternidade/paternidade à semelhança da França? Será que nesta matéria se entendem todos e vão dizer que Não?
O cantinho e seus apêndices no seu melhor... mais ou menos sim, mais ou menos não...

*Nota: Claro que Jardim não disse isso , mas a indignação com que falou aos jornalistas sobre a inaceitável ingerência do Tribunal de Contas na forma como são atribuídas verbas públicas do "seu" governo regional tinha toda a sonoridade de quem acha que a lei se não lhe aplica e de quem considera que pode fazer do dinheiro dos contribuintes o que lhe apetece...Mas atribuir verbas do governo a um jornal privado que contribui para o eternizar num cargo ao qual se acede por eleições é roubar descaradamente, Sr. Dr!!!!!!!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Má-fé e falta de inteligência

Diz ele, o Pinho, e que queria dizer outra coisa que não explicou. Genial, de facto, o nosso ministro da economia, a gafe da mão-de-obra barata (para durar) como vantagem competitiva de um país do espaço euro, mais o comentário aos comentários, insultando as pessoas, ficam na sua antologia pessoal que já vai tendo alguma dimensão...
São (calculo eu) à volta de 80 os senhores (senhoras não vi muitas, é esmagadora a mancha dos fatos negros e cinzentos, mas talvez por isso não seja possível vê-las) viajando à custa do contribuinte . Alguns mesmo com responsabilidades, digamos assim, elevadas, claramente não se deram ao trabalho de preparar condignamente a viagem, e tendo alguns descoberto in loco (fez-se luz nalguns espíritos ... mas só depois de terem visto as avenidas de Pequim e Xangai...) que afinal a galinha dos ovos de ouro está a leste, com a euforia da descoberta brilhante improvisaram alegremente pondo a descoberto a superficialidade dos seus conhecimentos sobre a economia global que gostam tanto de mencionar nos seus discursos... Pequenos e ridículos...
É lamentável: era, apesar de tudo, uma visita de Estado, ou não? Seria apenas mais um safari?
Enfim, o cantinho no seu melhor, em viagem de reedição das descobertas, o que nos safa é que ninguém nos leva muito a sério...

quinta-feira, janeiro 25, 2007

O debate da nação

O referendo à legalização do aborto? Não. A questão dos pais biológicos versus adoptivos, isso sim.
Na quadratura, Pacheco Pereira defendendo o prole-tariado e a sua visão do Direito e da Justiça à boa maneira do MRPP por redução ao absurdo e Jorge Coelho vertendo lágrimas, com o coração nas mãos. Assisti a cerca de 15min e chegou.
Nascida sob o signo da desgraça na terra do mais ou menos, desejo também o melhor à criança enquanto espera por Salomão...
A minha previsão para o referendo: mais ou menos sim, mais ou menos não.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Futebol, Iraque e Líbano

Duas coisas me têm vindo a causar perplexidade:
-a quantidade de pessoas deste país que sabem coisas sobre futebol, Iraque e Líbano;
-a quantidade de coisas que elas sabem.

domingo, dezembro 03, 2006

Mudança de nome

Tendo verificado que a ideia de logo associada a blog ...existir foi já utilizada antes de mim num blog com um nome demasiado parecido e criado em 2003, blog a que tive acesso só hoje (juro) no portal dos blogs, achei por bem mudar o nome do meu bloguezinho, para evitar eventuais acusações de plágio , o que seria muito cruel e injusto para quem tem um desprezo profundo por plagiadores.
Soa melhor assim e sempre é em Latim. Há males que vêm por bem. Claro que o endereço já não foi possível mudar.

sábado, novembro 11, 2006

Uma reflexão, uma decisão e uma declaração de intenções

1. O congresso do PS: temo que termine com um uníssono "YES, PRIME MINISTER" com música de fundo a condizer...

2. O Abrupto, embora nos top 5 do blogómetro, ainda tem à frente os blogs da mulher nua e afins. Por isso há que ir ao blog de Pacheco Pereira mais vezes por dia.

3. Este blog anda fraco de audiência, um dia paro com isto e faço um doutoramento desses que por aí pululam, para melhorar perspectivas na carreirinha...

sábado, novembro 04, 2006

Animais de estimação II

"Morcego atroz: Estes grandes voadores às vezes são criados para lutar um contra o outro, ou no ar ou aleijados e forçados a lutar em uma arena. Estas brigas repulsivas são a fonte de muitas apostas. Algumas comunidades drow utilizam morcegos atrozes treinados como corcéis voadores, embora tais vôos sejam perigosos e normalmente cidadãos comuns ou crianças drow (sempre cidadãos comuns) são forçados a montar os morcegos; desse modo, se os morcegos ou os cavaleiros forem mortos, não será nenhuma grande perda para a comunidade. Estes pares voadores são usados somente para espiar ou aborrecer os inimigos com dardos de besta envenenados. Treinar, para os morcegos, consiste em aprender como ser guiado com sela e rédea, e treinar, para o cavaleiro, consiste em aprender a segurar sobre a couraça do morcego para prevenir quedas. Morcegos atrozes são descritos no Livro dos Monstros."
ultimosdiasdegloria

sábado, setembro 16, 2006

Estabilidade e ruas

De volta ao cantinho de luxo, tudo na mesma, os mesmos a decidir coisas, agora mais "mesmos" do que antes, oposição e governo em consonância, os mesmos a comentar coisas, as mesmas coisas, os mesmos a dirigir coisas na TV, as mesmas também, o cantinho tão estável, tão estável que até vai crescer, de tanta estabilidade...
Na rua, o cão que, embora "rafeiro", embora fêmea, aristocraticamente a controlava desapareceu, envenenado, riscos da rua... Ficou mais vazia, menos nobre, a rua...
Entretanto, mais achas para a fogueira da rua árabe, por falar disso, de donde virá tal ideia, nunca ouvi dizer "a rua europeia", "a rua ocidental", a "rua americana", enfim, a sociologia da linguagem responderá...

quarta-feira, julho 19, 2006

Animais de estimação

"Aranha voadora: Esta criatura mutante foi descoberta primariamente na Montanha Subterrânea, mas se espalhou para outras áreas sob os cuidados dos elfos negros. Se parece com uma aranha normal com o corpo do tamanho de uma mão humana, tem um par de asas leves e translúcidas que permitem voar de forma desajeitada à velocidade dos passos de um anão. Estas aranhas voadoras são tão venenosas quanto seus primos da superfície e parecem ser originalmente aranha de caça comum, porque elas são adeptas a pular no ar para pegar a presa e só usam teias para segurar a comida capturada nas suas tocas. A existência destas criaturas começou com rumores sobre um híbrido degenerado entre os avariel (os raros elfos alados da superfície) e os drow. Estes auvathyrri (como tão proclamados estudiosos os nomearam) são conhecidos por terem asas como as de um pássaro ou pretas como as de um inseto, e eles mantêm aranhas voadoras como preferência sobre todos os outros animais de estimação. O fato de ninguém nunca ter visto tais elfos, empresta poder ao rumor de que eles existem e que eles matam qualquer um que os encontra. "
"Rastejador Irritante: Os lagartos do Subterrâneo, chamados rastejadores irritantes, crescem até 60 cm incluindo a cauda. Esbeltos, com dedos do pé parecidos com os de sapos e uma aparência cinza-esverdeada, eles se assemelham a skinks (uma espécie de lagarto). Eles podem escalar paredes e tetos facilmente e tendem a ficar parados no lugar por períodos longos se estiverem ameaçados. Eles atacam presas e repelem predadores cuspindo ácido, que eles podem produzir três vezes por dia. Estes potentes ácidos destroem carne e metal, e sabe-se que pode destruir uma armadura completa de metal. Seus corpos flexíveis lhes permitem saltar mais de 3 m e sobreviver incólumes a uma queda de 9 m. Por causa das suas habilidades, eles são favoritos animais de estimação ou familiares de drow machos forçados a viver dentro uma sociedade matriarcal adoradora de aranhas. Devido seu ácido ser perigoso e extremamente irritante até mesmo a uma leve exposição, eles são animais de estimação inadequados para crianças ou para aqueles muito vaidosos. Rastejadores irritantes são descritos no Cenário de Campanha dos Reinos Esquecidos. "

Nota Hoje estou assim, o que é que isto me faz lembrar?
Não deixem de consultar o site, tem lá mais bichinhos simpáticos, seleccionei estes vá-se lá saber porquê...

sábado, fevereiro 18, 2006

liberdade de expressão

Para que não haja dúvidas, declaro que tenho plena consciência de que, se estivesse na maioria dos países árabes (*), estaria sempre com receio de que me viessem tirar o computador, de cada vez que batessem à porta, porque, sendo mulher, ousei escrever, ousei pensar... sem licença expressa do marido e do Estado Religioso. Aqui, no cantinho, ainda não é assim, espero eu... deixa postar isto depressa, não venham eles ou outros que convivem mal com a liberdade de espressão (ele há muitos...) e me mandem pôr as mãos no ar e sobretudo não tocar mais no teclado nem com um dedinho...

(*) Infelizmente, não me lembro, talvez por ignorância minha, de nenhum onde assim não seja.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Deprimente?

Recém chegada à blogoesfera ou lá como lhe chamam, navegando até aos bloguezinhos anunciados na televisão e lendo os comentários... Actividade deprimente? Talvez não, achei interessante verificar como o que se passa "lá fora" ainda nos seduz. Deve ser bom sinal.
Não deixei comentário em nenhum dos tais blogues, sobre o tema da moda, os desenhinhos (não ponho a outra palavra, por receio de ser visitada, é cedo ainda...escrevo na web sem saber porquê, tal como muitos outros, talvez por um sebastianismo de mim, de nós, enfim, não interessa, por ora evitarei as palavras chave da moda).
Mas o que assusta um pouco é o tom dos comentários, muitos , demasiados , o mesmo tom de alguns iluminados comentadores da praça, é melhor não pôr os nomes, vou pôr as iniciais :N.R., L.D, por exemplo, e outros génios... o tom de quem acha que interpretou toda a dimensão da complexidade da questão e que ninguém mais está a ver a coisa... enfim... Claro que todos o fazemos, uma certa geração habituada à contundência do debate nos plenários estudantis, que passou por plenários de empresa, comissões várias, nunca lhe perdeu o jeito...e estamos assim, muito obsoletos por dentro muitos ajustadinhos por fora , com bons empregozitos, carrinhos bons, vidinhas razoáveis, a espaços com a fúria de sabermos que todos atraiçoámos algures os nossos princípios e ideais (aqui incluo a direita e a esquerda, não acho que só a esquerda tenha princípios genuínos, não acho que a direita seja por definição cínica e a esquerda seja o refúgio dos melhores princípios da humanidade, não hoje, não agora) e apontamos o dedinho a todos os outros ... somos assim, e desde que o saldo negativo se instalou no imaginário colectivo, tem sido demais, a inveja à solta nas casas e nas ruas, o ódio contido a derramar-se sobre o vizinho igual a nós, diferente num privilégio ou noutro e tão semelhante na pequenez, o vizinho "outro" diferente, tão pequeno agora, tão humilhado e talvez por isso, tão arrogante que tem a veleidade de querer ter o exclusivo da interpretação do divino. O medo a passar por todos nós, "eles" e "nós", fundidos num nós igualmente arrogante que se constrói na rua, nos media... Talvez um dia todos voltemos aos livritos que deixámos de ler, talvez um dia a História volte a ser a ciência que era em ambos os lados... enfim... o tema da moda, vai esquecer-se daqui a uns dias... carrinhos ou edifícios a arder nos monitores não nos espantam, não nos incomodam, é cena obrigatória em todos os filmes de acção ... é cena diária, repetida no médio oriente, ora agora mato eu, ora agora matas tu... o medo em ambos os lados, a miséria só num...mas isso não nos incomoda também...
E já agora, deste lado a possibilidade da miséria nos tocar, não é cenário impossível, medo disso também, o medo que nos faz dizer disparates por motivos diplomáticos para amainar os ventos... ventos criados por este sistema económico magnífico na distribuição do rendimento, da dignidade e da vida, que sobrevive embora absurdo por absoluta falta de outro (melhor?) e que sobrevive precisamente por que se casou na devida altura com a noção de liberdade de que não largamos mão por nos ser intrínseco: talvez em parte, o divino em nós todos ...neles também e sabem-no bem, por isso a experiência de tudo isto é tão absurda, tão dura, tão solitária e tão violenta de uma forma ou de outra e em medidas várias em todos nós!...

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O país mais deprimido da Europa

O país deprimido, o mais deprimido da Europa, dizem, segundo inquéritos recentes. Mais um inquérito desses que por aí abundam e que mui doutamente comparam o incomparável... Mas não é essa a questão. Será que estamos ou será que somos deprimidos? Em qualquer dos casos eu estou e desde Março passado que nem um desabafozinho aqui fiz, nem que fosse para abrir o bloguezinho que apenas criei por pensar que tinha que criar um para existir. Ele continuou sozinho à espera de conteúdo e achei interessante ainda persistir hoje, apesar de vazio. Assim resolvi dar-lhe umas palavrinhas de apoio. Deprimidos nós todos? Nós? Nós ... o que significará este nós? Aqui um cantinho bem delimitado por quase 900 anos de História, pois... mas o que são 900 anos, na China a unidade para o tempo (entre outras variáveis...) é 10 000 , por isso é ridículo arvorar com esse número para nos definirmos...e muito mais para nos desdeprimirmos. É, de facto, um cantinho que nos habituámos a ver como o nosso cantinho e que, nas nossas intermitentes euforias e depressões, vemos alternadamente como o mais belo lugar do mundo ou o pior dos mundos possíveis. Será também isto o nós? Pois não sei , assim abro o blog para dar o tom dos desabafos, ou o contexto deles ...