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domingo, fevereiro 25, 2007

Confiança nas instituições XX

A propósito do post anterior sobre a construção nas dunas:
Decreto-Lei n.º 93/90 de 19-03-1990
Artigo 4.° (Modificado)
Regime

1—Nas áreas incluídas na REN são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se traduzam em operações de loteamento obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráulicas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal.
2—Exceptuem-se do disposto no número anterior:
a) A realização de acções já previstas ou autorizado à data da entrada em vigor da portaria prevista no n.° 1 do artigo anterior;
b) As instalações de interesse para a defesa nacional como tal reconhecidas por despacho conjunto dos Ministros da Defesa Nacional e do Ambiente e Recursos Naturais;
c) A realização de acções de interesse público como tal reconhecido por despacho conjunto junto do Ministro do Planeamento e , Administração do Território, do Ministro do Ambiente e Recursos Naturais e do ministro competente em razão da matéria.
3—Quando não exista plano municipal de ordenamento do território, válido nos termos da lei, exceptua-se do disposto no n.° 1 a realização de acções que, pela sua natureza e dimensão, sejam insusceptíveis de prejudicar o equilíbrio ecológico daquelas áreas
4—Compete às delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais confirmar, através de parecer elaborado para esse efeito, que deve ser emitido no prazo de 30 dias a contar da data da recepção do projecto das obras ou empreendimentos, as excepções previstas no número anterior, interpretando-se como favorável a falta de emissão de parecer no referido prazo.
5—Em caso de parecer favorável as delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais podem estabelecer condicionamentos ordem ambiental e paisagística à realização das obras ou dos empreendimentos.
6—O parecer referido no n.° 4 é solicitado pelas entidades competentes para o licenciamento das obras ou empreendimentos mencionados no n.° 1 ou pelo próprio interessado, nos casos em que o parecer seja requerido.
7—O disposto no número anterior é também aplicável às entidades com competência para aprovação dos projectos de localização dos empreendimentos

8—Sempre que se verifique discordância de pareceres entre as delegações regionais do Ministério do Ambiente e Recursos Naturais e as entidades que a nível do Estado são competentes para o licenciamento das obras ou empreendimentos mencionados no n.° 1, os projectos de localização serão aprovados por despacho conjunto do Ministro do Planeamento e da Administração do Território, do Ministro do Ambiente e Recursos Naturais e do ministro competente em razão da matéria.


Artigo 5
Domínio público hídrico

1—Sem prejuízo da competência legalmente atribuída aos organismos portuários, nos termos dos Decretos-Leis n.ºs 229/82, de 16 de Julho, e 348/86, de 18 de Outubro, em matéria de preservação das praias, arribas e falésias, bem como de defesa e administração das margens do domínio público marítimo, o licenciamento por parte destes organismos das actividades referidas no n.° 1 do artigo anterior e localização em terrenos do domínio público marítimo integrados na REN fica sujeito ao regime previsto no mencionado artigo.
Comentário: O regime de excepções é simplesmente assustador!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, fevereiro 24, 2007

Confiança nas instituições XIX

Não muito longe de S. Pedro de Moel, a sul

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Constrói-se em plena duna, transforma-se esse território nacional em condomínio fechado, arranca-se a vegetação, erguem-se muros e muretes, altera-se o regime das águas sem grandes preocupações quanto ao seu escoamento, vendem-se as casinhas, encaixa-se o dinheiro e depois, mais tarde, compradores (já não acredito que sejam incautos, julgam-se também chicos espertos, estilo deixa comprar antes que proibam definitivamente, depois estas já estão construídas, não se atrevem a implodi-las...), assustados com a ruina iminente primeiro do quintal e depois da casinha ou vice-versa, vão para a TV, juntamente com os seus mui diligentes autarcas, exigir obras já não de protecção/reconstituição da duna, que a esperteza chica acabou de destruir, mas de sustentação das casas...

Eu até acho que é de pensar construir um dique* em pleno mar, ao longo de toda a costa não rochosa portuguesa , perde-se um pouco a vista, mas ganha-se praia e tem-se a vantagem de se poder passar a construir no areal...

*Nota:-Embora o objectivo em Portugal não seja o de fechar o delta de um dos maiores rios da Europa, mantendo-o ao mesmo tempo aberto à navegação, podem tirar-se algumas boas ideias aqui e aqui

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Sic notícias: EDP, governo e experts: todos de acordo

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Escrever na blogoesfera tem a grande vantagem de poder também ser uma espécie de pensar com os nossos botões sem grandes preocupações de documentação e de termos razão - as minhas interrogações e hipóteses acerca do financiamento do deficit tarifário na energia não se confirmam: não é o endividamento do Estado que o vai financiar, as próprias empresas vão pagar essa diferença com a renda das barragens que afinal era mais do que se pensava...Pois, serão mesmo as empresas que vão pagar essa diferença? Estamos a falar dA empresa ou há mais? Se ela vai pagar e não os consumidores que acontecerá aos lucros ? Ninguém, à excepção do jornalista, mencionou o tema lucros... então quem vai pagar, digam lá?
Interessantíssima a conversa entre os experts, tudo claríssimo, os raciocínios torpedeantes de Mira Amaral (a ter que explicar duas vezes mas talvez mais pela sua dicção do que pela falta de inteligência dos outros experts) explicando as descobertas brilhantes do ministro da economia, o outro expert (de que já não sei o nome) lançando referências vagas aos "outros custos" com cheiro a missão social e ambiental a justificar os preços altos que pagamos. Altos? Não tanto, pois abaixo do custo. Tudo limpidíssimo como água. Mas por falar em água, por que carga dela é que estes senhores passam a vida a falar de transparência, concorrência, flexibilidade de mercado e estão alegremente conversando acerca de como continuar tranquilamente a consumir energia abaixo do custo de produção, ao mesmo tempo dizendo que não, que aqui é tudo clarinho, que lá em Espanha é que é tudo escurinho e confuso. E como é que esta "taxa" que nos chega a casa que afinal serve para subsidiar tudo e todos não é definida em lei? Se pagamos mais que os outros, significa que todos na Europa subsidiam a energia. Estamos na época pós-Quioto, meus senhores...Mas pagamos mais 30% que os outros europeus... por causa dos custos disto e daquilo , eólicas e mais não sei o quê a cheirar a amizade ao ambiente...e eu a querer pôr as contas da luz na lei do mecenato em sede de IRS...
Sabem que mais? Eu, que não tenho acções da EDP nem a craveira de Mira Amaral, tenho sérias dificuldades em compreender a lógica de tudo isto. Então, não sei porquê, tenho esta impressão de que é desejável que venha o Mibel ou lá o que é: é que me dá a ideia de que serão melhores para o cidadão consumidor as soluções encontradas em Espanha mesmo na tal confusão entre entidade reguladora, blá blá, empresas, entidade legisladora, blá blá blá, mas onde as eventuais dificuldades são também repercutidas nas margens de lucros das empresas exploradoras da energia... mas pode ser uma impressão enganosa.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

OPAs e birras

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E como tencionam financiar a birra? Aumentando o monstrinho do telefone fixo?
Há muita gentinha já a querer vender mas 11,5 parece ser só o preço virtual, calculo eu, já que as acções PT descem.
Interessantíssimo ver os tubarões a abocanharem-se pela presa. Mas o sangue a verter é o da presa...

domingo, fevereiro 18, 2007

Virtudes da democracia ou o fartar vilanagem

Indemnizações reais para rupturas fictícias de contratos, prémios de produtividade decididos pelos próprios para si próprios, sub ou sobreavaliações de património, consoante o interesse da bolsa deles e dos amigos, concursos públicos para obras com suborçamentação seguida de derrapagem, enriquecimentos estranhos simultâneos às obras, operações na bolsa com informação privilegiada, a escandaleira da corrupção descarada e disseminada no futebol... tudo isto na mais perfeita impunidade, já que se safam sempre... Face a isto é natural que a pouca vergonha dos concursos públicos em muitos politécnicos e outros institutos públicos para contratação de docentes e funcionários onde só falta a fotografia do amigalhaço que querem colocar à mama do contribuinte em lugar de outro provavelmente bem mais competente (que nem poderá concorrer) continue alegremente...
Em todas estas situações apenas o ministério público ainda vai incomodando, não se vê um único ministro demitir gente sem vergonha, não se vê um partidinho desses do poder (PS ou PSD ou o que for...) tomar posição clara de retirada de confiança às pessoas concretas que andam no gamanço ao cidadão que paga os seus impostos. Dá que pensar...
Até quando? Convém não esquecer que tudo isto se passa numa época de forte aperto de cinto e numa altura em que prendem sargentos por passearem na rua . O pobinho aguentará até quando? Deram-lhes os funcionários públicos para o espectáculo de circo, o povo gostou e banqueteou-se do sangue nas arenas. E agora quem é o próximo bode expiatório? Não estarão a ficar com falta de bodes? Olhem que o povo gosta de democracia apenas de forma muito relativa, enquanto também ele possa comer do banquete umas migalhas... Os nossos empresários que há muito não são do pobo, os heróis deste tempo descobriram as vantagens da democracia e são todos "democratas" e afinal, bem vistas as coisas, é o que nos vale, são eles que mantêm a "democracia", são eles que nos mantêm na Europa, por causa do "São Euro" como diz o Eng. Belmiro. Se lhes conviesse mais a ditadura tê-la-iamos, que pretextos não faltam. Mas não me parece que o povo ache graça a este fartar vilagem por muito tempo ... Eu (e muitos que não gostam de ditaduras) continuo a achar que a democracia só o é com a separação de poderes muito clara e os Tribunais a funcionar com independência e eficácia. Sem isso temos isto que temos, que mais não é que uma mascarada de democracia! Da gestão destes "democratas" que temos agora no governo deste cantinho apenas a redução da fuga ao fisco é resultado que se veja, mas possivelmente à conta dos pequenos (muitos) que agora pagam com medo... os outros estão numa boa como sempre*. O nome na internet? O nome nos media? E eles ralados, é publicidade gratuita, só faz é perder algum tempo nas entrevistas, é uma maçada...

*Nota: Os grandes que fazem questão de afirmar que cumprem, sempre cumpriram, não? Então não se notará a diferença...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Teixeira dos Santos, a China e a calçadeira

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fonte: www.bigcatrescue.org/.../tigerChinaDollLake.jpg

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Cada qual vende o que pode. Já que o calçado também já foi, é melhor pensar agora na venda dos acessórios... O pior é que o entusiasmo do cliente não parece grande, dá ideia até que já fabricam o produto há muito tempo ... será?

Má-fé e falta de inteligência

Diz ele, o Pinho, e que queria dizer outra coisa que não explicou. Genial, de facto, o nosso ministro da economia, a gafe da mão-de-obra barata (para durar) como vantagem competitiva de um país do espaço euro, mais o comentário aos comentários, insultando as pessoas, ficam na sua antologia pessoal que já vai tendo alguma dimensão...
São (calculo eu) à volta de 80 os senhores (senhoras não vi muitas, é esmagadora a mancha dos fatos negros e cinzentos, mas talvez por isso não seja possível vê-las) viajando à custa do contribuinte . Alguns mesmo com responsabilidades, digamos assim, elevadas, claramente não se deram ao trabalho de preparar condignamente a viagem, e tendo alguns descoberto in loco (fez-se luz nalguns espíritos ... mas só depois de terem visto as avenidas de Pequim e Xangai...) que afinal a galinha dos ovos de ouro está a leste, com a euforia da descoberta brilhante improvisaram alegremente pondo a descoberto a superficialidade dos seus conhecimentos sobre a economia global que gostam tanto de mencionar nos seus discursos... Pequenos e ridículos...
É lamentável: era, apesar de tudo, uma visita de Estado, ou não? Seria apenas mais um safari?
Enfim, o cantinho no seu melhor, em viagem de reedição das descobertas, o que nos safa é que ninguém nos leva muito a sério...

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Que mais amanhã?

O pequeno almoço dos Portugueses corre o risco de ser polvilhado, durante uma semana, de canela de disparates que os ministros por lá vão dizendo, eles e os empresários peludos que pelos vistos acham que os chineses nunca viram um macaco.
Já tinhamos todos percebido que o governo não tem modelo a não ser aquele que os dragões se preparam para ultrapassar: o das exportações baseadas nos baixos salários. Boa!
Mas amanhã há mais, que neste momento, estão eles, ministros e empresários já todos de duche tomado que por lá trabalha-se cedo, e, quando acordarmos nós ,já eles tiveram oportunidades de sobra para dizerem coisas, de forma que ao pequeno almoço já está tudo prontinho nas rádios.
Isto até que é giro, visto de fora, claro está!

sábado, janeiro 13, 2007

Inquietações várias para 2007

Pois... Já calculava que a EDP iria causar perplexidades não apenas no meu cérebro. Afinal é o contribuinte que paga a diferença entre o custo real e o preço de venda.E pagará duas vezes: na continha que vai sendo actualizada e nos impostos. Entretanto a EDP alegremente encaixa os lucros da operação anti-concorrencial.
Como resposta às interrogações da Comissão, temos a indiferença total e arrogante do menino porta-voz do governo. De onde lhes virá tanta displicência para não dizer arrogância? Talvez lhes venha do mesmo ente antes citado: o contribuinte que deu a maioria a este conjunto de iluminados.
Quanto a Paulo Macedo: deixem lá o homem e vigiem o trabalho desenvolvido em E.P.s e Institutos públicos vários por directores cujo trabalho é medíocre,demitam-nos ou reduzam-lhes os pagamentos e privilégios, libertem-se de assessores redundantes e, nos postos estratégicos, aluguem por bom preço (se tiver que ser) os bons mercenários cuja acção tem os holofotes em cima... O contribuinte aceitará o regime de excepção, desde que saiba que o contrato fica a depender da consecução de objectivos concretos.
Entretanto vindo do chão, um tremor já se sente, uma agitação frenética e quase secreta: não ouvem o rumor surdo das térmitas? A agitação de presidentes disto e daquilo a tentar manter o tacho e o inerente taco?
Agora mudam-se os estatutos dos politécnicos: será para garantir a democracia ou para assegurar a eternização no poder das cliques instaladas?

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Os doutores do piquete de avarias da PT

Avaria? Suas excelências do piquete parece que trabalham só das 9h às 13h e das 14h às 18h. São uns doutores, turnos nocturnos nem pensar. Espero que a OPA aconteça depressa, que o novo patrão lhes ensine o que é um serviço (público pois não há outro) de telecomunicações. De facto, infelizmente, a precarização terá frutos imediatos com gente que só sabe trabalhar assim: o monopólio tem permitido aos gestores borrifarem-se para o cliente que só tem como alternativa a comunicação móvel de impulso caríssimo, ou seja, a única alternativa é largar o fixo e comunicar o menos possível no móvel. Os meninos da arraia miúda que lá trabalham vão mamando de privilégios que pelo menos na EDP não existem, as equipas técnicas das avarias trabalham 24h.
Os 70 directores que lá estavam a mais chupavam o valor das horas mais caras do turno da noite? Mas eles agora não estão lá , os 70 claro. Ou será que os mandaram embora
para lhes poderem pagar indemnizações (encaixando salários futuros ) antes que se faça tarde?...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Bons gestores e parecenças

Descobriram o filão: basta parecer bom gestor, não é preciso sê-lo, basta contratar marketeers que consigam fazer passar a ideia. Os tais gestores vão entretando mantendo o tacho, enquanto as campanhazinhas vão pesando nas continhas, com anúncios, logotipos , entrevistas, eventos vários . O que é certo é que eles até se vão parecendo fisicamente uns com os outros, esta camada de bons gestores, não tendo que prestar contas nunca, encaixando lucros que nunca se realizarão ou que realizarão por endividamento: lucros com endividamento corrente acumulando-se e crescendo é algo que faz lembrar the crooked E, a Enron de má memória. Como então, expliquem-me, por favor, se dá o caso da EDP apresentar lucros muito consideráveis ao mesmo tempo de que se fala de uma enorme factura a pagar? Como ? Que engenharia financeira consegue explicar isto como boa gestão??? Será porque a dívida pagaremos nós à força ou tiram-nos a luz? Venderam à fartazana, encaixaram lucros e afinal os lucros deles vamos nós pagar porque fomos nós que comprámos abaixo do preço. Afinal como é, se um dos hipermercados estiver a vender abaixo de custo, poderá encaixar lucros que não existem? Endividam-se e depois, através das nossas contas bancárias com que pagámos as comprinhas, obrigam-nos a pagar a diferença? Afinal fomos nós que comemos as mercearias, portanto hoje ou amanhã, lá vão à nossa continha ou pagamos ou nenhum super nos fornece, cortam-nos a luz também. É menos complicado do que parece, é uma questão de organização, os operadores das mercearias ainda não pensaram neste maná. É só fazer-nos pagar nas novas compras, todos aceitarão uma vez que só paga quem compra mercearias, quem conseguir viver do ar não paga nada.
Bons gestores que apenas conseguem resultados à custa da precarização do trabalho de milhares de indivíduos... Será que serão bons gestores só porque se parecem cada vez mais uns com os outros e se convenceram uns aos outros de que o são, fazendo todos a mesma pose de empresários de sucesso, tentando imitar os tiques dos C.E.O.s das multinacionais grandiosas (não esquecer que a Enron era uma delas) , subcontratando tudo por todo o lado, começando pelas empresas dos amigos, está bem de ver, como se tivessem descoberto a pólvora e chamando a esta operação "modernização"?


Nota: A crooked E ainda mexe http://www.enron.com/corp/pdfs/10032006_Release.doc
interessante a press release de Outubro sobretudo o aviso final que transcrevo:
"CAUTIONARY STATEMENT: Certain statements contained in this press release are "forward-looking statements" within the meaning of Section 27A of the Securities Act of 1933 and Section 21E of the Securities Exchange Act of 1934, as amended. Forward-looking statements include statements concerning plans, objectives, goals, strategies, future events or performance, and other statements that are other than statements of historical facts. Forward-looking statements are based on the opinions and estimates of management at the time the statements are made and are subject to certain risks and uncertainties that could cause actual results to differ materially from those anticipated in the forward-looking statements. Important factors that could cause actual results to differ materially from those in the forward-looking statements herein include, but are not limited to, political developments affecting federal and state regulatory agencies, and developments with respect to the bankruptcy of Enron. Except as required by law, Enron does not undertake any obligation to update any forward-looking statements"

segunda-feira, novembro 20, 2006

Animais de estimação III : a banca

Pros e contras: a banca






Nós somos muitos peixinhos, não há só um no mercado, há concorrência entre nós, até há peixões estrangeiros maiores do que nós a operar no nosso rio, a culpa não é nossa se alguém sai sem um pé ou dois; são incautos , não leram os avisos, quem lhes manda ter a mania de que podem chapinhar alegremente no rio? Há mesmo quem mergulhe até ao pescoço!!! É culpa nossa se engordarmos? É a nossa natureza e temos uma função ambiental importante, limpamos o rio fazemos muita agitação na água, oxigenamo-la. Legislem, a gente depois vê o que faz! E isso de trabalharmos com as moreias é falso, é uma falácia, nós nunca saímos daqui, as moreias estão lá no mar, nós nunca nos aventuramos a lá ir! Nem sabem como sofremos todos os três meses com os biológos a estudarem-nos ao pormenor e já viram como há piranhas noutros rios que se enchem muito mais que nós? Já temos algumas piranhas a dizer que vão emigrar. Uma coisa é certa: não há piranhas sem dentes, não sobrevivem! Os banhistas que escolham, vejam por aí , deve haver alguns rios com piranhas de dentes menos pontiagudos. Informem-se!

sábado, fevereiro 18, 2006

Filão tubarões ou fileira?

E agora mais um tubarão na TV, terá sido porque o Belmiro ainda não aceitou lá ir? Esta semana um tubarão mais foi entrevistado, currículo impecável, de olhão: calculo que se tivesse dado muitíssimo bem na África do Sul do Apartheid, entre as roças e as minas de ouro, vendendo aos donos dos escravos das minas os legumes que comprava aos donos dos escravos das roças...ficámos a saber que os escravos das minas pelo menos comiam legumes graças ao nosso conterrâneo. Bem! Muitíssimo bem! De entre os nossos self made men este deve ter o melhor e o mais impecável currículo, um currículo assim só tem mesmo quem nasceu com muito jeitinho para o negócio....
E mais não digo, foi só um desabafo...

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

"Gostei, pois claro"

Pois, também, impulsivamente talvez, aplaudi a operação, inesperada, ribombante, dramática, orgulhosa, deixando desconfortavelmente debaixo dos holofotes alguns dos tais gestores "excelentes" muitíssimo bem pagos (calculo eu, claro, até pode ser que não...coitados) instalados nos lugarzinhos com "bons resultados de gestão" assegurados por todos nós, pelo menos os "nós", de nós, que pagam impostos e pagam contas e não sabem roubar sinal, resultados garantidos à sombra da nossa continha mensal, com monstrinho, pois claro, amparados também pelo OGE, se for necessário cobrir um ou outro "buraquito". Quanto ao buraco, dá que pensar... Como é que foi? Terá sido por aqueles (ou outros antes deles) terem encaixado nos bolsinhos (sob a forma de pensões douradas, por exemplo) os lucros futuros? quem saberá... Enfim, não temos dados para afirmar nada mas irrita muito saber que aquela possibilidade existe, sobretudo porque uma vez ali instalados não terão que prestar contas a ninguém pois as nomeações são, antes de mais, contratos de vassalagem política com quem lá os pôs ... pois, claro, há o relatório anual, esse tem que se fazer... claro...só pessoas muito mal intencionadas podem ter destas desconfianças... De qualquer modo, quanto àquelas hipotéticas manobras (que, insisto, podem ser mesmo meramente hipotéticas) temos agora a certeza de que ficarão bem mais dificultadas uma vez que, de repente, todos querem saber mais sobre a tal empresa... Entretanto, haverá outras empresas parecidas que, pelo sim pelo não, estarão já a pôr trancas à porta, antecipando ou adiando manobras... é pena, mas só um Gates as comprava todas de uma vez...
Gostei, pois claro que gostei!
Gostei... e no entanto... (lá vem o velho do Restelo que há sempre em nós) talvez estejamos a assistir a algo que não será muito mais do que podemos ver num episódio de um dos dois (ou três) canais televisivos do cabo dedicados à Natureza e que têm uma inexplicável predilecção pelos predadores e pelas máquinas de guerra. Pode ser apenas mais um episódio sobre a agressividade entre tubarões de espécies diferentes , meras questões de territorialidade. De qualquer modo, interessante...
Menos interessante talvez tem sido ver jornalistas, economistas e comentadores bajulando o rei do oceano. Fazem lembrar aqueles peixinhos que estão sempre agarradinhos às costas dos tais grandes predadores de dentição invejável (e ninguém negará a estes essa qualidade). Pensam os tais peixinhos e alguns dizem mesmo: "O que estará ele a pensar? Será que se vai fartar das nossas ventosas? Mas ele tem que compreender, o outro assunto dos desenhos está a esgotar, apesar das novas fotografias publicadas, o pessoal está a ficar enjoado do assunto, como está a ficar farto de ouvir dizer mal dos professores e dos funcionários públicos e a cerimónia de rendição (em Belém, claro, ...) é só lá para Março, temos que aproveitar o filãozinho da finança rocambolesca, é o nosso trabalho, os outros fazem e nós comentamos (e analisamos cientificamente, no caso dos economistas, claro), é disto que vivemos, é a nossa natureza, é o nosso dever"....
Enfim, a vida no mar no seu melhor...
Pois, eles.... e nós ( os outros?)... compramos acções do homem, pelo sim pelo não...compramos também mais da tal empresa, nunca se sabe... ou vendemos. A vender, se calhar é agora a altura... a quem? ... ao homem, pois claro!
Aliás, diga-se em abono da justiça e da auto-estima portuguesa: nós somos, de facto, bons a ver a coisa, quando nos cheira a dinheirinho fácil (e ainda há quem duvide do nosso jeito para o negócio). Como não sabíamos bem qual o nosso papel e opinião (problema que nos acontece recorrentemente) em relação à recente (ia dizer escaramuça mas tem uma sonoridade duvidosa, terei que ver primeiro de onde vem esta palavra, não vá ofender alguém) , repetindo , em relação à recente polémica dos desenhinhos, descobrimos pelo menos um papel bem pragmático e moderado. Uma vez mais, e à semelhança do que fizemos noutras situações críticas, vamos servir à mesa: vamos oferecer férias seguras aos dinamarqueses, já que temos pelo menos o selo de bom comportamento passado pelo Irão... temos, de facto, vocação hoteleira, estou-me a lembrar do tal cafèzinho dos aliados nos Açores, pois é, servir à mesa está-nos no sangue... talvez até seja uma vocação afinal muito elevada ( não se ofenda quem tem mesmo que o fazer de profissão, com ou sem vocação, claro que estamos a falar em sentido figurado, arre que está a ficar difícil usar a liberdade de expressão) vocação muito elevada, dizia, de algum modo relacionada com a paz mundial, como aliás tão doutamente soubemos fazer no último conflito mundial. Que diabo ( não se ofendam, é uma força de expressão, nada tem aqui a ver com religião) se todos se encontrarem no casino, o dinheiro e o jogo também fazem esquecer desavenças...sobretudo se todos ganharem, claro (e já agora nós também)...
É assim que se sobrevive neste cantinho dos espertinhos... No entanto, pensamos: bem, não somos todos assim, eu não, tu também não, aquele talvez..aquele, de certeza.
Será que nós não?...pois ...oh , dizemos : sabes que mais? é melhor ouvir anedotas estúpidas, a vida é difícil, e isto de pensar ...faz mal à saúde!
E assim evoluímos, com soluções adaptativas notáveis na argumentação, sobretudo quando é a nossa própria consciência que nos pede contas, algo aliás que nos está a acontecer cada vez menos ...
Para concluir e para não recair na depressão, pois comecei tão bem, parece-me, assim de repente, que pode haver um efeito colateral interessante na tal operação de que estava a falar acima e que me levou a escrever este texto: é que é bem capaz de vir a sair mais cara à Castela a aquisição (pública ou não) do cantinho de que falamos... e vá-se lá saber porquê , também gostei dessa ideia...